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LSE – London Stock Exchange

O que é London Stock Exchange (LSE)?

Também conhecida como a Bolsa de Valores de Londres, a LSE é a principal centro de operações do mercado financeiro inglês.

Fundada em 1801, é atualmente uma das maiores instituições do tipo no mundo, transacionando um volume médio diário de milhares de ordens de venda e compra de ativos. Entre as companhias listadas na LSE, estão nomes de peso tanto do Reino Unido quanto transnacionais.

Até 1914, a LSE era a maior bolsa de valores do mundo. No entanto, atualmente ela ocupa o terceiro lugar nesta lista, ficando atrás da Bolsa de Valores de Tóquio (a TSE) e da Bolsa de Valores de Nova Iorque (a NYSE).


Como a London Stock Exchange (LSE) funciona?

Estatisticamente, existem hoje mais de 2.600 empresas de mais de 60 países ao redor do mundo listadas na LSE, vindas de praticamente todos os continentes.

Internamente, a LSE divide as companhias em três listas: a Alternative Investment Market (AIM), a Professional Securities Market (PSM) e a Specialist Funds Market (SFM).

A maior parte delas (cerca de 1.150) pertencem à primeira lista. A Alternative Investment Market (AIM), que em Português pode ser chamada de Mercado Alternativo de Investimentos, é um sub-mercado criado em 1995, para agrupar as empresas menores e menos viáveis para compartilhar ações.

Em seguida, quando tratamos do quesito volume, 44 estão na Professional Securities Market (PSM), que permite que as empresas levantem capital através da emissão de títulos especializados. Em tradução livre, essa lista pode ser chamada de “Mercado de Títulos Profissionais”.

E mais 10, por fim, são da Specialist Funds Market (SFM) - ou “Mercado de Fundos Especializados”. Nesse segmento da LSE, regulamentada pelo Mercado Principal, se concentram as entidades de investimento altamente especializadas, que desejam atingir investidores institucionais.

Como todas as Bolsas, a LSE também conta um índice de ações: o FTSE 100. Nele, são acompanhadas as 100 maiores companhias e o desempenho de suas ações.

Como exemplo de alguns dos componentes desse índice produzido pela FTSE The Index Company, podemos citar:

  • Associated British Foods;
  • Barclays;
  • Coca-cola;
  • Experian (que no Brasil é detentora da marca Serasa);
  • HSBC;
  • Marks & Spencer (M&S);
  • Pearson;
  • Royal Dutch Shell;
  • Unilever.

Como podemos ver, muitas dessas empresas possuem marcas de alcance mundial e histórico consistente de sucesso financeiro, chamando assim a atenção contínua de um grande número de investidores.

Como a London Stock Exchange (LSE) se tornou tão importante?

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Indagar se foi o prestígio da LSE que atraiu tantas gigantes do mundo capitalista ou se, pelo contrário, foi justamente negociar as ações dessas grandes empresas que tornou a LSE tão importante no mercado financeiro é uma pergunta tão complexa quanto essa primeira.

Uma versão primária do que viria a se tornar a LSE surgiu ainda no século XV. Sob o nome de Royal Exchange, ela seguia o molde outras Bolsas de Valores que começavam a surgir na Europa, como a Bolsa de Antuérpia, na Bélgica.

Desse modo, se considerarmos desde aquele período, a Bolsa de Valores de Londres é uma das mais antigas do mundo.

Dominada pela aristocracia, as verdadeiras negociações naquela época eram realizadas em estabelecimentos próximos ao prédio da Royal Exchange, até que plebeus fossem finalmente liberados de circular por ali.

De lá para cá, o centro financeiro inglês já passou por muitos eventos históricos que abalaram o seu funcionamento. De guerras locais a mundiais, chegou a fechar as portas em períodos da Primeira Guerra Mundial.

Como acontece em outras partes do mundo, restringir as atividades do mercado financeiro também foi usado para “conter os ânimos” da população e evitar que o seu desespero levasse o país à quebra do seu sistema bancário.

O mesmo se viu na Segunda Guerra Mundial. À época, o principal problema era a possibilidade de sofrerem bombardeios ou ataques aéreos nas proximidades da Bolsa de Valores.

Mas sua precaução não adiantou muito: o prédio em que a Bolsa estava situada chegou a sofrer um dos maiores incêndios da história de Londres, no dia 29 de dezembro de 1940. Após isso, em 1945, foram alvejados por um foguete e tiveram que fechar as portas novamente.

E sempre que algo do tipo acontecia, abalavam-se as Bolsas do mundo inteiro. Afinal, já naquela época a LSE (e a Inglaterra, como um todo) ocupavam importante posição no mercado econômico e financeiro europeu.

Com o desenrolar do século XX, isso não mudou. Afinal de contas, um dos eventos mais marcantes da década de 1980, a Black Monday, tem o fechamento da LSE como uma das causas apontadas.

No século XXI, a LSE é marcada pelas parcerias com grandes instituições, de modo a expandir e consolidar a sua estrutura.

Em 2008, por exemplo, anunciou parceria com o Oslo Bors para prestar serviços sobre investimentos de renda fixa. No ano seguinte, a mesma firma parceria comercial pan-europeia com bancos de investimento no mundo todo.

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