O que são fundos ESG?

Fundos ESG têm por finalidade investir em projetos sustentáveis, com base em 3 critérios:

Eles ganham cada vez mais adeptos, conforme as pessoas se sentem mais inclinadas a investir de acordo com os seus valores:

  1. Obter um retorno financeiro pelo menos igual ao do mercado;
  2. Gerar um impacto positivo em qualquer uma das esferas citadas anteriormente, o que demonstra responsabilidade na gestão.

Esse tipo de investidor, mais consciente, tem encontrado o que procura, conforme mostra um levantamento conjunto do banco Morgan Stanley com a empresa avaliadora de fundos Morningstar.

Entre os 10.723 fundos ESG estudados durante o período de 2004 a 2018, 64% atenderam ao critério de rentabilidade, sem dizer que apresentaram uma volatilidade 20% menor.

Como Investir nos Melhores Fundos

Como os fundos ESG selecionam os seus ativos?

 

O desenvolvimento dessa indústria ajuda a explicar os grandes números por trás dos fundos ESG. No início, a estratégia principal consistia em excluir das carteiras dos fundos as ações de empresas como fabricantes de cigarros ou petroleiras.

Com o surgimento das certificadoras, que desenvolveram metodologia própria para avaliar e premiar as companhias, as gestoras passaram a adotar os mesmos indicadores como filtros para a seleção de seus ativos.

Atualmente, nos EUA, 25% dos investimentos seguem para esse mercado, representando um total de US$ 12 trilhões.

Qual a relação entre green bonds e fundos ESG?

Os primeiros green bonds foram emitidos em 2007, ano anterior à grande crise. Eles são basicamente títulos de renda fixa, específicos para o financiamento de projetos sustentáveis.

Eles se tornaram mais comuns a partir dos Green Bond Principles, um conjunto de regras que definem o seu funcionamento. Ao longo dos anos, eles foram um dos títulos mais beneficiados com as baixas taxas de juros ao redor do mundo.

Apenas em 2018, captaram o equivalente a US$ 580 bilhões.

Existem fundos ESG no Brasil?

Por ser um dos signatários do Acordo de Paris, o Brasil tem por meta investir US$ 152 bilhões até 2030 para a recuperação de florestas e pastagens degradadas, além de aumentar a participação das fontes renováveis na matriz energética.

Apesar da bolsa de valores (B3) contar com 3 ETFs:

E um título de renda fixa classificado como green bond, um Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA) da Suzano Papel e Celulose, o país está longe de alcançar esses números.

Grandes fortunas

A verdade é que as principais iniciativas de fundos ESG são desenvolvidas pelas próprias áreas de wealth management, uma vez que os herdeiros que vão receber essas grandes fortunas familiares já orientam os seus gestores para que estruturem fundos com essa finalidade.

Isso pode ocorrer tanto por meio dos endowments (fundos patrimoniais) como pela aquisição direta dos ativos para os fundos exclusivos. Como objetivo, os projetos financiados devem endereçar problemas atuais e se manter ao longo do tempo, diferentemente da filantropia, mais dependente de doações.

Fundos de pensão

A resolução 4.661/18, que estipula que os fundos de pensão levem em conta a sustentabilidade na gestão de seus riscos, pode ganhar o impulso que precisa conforme os gestores trocam os seus ativos de renda fixa, hoje remunerados a juros extremamente baixos, por ações de empresas ESG.

Como esses investidores institucionais terceirizam a gestão, contratando outros gestores de fundos, alavancarão a própria indústria de fundos ESG com a grande quantidade de recursos que possuem.

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