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Finanças Comportamentais

O que são Finanças Comportamentais?

É chamada de finanças comportamentais uma área de estudos da Economia que visa entender as decisões que as pessoas tomam no âmbito financeiro, a partir da própria estrutura do comportamento humano, das suas motivações e, de modo geral, da Psicologia.

Em diferentes épocas, essas duas ciências “flertaram”, sem nunca fixarem um ponto verdadeiramente comum entre si. Em especial, porque durante muito tempo a Economia viu os componentes que estudava seguindo o ideal do Homo Economicus, isto é, o de um ser humano que produz e consome seguindo apenas a própria racionalidade.

E se tem uma coisa que a Psicologia sabe é que uma parcela mínima das nossas escolhas são verdadeiramente racionais. Se você já se comprometeu a fazer dieta, por exemplo, mas acabou “laçado” pela primeira pizza de mussarela que apareceu na sua frente, sabe que nem sempre decidimos baseados no que é melhor para gente.

Foi somente quando os estudos com base psicológica chegaram à Economia, dando origem a essa linha de pesquisa que explica nossos comportamentos por vezes contraditórios e autossabotadores, que as finanças englobaram o aspecto emocional do ser humano nas teorias econômicas.

Nascendo assim, as finanças comportamentais.


Como as Finanças Comportamentais surgiram?

No entanto, o caminho para esse “nascimento” não é tão simples assim. Na verdade, ele engloba mais de um século de trabalho científico e múltiplos profissionais.

Desde a primeira vez em que Economia e Psicologia apareceram como um único termo, na tal Psicologia Econômica do sociólogo francês do início do século XX, Gabriel de Tarde, até a racionalidade limitada de Herbert Simon na década de 1940, ainda não havia uma corrente tão definida de pensadores que apoiavam a junção.

Até porque, como te dissemos, a ideia de um ser humano totalmente racional, tomando decisões baseadas somente na possibilidade de ganho ou perda, ainda era muito forte.

A questão só muda por volta da década de 1970, com pesquisas ligadas às finanças comportamentais sendo lideradas por cientistas como Daniel Kahneman, Amós Tversky e Richard Thaler.

Coincidentemente ou não, é nesse momento que os estudos do behaviorismo, também conhecido como comportamentalismo, já estão amadurecidos. Em suma, o behaviorismo é uma área da Psicologia que tem o comportamento humano como sua principal fonte de análise.

Como as Finanças Comportamentais funcionam?

Desde os anos 1970, que como vimos representaram o início das finanças comportamentais como a conhecemos, muitas descobertas a respeito desse tema foram feitas.

Isso se dá especialmente pelo próprio desenvolvimento da tecnologia aplicada à ciência, como no caso da própria neurociência, que estuda o sistema nervoso central e por vezes embasa teorias econômicas dentro das finanças comportamentais.

Ao todo, muitos fenômenos já foram narrados e acredita-se que existam tantos a serem descobertos quanto a própria complexidade psicológica humana permite.

Uma das categorias mais importantes dentro das finanças comportamentais é a que estuda equívocos de lógica que todos nós cometemos, mas que temos grande dificuldade em perceber no dia a dia.

Em outras palavras, ela explica como o cérebro engana a si mesmo.

Essa categoria é formada por dois grupos principais: a de vieses e a de heurísticas.

Enquanto vieses representam padrões de julgamento equivocado, as heurísticas são atalhos criados pelo cérebro para tomar decisões mais rapidamente. Ou seja, enquanto um “peca” no processamento do mundo, o outro “peca” no momento de fazer escolhas.

Isso não quer dizer que eles sejam opostos: na verdade, comumente os dois andam abraçadinhos na sua cabeça.

A seguir, te apresentamos uma lista com alguns dos vieses mais comuns e que mais costumam influenciar investidores. Clicando neles, você é redirecionado para os textos completos que produzimos sobre cada um, podendo refletir ainda mais sobre como eles afetam você. Veja:

E o mesmo vale para as heurísticas:

Se mesmo diante de tantas evidências de que você age emocionalmente também quando se trata do seu dinheiro, você não estiver convencido, saiba que as finanças comportamentais podem te ajudar muito a:

  • Encontrar o motivo pelo qual você gasta com certos itens, mesmo quando se comprometeu poupar;
  • Entender o porquê você se mostra tão resistente a alguns produtos financeiros (como os de renda variável) ou tem menos sucesso do que gostaria nas suas escolhas de ativos;
  • Identificar a forma como amigos e familiares, além de outros agentes do mercado, podem estar usando as suas emoções para influenciar as suas decisões financeiras (nem sempre de modo positivo).

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