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Daniel Kahneman

Quem é Daniel Kahneman?

Daniel Kahneman é um psicólogo israelense, reconhecido internacionalmente pelos seus estudos ligados à Economia comportamental e co-laureado com um Nobel de Economia em 2002.

Foi justamente usando os seus conhecimentos de Psicologia que Kahneman foi capaz de desenvolver teorias sobre o comportamento humano, a respeito sobretudo da tomada de decisões e do julgamento do mundo à nossa volta, e aplicá-las no mercado financeiro.

Afinal de contas, não deixamos de sermos humanos ao lidarmos com dinheiro - pelo contrário, usamos a mesma estrutura de lógica do cotidiano, majoritariamente emocional, também nessa área.

As ideias propostas por Kahneman possibilitaram a sensibilização do olhar econômico, que por muito tempo enxergou os seus agentes como meros seres racionais, ponderadores apenas dos ganhos e das perdas, e não como os seres emocionais que verdadeiramente são.

E essas ideias vieram não somente de sua própria cabeça, mas principalmente da parceria de décadas com o israelense, e também psicólogo, Amós Tversky.


Como Daniel Kahneman ganhou notoriedade no mercado financeiro?

Boa parte do trabalho que daria a Daniel Kahneman a notoriedade que tem hoje foi iniciada apenas na década de 1970.

Antes disso, ele já havia concluído um mestrado e um doutorado, além de lecionar em instituições como a Universidade Hebraica de Jerusalém (onde se graduou) e a Universidade de Harvard. Kahneman atuou ainda, no mesmo período, como pesquisador da Universidade de Michigan.

A parceria com Amós se intensificou cerca de 2 décadas da formação inicial de Kahneman, a partir do desenvolvimento de pesquisas que levaram ao levantamento da Teoria do Prospecto.

Em suma, a Teoria do Prospecto (também conhecida como Teoria da Perspectiva) nos permite concluir que seres humanos tendem a tomar decisões focados mais em possibilidades de perda do que em possibilidades ganhos. Isto é, queremos evitar perder mais do que queremos ganhar, de modo a sermos descritos como seres avessos à perda.

Essa descoberta, comprovada cientificamente através de diversos experimentos, abriu porta para a identificação das heurísticas, um grupo de falhas no raciocínio lógico humano, que se apresenta quando usamos atalhos mentais para tomar decisões.

E dizemos “grupo” porque a lista é realmente grande e diversa: de heurística da disponibilidade a heurística do afeto, passando por heurística da representatividade e heurística da ancoragem, entre outras falhas.

Estrutura semelhante é formada pelos vieses, que mesmo apresentando equívocos de lógica como as heurísticas, interferem principalmente na maneira como interpretamos (e agimos sobre) o mundo à nossa volta.

Você já ouviu falar em viés de confirmação? E em viés de retrospectiva? Conhecendo os conceitos ou não, saiba que eles podem estar agindo na sua cabeça nesse exato momento, criando o chamado pensamento enviesado.

Provando a existência desses “fenômenos”, Kahneman e Tversky impactaram não somente a Psicologia, mas também áreas de pesquisa como a Economia e a gestão de negócios, onde por muito tempo os aspectos emocionais dos agentes foram ignorados (mas continuaram agindo).

Graças a esse volume de descoberta, Kahneman chegou a publicar alguns livros. Com Tversky, editou volumes como “Judgment Under Uncertainty: Heuristics and Biases” e “Choices, Values, and Frames”. Individualmente, escreveu o best-seller Rápido e Devagar, considerado por muitos um dos livros mais importantes do século.

O que Daniel Kahneman faz atualmente?

Além de professor emérito na Universidade de Princeton, a atual perspectiva do mundo em volta do trabalho de Daniel Kahneman está atrelada ao seu novo livro.

Com lançamento previsto para 2021, a obra abordará outro aspecto das falhas de lógica humana: os ruídos. Segundo o autor, ruídos são equívocos que cometemos no processamento mental, mas que não necessariamente levam sempre aos mesmos resultados e conclusões. Ou seja, você ser afetado pelo ruído em um tipo de situação e primeiro tomar atitude A, mas em outro momento tomar atitude B.

Para ilustrar o conceito, Kahneman nos convida, no artigo introdutório sobre o tema que publicou na Harvard Business Review, a tomar como exemplo uma balança quebrada.

Se sempre que você sobe na balança, ela indica que você tem 2 quilos a mais do que verdadeiramente tem, ela tem um viés. Se, por outro lado, ela indica um peso diferente a cada subida, ela tem um ruído. Ambos afetam a precisão da mesma, mas de formas diferentes: no viés, de forma constante; no ruído, de forma aleatória.

E é justamente destrinchar os ruídos, ainda subvalorizados pelo mercado financeiro e de negócios, que Kahneman pretende neste novo livro.

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