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Antifrágil

O que é Antifrágil?

“Frágil”, por definição é algo que “se despedaça ou quebra facilmente, quebradiço” ou, ainda, “que enguiça ou se danifica facilmente; delicado”. Costumamos dizer que objetos e sentimentos são frágeis, por exemplo, mas o que seria algo antifrágil?

O conceito de “Antifrágil” é, basicamente, ligado à capacidade que algo ou alguém possui de se beneficiar de situações em que existem riscos generalizados, também conhecidas como situações de caos.

Enquanto a grande maioria das pessoas é atingida pelo desespero (como um verdadeiro tsunami de contexto negativo), a antifragilidade dá a quem a detém a habilidade de ser estratégico e usar o momento em questão para lucrar.

Tal conceito foi cunhado por Nassim Nicholas Taleb, professor de engenharia de riscos na Universidade de Nova Iorque e autor do livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos” (2012). É reconhecido como uma das maiores referências no mercado financeiro devido aos seus estudos ligados ao gerenciamento de risco e à incerteza.

No livro, Taleb abre um leque mostrando que o conceito não se aplica somente ao mundo das finanças, mas a eventos gerais de toda comunidade humana.

No entanto, quando trata especificamente da economia, é capaz de cunhar um tipo específico de investimento que aplica o conceito da antifragilidade: os investimentos antifrágeis.

Um investimento antifrágil é aquele que aproveita do caos (em especial de episódios extremos e improváveis) para gerar maior rentabilidade, indo no caminho contrário de todo o restante do mercado.

Apesar da diferença entre os investimentos frágeis e antifrágeis serem óbvias, ainda existem os investimentos robustos, que são comumente confundidos com os antifrágeis, mas, na verdade, possuem diferenças marcantes entre eles.

Os investimentos robustos são reconhecidos por resistir a grandes crises e oscilações, enquanto os antifrágeis são direcionados para trazer rentabilidade nos momentos de oscilações, tendo seus picos de alto retorno em meio ao caos. Ou seja, enquanto um persiste diante do caos, o outro o utiliza como arma.

A antifragilidade usa aquele velho princípio já tão aplicado no judô: usar a força do seu inimigo contra ele. Enquanto o contexto caótico destrói outros investidores e companhias, a estratégia antifrágil usa essa mesma força para se beneficiar dele.

Mas como se deve imaginar, identificar e/ou desenvolver a antifragilidade não é tão fácil. Além de unagi, é preciso muito conhecimento e poder de estratégia para resistir ao estresse e ler corretamente as situações econômicas.

Então agora que você já entende o conceito, estamos prontos para detalhar um pouco mais as características de um investimento antifrágil, como tal aplicação costuma ser e, ainda, as vantagens de optar por esse estilo de aplicação. Vamos lá?

Como Investir nos Melhores Fundos

Quais são as características da antifragilidade?

A antifragilidade apresenta características bastante específicas e vantajosas aos investidores que optarem por ela. Para começar, podemos reforçar a ideia de que uma aplicação antifrágil transforma os riscos em oportunidades, permitindo então a prevenção de fracassos diante de eventos adversos.

O que a torna tão vantajosa é a proporção da sua improbabilidade de acontecer. Por ser tão rara, a antifragilidade aumenta ainda mais o potencial de ganhos daquele (ou daquilo) que a detém.

Sem contar que desenvolve em seus investidores a capacidade de tomar melhores decisões sem a ilusão de ser capaz de se prever o próximo acontecimento ou depender de um cenário “favorável” de forma generalizada para se lucrar.

O que é um investimento antifrágil?

Os investimentos antifrágeis são, a grosso modo, investimentos improváveis para a maioria dos investidores.

Para encontrá-los, é preciso ousadia e análises profundas, de modo a considerar todas as opções de riscos daquilo que, na visão da maioria, é certo. Ou vice-versa: considerar as oportunidades daquilo que todos veem como arriscado demais.

Em um dos nossos artigos, damos inclusive um exemplo mais prático de como esse “nadar contra a corrente” acontece. Você pode lê-lo clicando aqui

De qualquer forma, é preciso estruturar boas estratégias. Não é apenas identificar um investimento antifrágil, realizar a aplicação e esperar que a sua sorte chegue. É embasar a sua decisão, calcular o risco e o retorno esperado, rastrear os elementos que podem impactar (positiva e negativamente) a leitura feita por você e mudar “as regras do jogo”.

Afinal, se a antifragilidade fosse uma habilidade fácil e geral, escancarada aos olhos de todos, ela perderia totalmente as suas características (e vantagens), certo?

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