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Z-Bond: saiba o que é e como funciona

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:24/02/2022 às 15:28 -
Atualizado 6 meses atrás
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O que é um Z-Bond?

Um Z-bond, também conhecido como vínculo de acumulação, é um tipo de título comumente utilizado em obrigações hipotecárias colateralizadas (CMO). Ou seja, trata-se de uma negociação financeira no qual os investidores recebem parte de todo montante que é produzido através de diversos empréstimos hipotecários.

A remuneração de um título Z é composta pelos juros acrescidos ao valor principal após a finalização de tais obrigações hipotecárias. Em outras palavras, é caracterizado por ser a última parcela de uma CMO. Além disso, os títulos Z, ou Z-Bonds são aplicações que envolvem maior risco aos investidores, uma vez que são categorizadas como investimentos especulativos lastreados em hipotecas.

Cabe ainda destacar que um Z-Bond nada mais é do que uma transação bastante volátil, afinal, seu valor de mercado pode flutuar bastante. Em contrapartida, quando são compensados, os Z-bonds refletem em um maior volume financeiro — já que os juros tendem a se acumular ao longo das hipotecas.

O que são obrigações hipotecárias colateralizadas?

As obrigações hipotecárias colateralizadas são títulos hipotecários de dívida, negociados conforme o perfil de risco e o seu vencimento. Na prática, uma CMO consiste em várias parcelas ou grupos de hipotecas que distribuem os pagamentos de juros aos investidores segundo as regras e/ou acordos previamente estabelecidos.

Uma característica inerente à CMO é que elas são mais sensíveis às eventuais alterações nas taxas de juros ou, ainda, as variações do cenário econômico — sobretudo em relação às taxas fixadas no caso da venda de imóveis, como as taxas de hipoteca, refinanciamento, etc. Por isso, trata-se de instrumentos financeiros um pouco complexos.

Como funciona o Z-Bond?

Um Z-Bond pode ser classificado como um tipo de investimento especulativo e, portanto, trata-se de uma modalidade que envolve alguns riscos para os investidores. Basicamente, eles são títulos lastreados em hipotecas, cuja garantia passa diretamente pela confiança do credor na capacidade do tomador em realizar a liquidação dos títulos de hipotecas.

Nesse sentido, caso haja a inadimplência e, consequentemente, não haja uma liquidação dos títulos, os investidores que possuem o título Z acabam perdendo dinheiro, acumulando prejuízos importantes. Porém, aqueles que investirem em outras parcelas de CMO’s, por exemplo, poderão recuperar o investimento aplicado.

Por fim, é válido ressaltar que o Z-Bond normalmente é pago após a quitação de todas as demais parcelas. Sendo assim, eventualmente o investidor deste tipo de título tende a ser aquele que mais acumula perdas. Apesar disso, é a inclusão dos títulos Z que permite o aumento da confiança nas demais parcelas da obrigação hipotecária colateralizada.

Como minimizar os riscos atrelados ao Z-Bond?

Uma parcela considerável da emissão de títulos lastreados em hipotecas se dá através de organizações federais ou entidades atreladas ao Governo. Sendo assim, tratam-se de aplicações garantidas pelo próprio governo, através do Tesouro Nacional. Exatamente por isso, são considerados títulos de baixo risco — muito embora, neste caso, a rentabilidade também tenha tendência a ser menor.

Por outro lado, entidades que são apoiadas pelo governo, por sua vez, não contam com as mesmas garantias. Isso porque, embora se possa aplicar valores através de tais entidades em favor do Tesouro, o governo não é obrigado a destacar fundos de resgate para o caso da impossibilidade do cumprimento dos compromissos financeiros estabelecidos. Portanto, trata-se de uma alternativa mais arriscada, apesar de não ser um risco considerado alto.

Por fim, é também importante destacar que uma parte dos títulos lastreados em hipotecas tem origem em companhias privadas, tais como bancos de investimentos e demais instituições financeiras. Diante disso, é também válido saber que esse tipo de título envolve um risco maior, uma vez que o Governo não tem qualquer obrigação em oferecer garantias — e os emissores não podem recorrer ao Tesouro Nacional.

Sobre o autor
Autor da Mais Retorno
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