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Viés Cognitivo

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:17/06/2019 às 21:56 -
Atualizado 5 anos atrás
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O que é viés cognitivo?

No mercado financeiro e no mundo dos investimentos, a tomada de decisão é uma atividade recorrente. Isso, claro, não é novidade nem mesmo para os mais leigos no tema. O que nem todos percebem é que a maioria dessas decisões tem relação direta com o comportamento da mente humana — assunto que, entre outros fatores, aborda o viés cognitivo.

O nosso cérebro busca atalhos quando está diante de situações que exigem uma ação. A partir desse momento, a escolha se faz necessária e a melhor delas seria encontrada de maneira racional e avaliando todos os fatores com imparcialidade. Na prática, não é isso que acontece.

De maneira geral, o que realmente acontece é a busca por atalhos nessa tomada de decisão, sejam elas financeiras ou não. Esses atalhos, normalmente baseados em evidências e percepções básicas, são o que chamamos de viés cognitivo. Portanto, a maior parte das nossas decisões passa longe de toda racionalidade esperada.

Exemplos de como um viés cognitivo influencia na tomada de decisão humana

O grande problema de um viés cognitivo é que ele é extremamente baseado em vivências e experiências anteriores. O que isso significa? Que muitos deles vão apenas reforçar pensamentos, inclusive influenciados por ideologia, gostos e crenças. Desta forma, a chance de tomar decisões ruins aumenta consideravelmente.

Esse é um processo muito semelhante com a autossabotagem. Pensamos que a nossa racionalidade está sempre presente, porém nem de longe isso acontece. Somos constantemente "enganados" pela nossa própria consciência.

Para que você entenda melhor esse cenário, listamos a seguir três tipos de vieses cognitivos muito comuns.

Viés de confirmação

Nos investimentos, um dos mais perigosos é o viés de confirmação. Neste caso, baseado em um interesse pessoal, o cérebro vai buscar motivos para confirmar algo que você pense inicialmente.

Imagine que esteja avaliando a compra de ações da empresa X, mas com uma inclinação a fazê-lo porque gosta dessa organização. É aqui que entra o viés cognitivo de confirmação: ele vai procurar razões que confirmem essa ideia inicial, ignorando fatores que caminhem na direção oposta.

Esse, aliás, é um comportamento muito presente no âmbito social. Repare como as pessoas não gostam de ser contrariadas ou de conviver com quem pensa de maneira diferente. De certa forma, essa é a consequência direta do viés de confirmação.

Viés da Ancoragem

Outro viés cognitivo bastante presente no mercado financeiro é de ancoragem. Neste tipo de viés, nosso cérebro dá peso excessivo para a primeira informação que recebe, influenciando a tomada de decisão.

Imagine que no processo avaliativo da empresa X você encontre um bom crescimento no seu faturamento. Essa informação tende a influenciar todas as análises seguintes, sendo prejudicial à imparcialidade que seria necessária em outros fatores. E isso acontece pelo viés de ancoragem.

Viés do Apostador

O viés do apostador, também conhecido como viés do jogador, diz respeito ao peso excessivo que se dá aos eventos passados na tentativa de prever eventos futuros.

É o caso, por exemplo, de jogar um dado por duas vezes e, em ambas, o número sorteado ser o 3. A mentalidade humana vai levar a pensar que um terceiro dado tem menos chances de sortear novamente o 3, contudo a probabilidade é a mesma de sempre: são fatores independentes.

E isso acontece demais no mercado financeiro. Não são poucos aqueles que, após três investimentos errados, insistem em novas aplicações do seu capital considerando que a cada perda está mais perto do lucro. Novamente, os eventos são independentes e sem relação direta entre si.

A importância do viés cognitivo

Esses foram apenas três exemplos de vieses cognitivos, mas que já mostram a importância do tema para o investidor. O maior perigo é que todo viés cognitivo, sem exceção, vem mascarado de racionalidade. Isto é, nós mesmos nos convencemos de que se trata de uma análise correta e sem influências.

Portanto, tenha sempre um cuidado redobrado ao tomar decisões de investimentos (e também pessoais). Elas podem estar contaminadas com algum tipo de vício por vieses cognitivos — e agora você já sabe disso.

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Autor da Mais Retorno
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