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Termos começando com "V"

  • Venda Coberta: saiba o que é e como funciona

    O que é venda coberta? A venda coberta é uma forma de abordagem dentro da Bolsa de Valores, mais especificamente voltada para o mercado de opções. Ao contrário do que ocorre na venda descoberta, a venda coberta se refere à negociação de venda de um derivativo do qual o investidor é detentor do ativo original. Aqui, vale uma observação sobre o funcionamento do mercado de opções. Nesse modelo de negociação, o investidor negocia o direito de comprar ou vender ações (ou outros ativos financeiros) ao longo de um determinado período. Ou seja, são acordos pré-determinados sobre prazos e preços. Além disso, outro ponto que vale ressaltar é que opções dão direitos, mas não obrigações a quem as compra. Isso significa que o comprador pode abrir mão do contrato caso queira, assim como exercer o seu direito de compra (se fizer sentido). Essa decisão certamente dependerá do preço da ação no momento futuro. Como é algo impossível de prever, as opções são extremamente voláteis e, portanto, contém alto risco quando usadas isoladamente. Como funciona a venda coberta? No mercado de opções, os direitos podem ser de compra (chamadas de call) ou venda (chamadas de put). Logo, você pode tanto comprar calls (e ter o direito de comprar ações) ou vender calls (e ter a obrigação de vender as ações se a contraparte solicitar). O mesmo vale para as puts (que podem ser compradas ou vendidas). No caso da venda de opções, é possível realizar o que se chama de venda coberta. Ou seja, é a negociação em que um investidor possui o ativo-objeto (a ação à qual o direito se refere) e deseja vendê-la (no caso de uma call) em momento futuro a um preço pré-determinado. Geralmente, essa é uma prática em que o investidor busca trazer um pouco de segurança ao seu ativo (operação conhecida como financiamento), colocando um preço de venda no contrato superior ao que ele pagou e, desta forma, lucrar com a operação. Ou seja, de maneira mais objetiva, esse investidor que é proprietário de ações na Bolsa de Valores, poderá colocá-las à venda no mercado de opções por um preço superior ao de compra. Exemplo prático de venda coberta Para que o funcionamento dessa operação fique mais fácil, vamos a um exemplo prático. Assim você entenderá melhor qual o objetivo desse tipo de negociação. Suponha que você comprou 100 ações de uma determinada empresa ao preço de R$ 20,00 cada uma. Ou seja, o investimento total nessa aquisição foi de R$ 2.000,00. Agora, você pode lançar no mercado de opções o direito de outro investidor comprar suas ações (uma call) a R$ 0,50 (que seria o seu lucro para cada uma dessas opções), com preço de compra das suas ações estabelecido em R$ 25,00. Até a data limite acordada no contrato de opção, o comprador pode ou não exercer esse direito. Se ele for exercido, a negociação de venda é feita normalmente. Nesse caso você venderia suas ações por R$ 25,00 para o outro investidor, mas como pagou por elas apenas R$ 20,00, sairia com um lucro de R$ 5,00 por ação mais os R$ 0,50 que ganhou com a venda das opções. Por outro lado, caso ele não tenha interesse em exercer seu direito de compra das ações, suas opções perderão a validade, mas você já terá colocado no bolso os R$ 0,50 que ganhou vendendo as calls lá atrás. Ou seja, ao menos o ganho do prêmio de R$ 50,00 (100 x 0,50) é garantido e o lançador das opções mantém suas ações para novas negociações. Uma venda coberta não envolve riscos? De maneira geral, a venda coberta é uma negociação segura na medida em que a tendência é de lucro. Isso pode acontecer tanto na efetivação da opção (já que o preço de venda é superior ao de compra), como na recusa desta, pois haverá o pagamento do prêmio. No entanto, não se trata de algo que não apresente riscos. O primeiro problema é que o preço da ação pode subir acima do esperado. Assim, a negociação é vantajosa para o comprador — que poderá obter aqueles ativos por um preço bem inferior. Portanto, os lucros estão limitados ao acordo. Além disso, a liquidez pode ser um desafio em casos de queda do preço, um momento em que vale mais a pena comprar as ações diretamente do mercado e ignorar o contrato de opção. Assim, quem precisa do dinheiro imediatamente pode sofrer nesse cenário. Portanto, trata-se de uma operação de baixo risco, mas não de riscos inexistentes como, aliás, é praticamente uma regra quando o assunto é o mercado financeiro.

    17/02/2022
  • Vantagem absoluta: saiba o que é e como funciona

    O que é vantagem absoluta? Vantagem absoluta é um termo que se refere a competência de determinado ente na produção de bens ou serviços em grande escala, utilizando os mesmos insumos ou prazo, empregados por outros entes (concorrentes) — que podem ser indivíduos, Estados ou organizações. A ideia de tal conceito foi desenvolvida em meados do século XVIII pelo filósofo e economista britânico Adam Smith. Conhecido como o pai da economia moderna, também conhecido como um dos teóricos do liberalismo econômico mais importantes de toda a história. Como funciona a vantagem absoluta? Autor do livro “A Riqueza das Nações”, que traz diversos conceitos, incluindo a vantagem absoluta, Adam Smith explica como as nações podem lucrar comercialmente a partir da especialização em um produto específico, exportando os mesmos para outras entidades que não são capazes de produzi-los de forma tão eficiente. Portanto, em termos simples, a vantagem absoluta nada mais é do que um conceito atrelado à capacidade de negociação entre países ou empresa, no que concerne a oferta de produtos cuja prevalência seja maior em um, quando comparado a capacidade produtiva de outro. Portanto, ela basicamente explica as vantagens que uma empresa ou Estado contam ao fazerem negócios entre si. Afinal, cada entidade apresenta vantagens na capacidade produtiva de bens ou serviços específicos, logo, tal superioridade pode ser empregada como uma espécie de moeda de troca, para beneficiar mutuamente os envolvidos. Qual a relação entre vantagem absoluta e comparativa? A vantagem absoluta se contrasta com a vantagem comparativa em diferentes aspectos, afinal, ela se caracteriza pelo menor custo de oportunidade que detém determinado produtor na manufatura de um bem ou serviço, especialmente quando comparado a outro fornecedor que não dispõe dos mesmos parâmetros. Na vantagem absoluta, por sua vez, a produtividade pode ser estabelecida de acordo com um bem ou serviço específico. Ou seja, quando uma entidade dispõe de um menor volume de insumos necessários para a produção, seja tempo, matéria prima ou mão de obra e, ainda assim, apresenta vantagem superior aos seus concorrentes de mercado. Dessa forma, a vantagem comparativa está atrelada a capacidade de produção cuja despesa é menor — considerando um mesmo produto — porém, não necessariamente superior em qualidade ou volume. Apenas conta com um menor custo de oportunidade. Quais são os benefícios da vantagem absoluta? Em síntese, o conceito da vantagem absoluta, segundo Adam Smith, pode ser empregado para demonstrar a capacidade de diferentes nações lucrarem através da especialização em determinado segmento a fim de exportar bens ou serviços que são produzidos por ele de forma mais eficiente do que outros países. Para a importação dos bens que o outro Estado gera, porém, é importante que haja uma troca de modo a beneficiar mutuamente ambas as partes. Sendo assim, as entidades que participam de tal intercâmbio de produtos ou serviços, devem dispor de pelo menos um tipo de mercadoria que se apresente com vantagem absoluta sobre o outro. Exemplo de vantagem absoluta A Arábia Saudita é sabidamente o maior país exportador de petróleo viável no mundo, o que faz da região o local ideal para que ocorra a extração do combustível fóssil com o menor custo possível. Portanto, esta é uma vantagem absoluta que o país que ocupa maior parte da Península Arábica possui sobre outras nações. Por outro lado, a localização geográfica da Colômbia faz do país um dos principais produtores e exportadores de café no mundo. Afinal, seu solo é rico em nutrientes que favorecem o cultivo da fruta com o menor custo possível, tal como ocorre com a extração de petróleo em terras sauditas. Na prática, o investimento para o cultivo de café na Arábia Saudita ou a extração de petróleo na Colômbia torna tais empreendimentos inviáveis — o que, por sua vez, caracteriza uma vantagem absoluta que cada nação possui sobre a outra e as demais. Portanto, a troca de produtos pode beneficiar mutuamente o comércio entre os países, haja vista que os dois podem estar em uma posição melhor, considerando o que cada um pode produzir por sua conta.

    06/02/2022
  • Valor Venal: saiba o que é e como é calculado

    O que é Valor Venal Valor venal é uma estimativa do valor de um bem, realizada pelo poder público. Esse conceito é aplicado principalmente no mercado imobiliário. O valor venal é utilizado principalmente para a base de cálculo de impostos, assim como em processos judiciais e administrativos. De modo geral, ele não guarda uma relação estreita com o valor real do bem. Como o Valor Venal é calculado Para realizar o cálculo do Valor Venal de um bem imóvel, existe uma fórmula: VV= A x Vm² x I x P x TR Entenda o que cada elemento significa: VV é o Valor VenalA é a área sobre a qual o imóvel está construídoVm² é o valor do metro quadrado dos imóveis próximosI é o fator idade (relativo ao tempo decorrido desde a construção do imóvel)P é o fator posição (relativo à localização do imóvel)TR é o fator tipologia da residência (relativo às características da construção) Valor Venal vs. Valor de Mercado Conforme já foi dito, o Valor Venal não guarda uma relação estreita com o valor de mercado do bem. Isso significa que um imóvel cujo Valor Venal é de R$300 mil pode ser negociado no mercado por R$250 mil, mas também pode ser negociado por R$400 mil, ou qualquer outro valor. Isso acontece porque, enquanto o Valor Venal é determinado pela fórmula vista anteriormente, o valor de mercado é determinado pela oferta e procura, passando por fatores subjetivos, como a percepção, a necessidade e a urgência de vendedores e compradores. É importante lembrar que, enquanto o Valor Venal é utilizado para calcular alguns impostos, o valor de mercado acaba sendo relevante para os impostos ligados estritamente ao processo de compra e venda. Por exemplo, se um imóvel com Valor Venal de R$300 mil é negociado por R$500 mil, os impostos associados à transação serão calculados sobre R$500 mil. Usando o Valor Venal para chegar ao valor de mercado Por um lado, você já sabe que Valor Venal e valor de mercado não andam necessariamente juntos; por outro, o Valor Venal pode ajudar na formação do valor de mercado. Muitas pessoas, ao negociar imóveis, baseiam-se no Valor Venal para chegar a um preço "justo", ou seja, baseado em critérios objetivos. No entanto, o Valor Venal sozinho não reflete todos os aspectos relevantes de um bem. Para o comprador e o vendedor, dois imóveis com o mesmo Valor Venal podem merecer preços muito diferentes, com base em critérios como: proximidade com comércio e serviços;segurança na região em que está localizado;qualidade dos materiais usados na construção;estado de conservação do imóvel;estrutura de comodidade e lazer disponível;comissão cobrada pelo corretor imobiliário. Como descobrir o Valor Venal de um imóvel Se você quiser descobrir o Valor Venal de um imóvel específico, é preciso consultar a Prefeitura do município em que ele está localizado, tendo em mãos o número da inscrição do imóvel. Alguns municípios já estão implementando sistemas que permitem realizar essa consulta pela internet. Essa é uma informação pública, portanto, não é preciso ser proprietário para descobrir o Valor Venal de um imóvel. Impostos que utilizam o Valor Venal Os dois principais impostos que utilizam o Valor Venal em sua base de cálculo são o Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Esses são impostos municipais e sua arrecadação é revertida para investimentos em saúde, educação, segurança. É importante saber o Valor Venal do imóvel antes de realizar a compra, pois ele vai afetar os custos do proprietário em longo prazo. Afinal, embora o ITBI seja cobrado apenas na transmissão do bem, o IPTU é cobrado anualmente – e pode pesar no bolso.

    01/02/2022
  • Valor de Referência

    O que é um valor de referência? Valor de referência é um termo utilizado para designar uma média de valores obtida em uma pesquisa. Em outras palavras, quando algum órgão público abre uma licitação para desenvolver algum projeto, por exemplo, realiza-se uma pesquisa para saber o preço do mesmo. Assim, ao compilar esses preços é feita uma média na qual chamamos de “valor de referência”. É importante pontuar que essa expressão pode ser aplicada em diferentes contextos. Existe valor de referência aplicado a exames médicos; ou a um teste para Covid-19, por exemplo. No contexto do mercado financeiro, o valor de referência é também intitulado como a palavra de origem inglesa, benchmark. Este termo designa a comparação entre preços, produtos e práticas comerciais, sendo que no mundo das finanças, o benchmark é utilizado para comparar ativos. Existem várias formas de se mensurar o valor de referência como: CDI (Certificados de Depósito Interbancário);Selic (Taxa Básica de Juros);Inflação;Índices do Ibovespa e os índices setoriais da bolsa. Cada uma dessas formas de mensurar valores médios pode ser considerada índices de valor de referência. Como funciona o valor de referência no mercado financeiro? Existem várias formas de mensurar o valor de referência, assim, cada indicador possui suas próprias fórmulas. Confira, abaixo, algumas delas: Selic: taxa básica de juros no Brasil, a Selic é utilizada para mensurar valores médios de ativos de renda fixa e é utilizada em títulos do Tesouro Direto;CDI (Certificados de Depósito Interbancários): Também utilizado em ativos de renda fixa, o CDI analisa valores médios de depósitos e empréstimos interbancários;O Ibovespa é o principal indicador de ativos de renda variável no Brasil. É o índice da Bolsa de Valores brasileira e analisa os investimentos em termos de performance positiva ou negativa;Índices da Bolsa: São várias as opções de índices que analisam as ações do mercado de ações. Esses índices estão em constante análise para ver se os investimentos podem valer a pena ou não;Inflação: é possível medir o valor de referência pela inflação. Ao analisar os valores de oscilação inflacionária é possível verificar se o investimento vale a pena ou não. Quais são as vantagens de se utilizar o valor de referência? Analisar o valor de referência é muito importante na hora de fazer algum investimento, uma vez que esses valores ajudam a escolher o investimento correto e também aquele com maior probabilidade de promover vantagens. Ao montar o portfólio de ações, o benchmark também deve ser analisado. Existem várias opções desses indicadores como foi demonstrado acima, e cada um serve para um tipo de investimento, sejam eles de renda fixa ou renda variável. O valor de referência também pode ser utilizado para analisar ações no curto, médio e longo prazo, ou seja, ao fazer a análise dos valores médios de ações em determinado período é possível saber se aquele tipo de investimento atende à demanda de cada investidor. Em todo caso, a escolha do tipo de índice para mensuração do valor de referência, assim como o tipo de ação ideal para cada investidor, passa pela análise de perfil de investidor. Antes de tomar qualquer decisão, é sempre importante analisar qual é o perfil e consequentemente quais são as ações mais adequadas a cada um deles. O valor de referência se coloca como uma ferramenta que pode ajudar na hora de analisar qual é o melhor investimento e como este vai se sair no curto, médio e longo prazo. Dessa forma, cada índice pode contribuir para que os investimentos sejam feitos com menor risco.

    22/09/2021
  • Variável Endógena

    O que é Variável Endógena? A variável endógena pode ser definida como um tipo de imprevisto que possivelmente aconteça dentro de um modelo econômico e, consequentemente, seja capaz de influenciá-lo. A gente sabe que parece um bicho de sete cabeças, por isso, nosso objetivo é simplificar a explicação do termo. Para que você o compreenda melhor, precisamos que entenda o significa de modelo econômico. Você já ouviu falar nessa expressão? Um modelo econômico é aquilo que define e explica o comportamento de agentes econômicos, ou seja, figuras sociais que proporcionam o fluxo financeiro de um país. Tais agentes, no caso, são a própria população (consumidores) e as próprias empresas (comércio). Tais modelos podem ser definidos, ainda, como simplificações da realidade, já que retratam o comportamento de empresas e suas estratégias, consumidores e suas necessidades, e também as políticas governamentais que impactam o comércio de forma geral. Modelos econômicos surgem a partir de teorias, que por sua vez, surgem a partir de hipóteses. Vamos entender na ordem correta: primeiro, uma hipótese precisa ser testada, para que assim, se torne uma teoria.  Se essa teoria for facilmente explicada ou seja totalmente compatível com a realidade econômica de um país, ela passa a ser considerada um modelo. É como se esse último estágio fosse a validação dos estudos feitos por milhares de especialistas, sabe? Por falar em estudos, eles são feitos a partir de pontos como racionalidade, otimização e constância. Portanto, para que um modelo econômico seja validade, ele precisa ser baseado nesses três pilares. Um ótimo exemplo de modelo econômico é o que chamamos de "oferta e demanda". Nesse caso, acredita-se que o fluxo financeiro de um país seja sustentado pelo comportamento de compra e venda. Tá, onde que a variável endógena se encaixa nisso tudo, Mais Retorno? Vamos lá! Como a Variável Endógena funciona? Vamos continuar com o exemplo de modelo "oferta e demanda". A característica principal deste modelo é a quantidade de produtos ofertados pela indústria em comparação ao nível de consumo da população. Indicadores econômicos mostram que, quanto maior for o consumo, mais alto poderão ficar os preços dos produtos caso não haja oferta suficiente. Do contrário, quanto menor for a demanda, os produtos tendem a sofrem uma queda de preços na tentativa de chamar mais atenção do consumidor. Esse modelo econômico norteia, por exemplo, a nossa inflação e Taxa Selic. Temos artigos específicos sobre cada um desses indexadores, vale a pena dar uma olhada! A variável endógena, por sua vez, representa algum tipo de ameaça interna a esse modelo; ações dos próprios agentes econômicos, ou até mesmo do governo, que sejam capazes de mudar esse sistema de "oferta e demanda". O uso incorreto ou negligente de matérias primas é um exemplo perfeito de variável endógena. Isso porque, falta de matéria prima afetará a produção de um bem, que consequentemente não poderá ser ofertado no mercado. Nesse caso, não estamos falando de baixa oferta, mas de uma completa paralização. Se a indústria fizer mal uso de recursos naturais, principalmente daqueles que são finitos como madeira, minérios, água doce, entre outros, produtos fabricados a partir dessas matérias sofreriam um impacto imensurável. Mas, se tratando do meio ambiente, variações naturais estão além do controle humano, não é? Sim, estão! Imprevistos que afetem o ecossistema global serão chamados, nesse caso, de variação exógena. Ao contrário do que falamos até agora, esse é um tipo de imprevisto que acontece fora do modelo econômico, ou seja, não é causado pela indústria, pelo consumidor ou pelo governo. Ambos as variações podem ser previstas, ou não, a depender dos diversos tipos de cenários econômicos existentes pelo mundo.

    25/08/2021
  • Variável Exógena

    O que é Variável Exógena? A variável exógena pode ser definida como um tipo de imprevisto que possivelmente aconteça fora de um modelo econômico, mas que, ainda assim, seja capaz de influenciá-lo. A gente sabe que parece um bicho de sete cabeças, por isso, nosso objetivo é simplificar a explicação do termo. Para que você o compreenda melhor, precisamos que entenda o significa de modelo econômico. Você já ouviu falar nessa expressão? Um modelo econômico é aquilo que define e explica o comportamento de agentes econômicos, ou seja, figuras sociais que proporcionam o fluxo financeiro de um país. Tais agentes, no caso, são a própria população (consumidores) e as próprias empresas (comércio). Tais modelos podem ser definidos, ainda, como simplificações da realidade, já que retratam o comportamento de empresas e suas estratégias, consumidores e suas necessidades, e também as políticas governamentais que impactam o comércio de forma geral. Modelos econômicos surgem a partir de teorias, que por sua vez, surgem a partir de hipóteses. Vamos entender na ordem correta: primeiro, uma hipótese precisa ser testada, para que assim, se torne uma teoria.  Se essa teoria for facilmente explicada ou seja totalmente compatível com a realidade econômica de um país, ela passa a ser considerada um modelo. É como se esse último estágio fosse a validação dos estudos feitos por milhares de especialistas, sabe? Por falar em estudos, eles são feitos a partir de pontos como racionalidade, otimização e constância. Portanto, para que um modelo econômico seja validade, ele precisa ser baseado nesses três pilares. Um ótimo exemplo de modelo econômico é o que chamamos de "oferta e demanda". Nesse caso, acredita-se que o fluxo financeiro de um país seja sustentado pelo comportamento de compra e venda. Tá, onde que a variável exógena se encaixa nisso tudo, Mais Retorno? Vamos lá! Como a Variável Exógena funciona? Vamos continuar com o exemplo de modelo "oferta e demanda". A característica principal deste modelo é a quantidade de produtos ofertados pela indústria em comparação ao nível de consumo da população. Indicadores econômicos mostram que, quanto maior for o consumo, mais alto poderão ficar os preços dos produtos caso não haja oferta suficiente. Do contrário, quanto menor for a demanda, os produtos tendem a sofrem uma queda de preços na tentativa de chamar mais atenção do consumidor. Esse modelo econômico norteia, por exemplo, a nossa inflação e Taxa Selic. Temos artigos específicos sobre cada um desses indexadores, vale a pena dar uma olhada! A variável exógena, por sua vez, representa algum tipo de ameaça externa a esse modelo; algo que seja capaz de mudar esse sistema de "oferta e demanda" sem que sejam as ações dos próprios agentes econômicos, ou até mesmo do governo. Coloque a imaginação pra jogo e pense num cenário caótico, como a falência de algum país, a extinção de determinado mercado ou até mesmo uma terceira Guerra Mundial... Apocalipse zumbi já é exagero! Qualquer uma dessas possibilidades seriam capazes de interferir no comportamento das empresas e dos consumidores, logo, o modelo econômico seria afetado e provavelmente remodelado. Portanto, uma vez que aconteça qualquer tipo variável exógena, os impactos causados no contexto econômico não serão dos melhores. A depender do caso, essa interferência pode estar além das previsões dos especialistas, como também pode ser prevista e considerada de acordo com o andar da economia global. De qualquer forma, é interessante que cada modelo econômico conte com uma possível solução para as variáveis exógenas que podem ser previstas. Assim, o país sofre menos risco de um colapso financeiro e, também, de influenciar negativamente a economia internacional.

    20/08/2021
  • V-commerce

    O que é V-commerce? Você já teve a oportunidade de comprar alguma coisa por influência de um vídeo muito bem elaborado, super explicativo e altamente interativo? Esse tipo de estratégia de marketing é o que chamamos de v-commerce, ou "comércio por vídeo". Não é segredo que o comércio internacional vem crescendo a cada ano e, de fato, o avanço tecnológico permite que novas estratégias de vendas sejam criadas o tempo inteiro.  Qualquer rede que esteja fortemente consolidada no mercado faz questão de expandir seus negócios ao universo digital, onde o alcance de público acaba sendo até maior a depender do seu nicho de atuação.  Não é à toa que milhares de compras são feitas pela internet todos os dias, é o famoso e-commerce. Sem sair de casa, temos acesso a qualquer tipo de produto e suas respectivas informações, assim como a transação financeira também pode ser feita a distância de maneira segura e eficaz. O v-commerce chega para melhorar ainda mais esse cenário. Essa é, sem dúvidas, uma estratégia eficaz e bastante promissora para o varejo brasileiro - sem falar do impacto na economia nacional e internacional. Como o V-commerce funciona? O v-commerce funciona a partir da apresentação de produtos e serviços através de vídeos ou, até mesmo, imersão em realidades virtuais. Pesquisas feitas por duas grandes empresas do setor tecnológico, ComScore e Accenture, apontam o Brasil como país que mais consome conteúdo a partir de plataformas desse tipo, com mais de 11 bilhões de visualizações a cada novo mês. A pesquisa indica, ainda, que cerca de 85 milhões de brasileiros assistem a vídeos online dentro do mesmo período. Isso indica o absoluto sucesso na implementação de v-commerce no varejo brasileiro. A ideia é que o consumidor tenha uma experiência completa, sentindo-se integrado a marca e, principalmente, tenha contato com o produto ou serviço mesmo estando do outro lado da tela. O v-commerce possibilita apresentações mais minuciosas e detalhistas, por essa razão, é capaz de converter leads em clientes fidedignos.  Outras pesquisas indicam que o v-commerce é capaz de aumentar em até 30% o nível de consumo no mercado digital em comparação a exposição de fotos ou banners com legenda descritiva. Entretanto, uma estratégia não substitui a outra. O ponto é que, partindo do princípio científico, uma grande marca deve saber respeitar e atender a neurolinguística de cada consumidor - seja ela visual, cinestésica, auditiva, olfativa, e assim por diante.  Além dos vídeos, a imersão em realidade virtual proporciona uma experiência ainda mais completa ao consumidor, que pode ter contato com produtos, serviços, vendedores e toda estrutura corporativa em tempo real. O comércio por vídeo é uma estratégia complementar aos estímulos que podem ser gerados em um indivíduo. Demais, né?! Qual é o impacto do V-commerce na economia? Considerando os dados apresentados anteriormente e todas as vantagens acerca dessa estratégia digital, o v-commerce tende a causa um impacto positivo na economia nacional e internacional. Além da porcentagem expressiva nas vendas, o comércio por vídeos é capaz de incentivar muito mais do que a circulação de ativos financeiros: estamos falando em investimentos no setor tecnológico, colocando o país em evidência no quesito desenvolvimento. Perceba que, dentro do e-commerce, as estratégias de vendas seguem em constante evolução. Além do v-commerce, também existem o l-commerce (comércio por lives), t-commerce (comércio por televisão), m-commerce (comércio por smartphones), dentre outros. Cada uma dessas estratégias pode alcançar um tipo de público diferente e, mais ainda, atende as necessidades de estímulos individuais citados anteriormente. Do ponto de vista econômico, as possibilidades de sucesso no varejo acabam aumentando - e muito!

    20/08/2021
  • VaR Analítico

    O que é VaR analítico? VaR analítico, também chamado de paramétrico ou, ainda, delta-normal, é um tipo de cálculo que informa o quanto uma carteira pode perder, de recursos, em determinado intervalo de tempo.   Um dos pioneiros a adotar o VaR analítico — também chamado apenas de VaR — , por exemplo, foi o banco JPMorgan, em 1994. Em um dia, eles calcularam que havia o risco de perder US$ 15 milhões, com um intervalo de confiança de 95%. Para que serve o VaR analítico? Conhecer o risco de mercado de um portfolio possibilita entender a oscilação dos preços dos ativos ou passivos financeiros, que é influenciado por fatores como: evolução tecnológica;globalização;inovação e complexidade dos produtos financeiros. Para calcular o VaR analítico, basta seguir a fórmula: VaR = X0 x Zα x δ x √t Onde: X0 = montante investido na carteira;Zα = constante extraída a partir do número de desvios padrões, para o nível de confiança definido;δ = volatilidade ou desvio padrão diária do retorno aritmético do ativo;√t = raíz do número de dias. Com essa equação, os desvios padrões (Zα) são parametrizados.  Diferente do VaR não-paramétrico, que inclui o histórico ou Monte Carlo, esse tipo de VaR é mais simples de calcular. Como saber o VaR analítico de uma carteira?  Agora que você já entendeu o conceito, vamos assimilá-lo melhor com um caso hipotético. Imagine uma carteira com 10 mil ações da Vale (VALE3) no dia 29/06/2021, cada uma cotada a R$ 94,49 (X0 = 944900).  O desvio padrão dos retornos mensais dos ativos, para um intervalo de 60 dias, é de 1,21% (δ). Você pode encontrar este número aplicando a fórmula do Excel =DESVPAD.P. Agora, você deseja saber o VaR para 21 dias, em um intervalo de confiança de 99%.  Convencionalmente, em estatística, esse intervalo gera um Zα de 2,326. Mas também pode ser encontrada no Excel, pela fórmula =INV.NORMP.N Então qual o risco que o investidor se submete, 99% das vezes? A resposta é simples: basta aplicar a fórmula. VaR = 944900 x 2,326 x 1,21% x √21 = 121.868 ou 12,89% em 21 dias.  Logo, existe 1% de chance (100-99%) desse investidor perder R$121.868 reais ao longo de 21 dias. Quais os prós e contras do do VaR analítico? Um dos principais autores das críticas ao VaR analítico é o célebre estatístico Nassim Taleb. Para ele, o indicador falha ao supor que a distribuição dos retornos é normal, isto é, parametrizado.  Quando supomos números como 99 ou 95%, estamos afirmando que existem baixíssimas probabilidades, 1 a 5%, respectivamente, de algum evento incomum acontecer. O que na vida real não é tão baixo assim, não é mesmo?  Em 2020, só para ilustrar, foram muitos desafios no mercado financeiro: pandemia do coronavírus, eleições americanas, entre outros — seguido imediatamente pelo Caso GameStop. Outro problema aparece caso a carteira tenha ativos não lineares, como opções. Diferenciais do VaR analítico O VaR não-paramétrico do tipo histórico, exige a ordenação dos ativos ao longo dos dias para, depois, ser calculado o percentil (Zα ) — daí o nome ‘histórico’. Os riscos de perdas são baseados nos dados do passado, o que não é muito fidedigno. O outro VaR não-paramétrico, o Monte Carlo, tem um cálculo mais lento e uma implementação mais cara e difícil. O Value at Risk tem limitações naturais, pois é um sistema computacional de gerenciamento de risco. Uma alternativa é sempre contar com uma equipe de analistas de risco. É oportuno integrar o poder do acaso junto com o raciocínio humano. Dessa forma, o VaR, analítico ainda é útil para a elaboração de relatórios gerenciais e fins regulatórios — nos casos de requerimentos de capital próprio.

    06/07/2021
  • VaR Histórico

    O que é VaR histórico? VaR histórico, também chamado de não paramétrico, é um dos métodos possíveis para calcular o VaR (Value at Risk) de um portfólio.  Lembrando que VaR significa a perda mínima esperada, em certo tempo, sob as condições do mercado.  Ao considerar, especificamente, o VaR histórico para saber essa expectativa de perda, se dispensa a distribuição do retorno das ações. Então trata-se de um indicador que informa o risco financeiro de um investimento em determinado intervalo de tempo. Como o VaR histórico ajuda a identificar o risco de um portfólio de investimentos? No dia a dia, a maioria dos investidores associam os riscos de uma carteira de investimentos ao seu grau de volatilidade. Mas não é bem assim. Os riscos, na verdade, têm a ver com o quanto eles colaboram com o VaR. Um ativo pode ser muito volátil, mas, ao estar associado com outros tipos de investimentos, gera um VaR baixo. Daí a importância da diversificação.  Como calcular o VaR histórico de uma carteira? Esse tipo de VaR é, para muitos analistas, o mais simples de calcular. Veja o passo a passo: Faça o levantamento dos dados Escolha um intervalo de tempo para descobrir o VaR, por exemplo: 25 de junho de 2020 a 28 de junho de 2021;Veja quais os ativos foram comprados, incluindo a quantidade e o preço de cada um;Calcule os valores financeiros de cada papel (quantidade x cotação no dia da compra). É aconselhável fazer esse cálculo, e os seguintes, em uma planilha do Excel. Calcule a rentabilidade diária de cada ativo Divida o preço do ativo (de uma ação, por exemplo) pelo preço do dia anterior e subtraia uma unidade. Faça isso para todos os dias do período anterior — por isso o tipo desse VaR é “histórico”.  Depois, some todas as porcentagens (que são os retornos dos ativos) em uma última coluna. Monte um histograma com as frequências e execute a fórmula Com a ferramenta de histograma do Excel, crie a tabela de frequências. Aplique a fórmula de percentil e, assim, obtenha o histórico da rentabilidade da carteira para cada intervalo de confiança. O percentil de 5%, a propósito, é justamente a definição do VaR. Analise os resultados Agora é só ler os dados. Por exemplo, pode ser que na linha que apresenta um intervalo de confiança de 99%, a coluna VaR mostre “R$ 1400”. Isso significa que todos os ativos que estão na sua carteira estão sob o risco de gerar uma perda máxima de R$ 1400, neste intervalo de confiança e no prazo que você definiu na primeira etapa. Por que medir o VaR histórico? Que o VaR histórico mede riscos você provavelmente já entendeu. Mas qual a importância disso?  Nassim Taleb, escritor, matemático e analista de riscos, costuma dizer que somos habilidosos em nos enganar e alimentar a fantasia de que sabemos mais do que realmente conhecemos sobre o mundo.  Esse erro normalmente leva a outro maior: quando somos pegos de surpresa por eventos grandes e incomuns. Veja porque usar o VaR, como o histórico, pode ajudar você com isso: Tenha mais controle na alocação dos seus recursos O VaR ajuda o gestor (ou investidor) a visualizar melhor os riscos que está tomando com as alocações. Isso ajuda também a adotar a melhor política de investimento possível. Otimize sua estratégia de investimento Sabendo o VaR e a rentabilidade, para o mesmo período, obtém-se a magnitude do risco para o retorno obtido da carteira.  Compreenda melhor os riscos e evite erros futuros Com alguns números em uma planilha do Excel, proporcionados pelo cálculo do VaR histórico, de forma acessível, você pode ter clareza dos riscos que está tomando nos investimentos. Quanto mais você se apropria disso, melhor se adequa a política de risco.  

    02/07/2021
  • Valor Nocional

    O que é valor nocional? O valor nocional (Notional Value, em Inglês) é o valor de face sobre o qual o cálculo dos pagamentos de um instrumento financeiro, é determinado.  Em outras palavras, o valor nocional indica quanto dinheiro é controlado pela posição de um determinado instrumento financeiro. É cotado para diferentes derivativos, como swaps e futuros. Geralmente é usado para distinguir o valor total de uma posição do custo total necessário para obter essa posição.  Qual a diferença entre valor nocional e valor de mercado? O valor nocional e o valor de mercado não são termos correspondentes. Embora ambos descrevam o preço de um título financeiro, esses conceitos devem ser usados ​​em contextos diferentes. O valor nocional equivale ao valor total da posição de um título financeiro. Ou seja, determina quanto dinheiro está sendo controlado por títulos de valores mobiliários. Esse montante deve ser visto como o valor teórico de uma posição de títulos. Por outro lado, o valor de mercado é o valor pago pelos investidores por um título. Ou seja, esse preço indica a valorização ou a desvalorização de uma empresa no mercado. Esse valor, portanto, é o valor real de uma posição de títulos.  Qual são os usos do valor nocional em swaps de taxas de juros? Nos swaps de taxas de juros as partes concordam em trocar os pagamentos de juros futuros. Esse valor é calculado sobre o valor principal nocional pré-determinado, que pode ser expresso em qualquer moeda e pode assumir qualquer valor. Os pagamentos de taxas de juros são calculados periodicamente, multiplicando os valores obtidos pelo valor do principal nocional.  Em geral, o valor do principal nocional em swaps de taxas de juros é um valor puramente teórico que é empregado apenas para o cálculo do pagamento desses contratos.   Quais são os usos do valor nocional em trocas de moeda? Os swaps de moeda podem ser considerados como um tipo de contrato em que as contrapartes trocam o principal e os pagamentos de juros em diferentes moedas (por exemplo, dólar x real ou dolar x libra).  Semelhante aos swaps de taxas de juros, o cálculo dos pagamentos dos juros para os swaps de moeda também se baseiam em valores principais nocionais predeterminados. Observe que os esses contratos de troca envolvem dois valores nocionais determinados por duas moedas diferentes. Ao contrário dos swaps de taxas de juros, essas trocas também envolvem a troca de valores do principal nocional.  Usos em opções de ações O valor nocional é o valor total subjacente de uma negociação de derivativos e ajuda a distinguir o valor total de uma negociação do custo da negociação.  As opções de ações (como opções de compra ou venda) fornecem o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender as ações subjacentes ao preço especificado em algum momento no futuro. Normalmente, cada opção oferece a oportunidade de comprar ou vender 100 ações. O valor nominal para opções de ações é o valor total de uma posição nas opções que um investidor detém. Em outras palavras, o valor nominal de uma opção pode ser determinado multiplicando-se o número de ações subjacentes pelo preço de exercício de uma ação. Por exemplo, se uma opção de compra fornece a seu detentor o direito de obter 100 ações subjacentes a R$ 15 por ação, o valor nominal dessa opção é de R$ 1.500 (R$ 15 x 100).

    20/04/2021