Última modificação em 31 de maio de 2021

O que é Top-Down?

O Top-Down é um tipo de método utilizado na análise fundamentalista.

Na hora de investir, você já teve dúvida se determinada empresa é tão boa quanto aparenta? A análise fundamentalista é utilizada para avaliar uma empresa sob três perspectivas diferentes: econômica, política e estrutural. Essa avaliação é feita, normalmente, quando um investidor está prestes a decidir se vale a pena ter ações daquela companhia em sua carteira ou não.

Portanto, o investidor observa algumas questões e se atém a critérios decisivos, tais como os níveis de rentabilidade da empresa, o potencial de crescimento do negócio dentro do setor e sua influência no mercado como um todo, a qualidade da gestão, os riscos, a solidez do balanço patrimonial, níveis de endividamento e assim por diante.

A análise fundamentalista serve para avaliar a empresa em geral e permitir que o investidor tome decisões baseadas no desempenho apresentado. Alguns indicadores econômicos podem ajudar nessa análise, como VPA, RPL, LPA, PSR, ROE, CAPEX e muitos outros.

Como você pôde perceber, são muitos detalhes a serem considerados antes de comprar as ações de determinada companhia. Por essa razão, alguns métodos foram criados para facilitar a análise dos investidores, como o Top-Down e o Bottom-Up

Como o Top-Down funciona?

Na hora de fazer uma análise fundamentalista, o investidor - seja ele um gestor de fundo ou uma pessoa atuando de maneira individual - deve partir de algum ponto. No Top-Down, acredita-se que a economia deve ser o primeiro quesito.

Se pararmos para pensar, o sucesso de uma companhia está atrelado a sua capacidade de gestão e autodesenvolvimento, mas também depende de alguns fatores macroeconômicos. A metodologia Top-Down diz que esses fatores devem ser analisados antes de qualquer outra coisa.

Sendo assim, situações de queda de juros, alta da inflação, variação de câmbio, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e muitos outros cenários da economia nacional e global devem ser consideradas como fatores que influenciam diretamente as operações de uma empresa.

Podemos resumir o Top-Down como uma análise que prioriza o "macro", enquanto o desempenho das empresas estaria incluso em uma avaliação "micro".

O Bottom-Up, por sua vez, também é uma metodologia de análise fundamentalista. Entretanto, ela é baseada em um conceito completamente inverso ao Top-Down: acredita-se que o desempenho das empresas seja muito mais importante em comparação a macroeconomia nacional ou global.

Dessa forma, os investidores que analisam as empresas sob a perspectiva do Bottom-Up estão mais interessadas em conhecer os indicadores de determinada companhia, do que as questões econômicas que poderiam, ou não, afetá-la no curto ou longo prazo.

Vale esclarecer que nenhum dos métodos é considerado um erro! A utilização de um ou de outro vai de acordo com o perfil de cada investidor, e depende muito dos objetivos e estratégias traçadas para cada carteira de investimentos.

Quais são as vantagens e desvantagens do Top-Down?

Tanto o Top-Down quanto Bottom-Up possuem suas vantagens e desvantagens.

Quem analisa uma empresa de acordo com o primeiro método estará mais seguro quanto a volatilidade econômica, mas corre o risco de investir em empresas com uma péssima gestão. Do contrário, quem utiliza o segundo método, investe em companhias melhores mas pode se surpreender negativamente com as variações macroeconômicas.

De qualquer forma, limitar uma análise apenas a visão "macro" ou "micro" pode fazer com que um investidor não obtenha o sucesso desejado. O ideal é o Top-Down ou o Bottom-Up sejam utilizados apenas como ponto de partida e o investidor não abra mão de avaliar outras questões.

Isso porque, conforme falamos anteriormente, o sucesso de uma empresa depende tanto de si mesma, quanto da economia em geral.

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