Última modificação em 24 de março de 2021

Quem é Paolo Di Sora?

Paolo Di Sora é sócio, fundador e CIO (Chief Information Officer) da RPS Capital, uma empresa gestora de fundos de capital. Ela é focada no mercado de renda variável, com produtos de retorno absoluto e relativo, e utiliza análises de investimentos por meio de fatores macroeconômicos como principal base. 

Além disso, Paolo Di Sora possui mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, sendo Portfolio Manager e Head de Equities no Fundo M. Safra entre os anos de 2007 e 2013, além de quatro anos atuando como Managing Director no Itaú BBA e outras instituições de renome como Deutsche Bank e Indosuez.

Paolo Di Sora, como gestor de fundos, sempre se destacou pela sua adaptabilidade ao mercado, focando em cobrir diversos setores da economia como infraestrutura, siderurgia, mineração, papel e celulose, agrobusiness, bens de capital e o setor imobiliário. 

Qual é a trajetória profissional de Paolo Di Sora?

Paolo Di Sora é formado em Engenharia Civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, bem como em Economia, pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), tendo se graduado em 1994 e 1996, respectivamente. Ainda academicamente, também possui uma pós-graduação em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas, finalizada em 1998.

Começou a atuar no mercado financeiro como analista de commodities e, em 2003, foi contratado pela corretora Itaú BBA e lá permaneceu por quatro anos. Após este período, em 2007, assumiu a posição de gerente de ações e diretor de portfolio da M.Safra & Co, tendo permanecido nesta posição até 2013, para se tornar um dos fundadores do RPS Capital.

A RPS Capital é uma empresa que reflete bastante os conceitos que Paolo Di Sora utilizou durante toda a sua carreira, valendo-se de análises macroeconômicas globais como base e escolhendo os setores da economia que devem melhor performar. 

Uma das premissas de Paolo Di Sora é a adaptabilidade ao cenário dentro do mercado financeiro, ou seja, variar seus investimentos de acordo com o cenário em que eles estão inseridos. Para Di Sora, por exemplo, é inviável pensar em investimentos a longo prazo no Brasil, dada a recente instabilidade econômica e a imprevisibilidade de cenários futuros.

Quais as contribuições de Paolo Di Sora para o empreendedorismo?

Paolo Di Sora é certamente uma das personalidades mais marcantes da análise do mercado financeiro brasileiro. Não somente pela sua vasta experiência, mas pelos resultados que ele entrega, principalmente hoje com a RPS Capital. A gestora conta, hoje, com cinco fundos e um patrimônio somado de, aproximadamente, R$ 3 bilhões.

É de grande importância, para os investidores inexperientes que buscam ingressar no mercado financeiro, aprender com especialistas e, definitivamente, Paolo Di Sora é um deles. A forma como ele adapta os fundos de acordo com a sua leitura de mercado, feita pela análise de diversos fatores macroeconômicos, também é uma importante lição.

Paolo Di Sora descreve um ciclo econômico como possuindo quatro quadrantes:

  1. período de bonança;
  2. período de inflação elevada;
  3. bear market;
  4. re-inflação ou reinício da expansão econômica.

Uma de suas contribuições, também, é a visão de que, no Brasil, dada a instabilidade econômica e seguidas crises financeiras, o melhor para todos os investidores é enxergar o curto prazo. Além disso, baseando-se nos conceitos da adaptabilidade, seus fundos costumam apoiar-se em ações globais como forma de variar seu portfolio.

E é exatamente essa dinâmica na hora de escolher, e variar, os investimentos que devem servir de inspiração a outros investidores, para Paolo Di Sora. Enxergar o cenário nos quais as empresas da Bolsa estão inseridas, as tendências e as perspectivas atuais e futuras do mercado também é essencial.

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