Última modificação em 25 de maio de 2021

O que é LFT-A?

Uma LFT-A (ou Letra Financeira do Tesouro série A) é um título prefixado do Tesouro Direto. O que isso significa? Que a sua rentabilidade não está atrelada a nenhum indicador econômico ou indexador. Isso quer dizer que, independentemente se a taxa Selic subir ou se o Índice IPCA descer, por exemplo, o seu rendimento será o mesmo.

Diferentemente de uma LFT comum ou das que fazem parte da série B, a LFT-A tem suas particularidades. Um exemplo é o fato de seu rendimento ser definido pela taxa média ajustada dos financiamentos diários que são apurados pela Selic acrescida de 0,0245% ao mês.

Como as LFTs funcionam?

Todas as LFTs (incluindo as das séries A e B) são consideradas como um título de pagamento fácil. Isso porque a sua soma é muito simples e acontece ao calcular-se o valor investido na data da compra do título somada à Taxa Selic que incidiu até a data do vencimento.

O resultado, então, é o total que o investidor receberá de volta. De uma forma bastante simples, é possível afirmar que não existe a possibilidade de haver nenhuma perda — só ganhos. Além do valor ser integral, incidirá sobre ele uma taxa de juros para que seja possível elevar esse montante pelo tempo que ele ficar rendendo. Ou seja, quanto mais ele permanecer investido, mais vai render.

Para quem esse tipo de investimento é mais indicado?

Os especialistas afirmam que esse tipo de investimento se adapta melhor ao perfil de iniciantes no mercado financeiro. Outros que podem se beneficiar das LFTs são aqueles considerados como mais conservadores. Isso porque, em termos de comparação, tanto a LFT-A quanto as outras modalidades de Letras Financeiras do Tesouro podem ser consideradas como empréstimos que o investidor faz ao tesouro do Governo Federal para, só depois, receber os lucros dessa aplicação somados aos juros da Selic.

Partindo desse pressuposto, além de toda a população considerar o Governo como uma das instituições mais seguras, é possível dizer que as LFTs são investimentos praticamente 100% seguros e confiáveis. Isso só é possível porque, apesar das oscilações inerentes ao sistema, o Governo sempre acaba honrando com os seus compromissos — seja de um jeito ou de outro.

Dessa forma, as LFTs se destacam igualmente entre as demais opções. Todo esse conjunto de fatores fazem delas investimentos muito práticos e previsíveis, além de serem bastante lucrativos para quem não busca por uma rentabilidade muito alta em um espaço de tempo mais curto.

Quais as diferenças e semelhanças entre a LFT-A e a LFT-B?

A princípio, ambas categorias podem parecer que têm as mesmas característica, mas, ao analisá-las mais de perto, é possível notar algumas diferenças — assim como semelhanças também. O LFT-A, por exemplo, tem um prazo de expiração de até 15 anos, forma de colocação direta — ou seja, em favor do interessado — e o valor nominal na data-base pode ser de R$ 1 mil. Até esse ponto, as duas funcionam da mesma forma.

As diferenças começam a aparecer em relação ao rendimento. Assim como dito anteriormente, para o LFT-A, o rendimento é definido pela taxa média ajustada dos financiamentos apurados pelo Selic diariamente para títulos federais e que é divulgada pelo Banco Central acrescida de 0,0245% ao mês. O LFT-B segue o mesmo raciocínio, mas não tem nenhuma porcentagem a mais somada nesse cálculo.

O resgate das duas séries também acontece de forma distinta. No caso do LFT-B, é feito pelo valor nominal e é acrescido do rendimento em questão desde a data-base do título. Já o do LFT-A pode ser feito em até 180 parcelas mensais e consecutivas, sendo que a primeira precisa vencer no mês seguinte ao da emissão. Cada uma delas tem valor correspondente ao resultado obtido pela divisão do saldo remanescente — de forma atualizada e capitalizada —na data do vencimento, inclusive a que estiver sendo paga.

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