Investidor de varejo

Última modificação em 21 de Setembro de 2021 às 04:53

O que é um investidor de varejo?

Também conhecido como investidor individual, o investidor de varejo é um indivíduo que não faz aplicações com a mesma regularidade de um profissional, mas conta com um montante significativo de aplicações tanto em renda fixa quanto em renda variável. De modo geral, o termo representa todas as pessoas que compram e vendem ativos por intermédio de corretoras de valores tradicionais.

Em resumo, a diferença básica entre um investidor de varejo e o investidor qualificado está no fato de que as aplicações são menores, já que no segundo grupo de investidores, os aportes ocorrem em maior volume, compondo, portanto, uma parte muito representativa das negociações no mercado — além de exercerem bastante influência sobre a variação das ações, por exemplo.

Quem pode ser classificado como investidor de varejo?

Como já destacamos, investidores de varejo se caracterizam pelos aportes em menor quantia do que os demais e isso se dá pelo fato de que estes não dispõem de grande patrimônio para aplicar. Nesse sentido, pode ser classificado nesta categoria toda pessoa física comum que acumule um capital aportado de até 1 milhão de reais.

Dentre algumas vantagens de se tornar um investidor de varejo, destaca-se o fato de que essa se trata de uma aplicação cuja variação permite compor uma carteira extremamente variada, afinal, o mercado de varejo é muito vasto. Logo, considerando serem estes valores mais baixos de aplicações, esse tipo de investidor pode tanto comprar quanto vender ativos de diferentes empresas (de pequeno, médio ou grande porte).

Principais diferenças entre investidor de varejo e investidor qualificado

Enquanto os investidores qualificados e/ou profissionais são pessoas físicas ou jurídicas cujo patrimônio investido ultrapassa facilmente a casa do primeiro milhão de reais, tendo esta condição atestada por escrito, o investidor de varejo é, como já vimos, um investidor com menor capacidade de investimento.

Pode se encaixar também na categoria de investidores qualificados, profissionais que administram carteiras de investimentos, instituições financeiras, sociedades de capitalização, companhias seguradoras ou até mesmo consultores de valores imobiliários - diferentemente do investidor de varejo, que são pessoas que negociam valores mais baixos no mercado de renda fixa ou variável.

Quais as vantagens de ser um investidor de varejo?

Algumas vantagens se destacam quando o assunto é o investidor de varejo. Dentre seus diferenciais, pode se destacar a possibilidade de investir em companhias de diferentes tamanhos, algo que não se pode ver, por exemplo, nos investimentos profissionais, afinal, este possui um perfil de aportes altos — o que impossibilita fazer aplicações em empresas de qualquer porte.

Outra característica positiva do investidor de varejo é que, por se tratar de um indivíduo que aplica valores mais baixos, sua diversificação em inúmeras empresas é maior. Por outro lado, investidores profissionais não têm a mesma liberdade na composição de sua carteira de investimento, já que com aportes maiores, limita-se a apenas companhias maiores.

Riscos de ser um investidor de varejo

Assim como em qualquer outro perfil e/ou modalidade, o investidor de varejo também possui suas desvantagens. Isso porque, a princípio, trata-se de indivíduos que acumularam poucos conhecimentos sobre o mercado de investimento, sobretudo antes de iniciar a sua jornada neste setor. Portanto, em geral, são investidores que vez ou outra fazem uma alocação menos eficiente de seus recursos.

Em contrapartida, os investidores profissionais são indivíduos que apresentam maior experiência no mercado de ações, conhecendo bem todas as particularidades do setor, podendo até mesmo investirem para outras pessoas. Diante disso, esse tipo de investidor possui maior influência nas flutuações do mercado — já que investem valores mais altos.

Sendo assim, embora os investidores de varejo ocupem uma parcela representativa no volume de investidores, o principal risco é não dispor de conhecimento suficiente ou, ainda, da experiência necessária para tornar-se mais bem-sucedido em suas aplicações.

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