Última modificação em 10 de dezembro de 2020

O que é Inflação Subjacente?

A inflação subjacente - também conhecida como núcleo de inflação - é uma espécie de instrumento estatísticos que mede o aumento e o declínio dos preços, ou seja, a tendência de um modo geral.

A inflação subjacente não leva em consideração eventos pontuais que afetam a economia nacional, como incidentes que prejudicam a produção agrícola ou o transporte de cargas, por exemplo.

Mas sim, essa métrica é utilizada para definir e traçar mudanças que são extremamente necessárias nos preços dos bens de consumo produzidos e importados para o país, tendo em vista o equilíbrio entre a oferta e demanda dos mesmos.

Além disso, outros tipos de inflação também podem influenciar no resultado dessa pesquisa estatística.

Aliás, você sabia que existem diversos tipos de inflação? Falaremos um pouco mais a respeito disso nos próximos tópicos, mas você também pode procurar por artigos específicos em nossa plataforma! (Vale a pena, viu?!)

Por que a Inflação Subjacente é importante?

Quando falamos sobre inflação, quase sempre entendemos esse termo de uma forma negativa, não é? Afinal, quanto mais alta a inflação, mais alto são os preços dos bens de consumo, e mais caro nós somos obrigados a pagar por eles - o que não é nada legal, a gente sabe.

Entretanto, esse instrumento que mede a tendência dos preços pode ser benéfico - acredite! - uma vez que compreendido e principalmente, aplicado corretamente.

Conforme dissemos anteriormente, a inflação subjacente busca avaliar um possível aumento ou declínio nos preços conforme a demanda e oferta dos produtos, certo? Isso significa que, de certo modo, esse índice tem grande impacto na política monetária do país.

Imagine: se a métrica consegue mensurar qual a tendência dos preços, também irá servir de parâmetro para estabelecer uma possível valorização da moeda nacional, tanto dentro do país quanto fora dele.

E você sabe o que uma moeda valorizada representa? A resposta é: produção de qualidade, preços de acordo com a capacidade aquisitiva da população, aumento de receita, investimentos de empresas internacionais no nosso território, entre outros benefícios. 

Além disso, como também foi dito, a inflação subjacente não leva em considerações choques temporários e pontuais da economia, causados por fatores climáticos, sazonalidade, acidentes, greves ou qualquer coisa do tipo.

Portanto, se não fosse por essa métrica estatística, os bens de consumo não teriam uma base de preço estabelecida - mesmo que "para mais", digamos assim. A cada dia os produtos custariam um valor, porque a cada novo dia coisas inesperadas acontecem, certo? 

Como a Inflação Subjacente é calculada?

No Brasil, a inflação subjacente passou a ser calculada por volta dos anos 2000. Porém, esse instrumento já era utilizado em outros países, cada um com seu modo específico de pesquisas e avaliações sobre a tendência dos preços.

Aqui, o cálculo é baseado em ferramentas que permitem o agrupamento das informações e consequentemente, o conjunto necessários dos dados a serem avaliados.

Dentre essas ferramentas, se encontram a "mediana ponderada" e a "média aparada". Ambas fazem parte das técnicas econométricas, utilizadas para obtenção dos resultados.

Além da Inflação Subjacente, quais são os outros tipos?

Além da inflação subjacente, também podemos contar com a inflação de custos, inflação inercial e inflação estrutural.

Inflação de custos

Acontece quando os custos de produção tem um aumento significativo. Entre os itens essenciais podem estar a matéria-prima de determinado produto, tributos, taxas de juros, mão de obra, recursos como água ou energia, entre outros.

Inflação inercial 

Assim como a subjacente, também tem relação com o equilíbrio entre oferta e procura. Entretanto, esse tipo de inflação acontece em um sentido mais especulativo do que fatídico. 

Normalmente, podem haver reajustes de preços apenas pelo que se espera de movimentações econômicas futuras.

Inflação estrutural

Acontece quando as condições estruturais do país não são propícias para o nível de produção exigida pela demanda da população.

Ou seja, assim como a falta de recursos essenciais também pode "encarecer" um serviço, a precariedade na estrutura física também surte o mesmo efeito sobre o preço final do bem em questão.

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