Última modificação em 6 de abril de 2021

O que é imunização de múltiplos períodos?

A imunização de múltiplos períodos é uma estratégia de mitigação de risco que combina a duração dos ativos com a dos passivos para minimizar o impacto das taxas de juros sobre o patrimônio líquido ao longo do tempo. Com ela, os grandes bancos, por exemplo, podem proteger o seu patrimônio atual ao mesmo tempo em que os fundos de pensão têm a obrigação de pagar após alguns anos.

Esse tipo de imunização ajuda essas grandes empresas a proteger suas carteiras da exposição às flutuações das taxas de juros. Ao utilizar uma estratégia perfeita, elas conseguem praticamente garantir que os movimentos nas taxas de juros não tenham nenhum impacto sobre o valor de suas carteiras.

A imunização de múltiplos períodos pode ser considerada como uma estratégia de mitigação de risco quase ativa. Isso porque apresenta características tanto de uma estratégia ativa quanto de uma passiva.

Como são exemplos na prática de imunização de múltiplos períodos?

Na prática, a imunização de múltiplos períodos pode funcionar de duas formas distintas. A seguir, comentamos sobre cada uma delas.

Correspondência de duração

Para imunizar uma carteira de títulos utilizando o método de correspondência de duração, o investidor precisa combiná-la com o horizonte de tempo do investimento em questão. Suponha que ele tenha uma obrigação de R$ 10 mil em 5 anos. Nesse caso, é possível comprar um título de cupom zero com vencimento nesse período que seja equivalente a esse valor.

Outra possibilidade é comprar vários títulos com cupom, cada um com duração de 5 anos e que totalizem R$ 10 mil. Por fim, também pode comprar vários títulos com cupom que totalizem o mesmo valor e que tenham uma duração média desse mesmo período quando vistos juntos.

Correspondência de fluxo de caixa

Já nesse caso, vamos supor que um investidor precise pagar uma obrigação que também vale R$ 10 mil no mesmo período que o exemplo anterior, de 5 anos. Para se imunizar contra essa saída de caixa definitiva, ele pode comprar um título que garanta uma entrada com esse valor nesses mesmos cinco anos.

Além disso, outra possibilidade, a de um título de cupom zero de 5 anos com valor de resgate de R$ 10 mil também seria bastante adequado. Ao adquirir essa última opção, o investidor iguala a entrada e a saída de caixas esperadas. Além disso, qualquer alteração nas taxas de juros não afetaria a sua capacidade de pagar a obrigação dentro do vencimento.

Qual estratégia de imunização de múltiplos períodos escolher?

Tanto a imunização que utiliza correspondência de duração quanto a que usa fluxo de caixa são tipos de estratégia que tem o intuito de assegurar o financiamento de passivos quando eles já estão vencidos. Sendo assim, a opção por meio de correspondência visa equilibrar os efeitos opostos das taxas de juros sobre o retorno do preço e do reinvestimento de um título com cupom.

Essa estratégia de imunização compensa melhor quando as mudanças notadas nas taxas de juros não são muito arbitrárias. Além disso, exige um investimento menor do que o outro tipo de imunização, mas ao mesmo tempo traz o risco de reinvestimento em casos de mudanças não paralelas que podem ocorrer nas taxas.

Já a correspondência de fluxo de caixa, por sua vez, depende exclusivamente da disponibilidade de títulos com princípios, vencimentos específicos e cupons para funcionar de maneira eficiente. Isso pode ser considerado como rebuscado na maioria dos casos práticos e, portanto, requer mais investimento de caixa e corre o risco de acúmulo de saldo de caixa e reinvestimento a taxas muito baixas entre os passivos. Por esse motivo, escolher a melhor imunização de múltiplos períodos depende de todos esses fatores.

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