Última modificação em 12 de abril de 2021

Quem é Guido Sandleris?

Guido Sandleris é um economista argentino que presidiu o Banco Central da Argentina (BRCA) de setembro de 2018 a dezembro de 2019. Sua primeira função pública foi como assessor do então ministro da Economia, José Luis Machinea no ano de 2000.

Economista e professor, é graduado em Economia pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Depois de formado, alcançou um mestrado em Economia pela London School of Economics e um doutorado também em Economia pela Columbia University.

Qual é a trajetória de Guido Sandleris?

Sandleris atuou como Secretário de Política Econômica do Ministério das Finanças da Nação Argentina. Anteriormente, seu trabalho era como subsecretário de Finanças em Buenos Aires durante a administração de María Eugenia vidal no ano de 2016.

Na esfera privada, trabalhou com consultorias e pesquisa para instituições como o Escritório do Tesouro Geral, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e bancos menores de investimento, além de governo da América Latina no geral.

Foi professor na Universidad Torcuato Di Tella em 2007 e reitor da Escola de Negócios entre os anos de 2014 e 2015. Além disso, também atuou como professor na Universidade Johns Hopkins, localizada em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos.

Atuação como Presidente do Banco Central da República da Argentina

Já no comando do Banco Central da República Argentina, implantou um novo esquema monetário a partir de outubro de 2018, que foi baseado na contração da base monetária com base em taxas elevadas para evitar a fuga do Peso ao Dólar. Essa decisão aprofundou a recessão em que o país se encontrava.

Durante sua gestão, os poupadores chegaram a sacar cerca de 92 bilhões de pesos argentinos. O estoque de empréstimo foi reduzido de 1 trilhão para 175 bilhões de pesos, o que equivale a cerca de U$S 19,5 bilhões. Nos últimos meses, o Banco Central conseguiu elevar a taxa de juros de referência da política monetária em 10 pontos percentuais — e, pela primeira vez desde a implementação do esquema de objetivos do agregado monetário, vendeu dólares no mercado para moderar a depreciação cambial.

Durante sua gestão, o número de funcionários do Banco, que havia passado de 2.800 em novembro de 2015, começou a diminuir gradativamente. Sandlers apresentou sua renúncia da direção do Banco Central no dia 4 de dezembro de 2019.

Quais outras atividades Guido Sandleris já realizou?

Desde 2018, Sandleris atua como membro ex officio do Comitê Permanente de Avaliação de Vulnerabilidades no Conselho de Estabilidade Financeira. Além disso, atua também como membro suplente ex officio da Assembleia de Governadores do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (CABEI).

Foi nessa mesma época que começou a atuar como membro suplente ex officio da Assembleia de Governadores da Corporação Interamericana de Investimentos. Também tem a mesma posição no Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA).

Quais são as polêmicas envolvendo Guido Sandleris?

No ano de 2019, Mauricio Macri e vários de seus funcionários foram denunciados criminalmente por fraudar o Estado no caso Vincentín. O nome de Sandleris estava no meio dos envolvidos. A denúncia foi, então, para o tribunal de Luis Rodriguez. O caso começou quando descobriram que, durante o governo de Macri, o Banco de La Nacion Argentina concedeu empréstimos irregulares de mais de 18 milhões de pesos à Vincentin, exportadora de grãos, a principal contribuinte para a mudança da campanha.

Esse valor representa 20% de todo o passivo patrimonial computável do banco e esse percentual ultrapassa os limites de concentração dos padrões da Basileia, além de colocar as finanças do banco em risco. Em dezembro de 2019, então, a Vincentín conseguiu organizar a reestruturação da sua dívida — da qual tratou 80% com o Banco Nacíon.

Outro caso em que Guido Sandleris foi envolvido aconteceu pouco tempo depois que assumiu a presidência do Banco Central. Ele foi denunciado por “incompatibilidade no cargo” perante o Gabinete Anticorrupção. Além da alegada incompatibilidade, o gabinete também solicitou apuração sobre a omissão de sua declaração correspondente ao período de 2017, que não está disponível para consulta no site da agência, o que constitui um ato punível com exclusão pelo Código Penal.

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