Fundo de Renda Variável

Última modificação em 10 de Maio de 2021 às 01:53

O que é um fundo de renda variável?

O fundo de renda variável é uma classificação para os fundos de investimentos. Neste grupo, os gestores têm a liberdade de utilizar ativos que pertencem ao ambiente da renda variável, como o próprio nome sugere, na composição da carteira de investimentos.

E quais seriam esses ativos que podem ser utilizados? Estamos falando, principalmente, do mercado de ações. No entanto, também podem ser usados outros produtos como commodities, índices ou fundos imobiliários (os quais, embora sejam fundos de investimentos, são negociados em bolsa e possuem variação diária da sua cota).

O fundo de renda variável é um produto recomendado para investidores com perfil mais arrojado, em função da sua maior volatilidade. Isto é, da mesma forma que oferece um potencial ganho financeiro mais atrativo, há também maior risco de ter prejuízo ao longo do tempo.

Como funciona um fundo de renda variável?

Em relação ao funcionamento, o fundo de renda variável é bem similar a outros produtos do mercado financeiro. Isso significa que, assim como os demais fundos de investimentos, você terá um gestor especializado na tomada de decisão com o que é feito com o dinheiro dos cotistas, que é o nome dado para os investidores do produto.

A diferença para outros tipos de fundos de investimentos fica em dois aspectos centrais. Em primeiro lugar, está justamente o que pode ser utilizado para rentabilizar o capital dos cotistas. Aqui, claro, falamos dos ativos de risco, pertencentes à renda variável.

Além disso, esses produtos costumam ser mais caros para o investidor. É comum que a taxa de administração seja de 2% ao ano nos fundos de renda variável, justamente porque as estratégias são mais complexas. Há também, na maior parte dos casos, uma cobrança adicional chamada de taxa de performance, aplicável apenas sobre ganhos que excedem o seu benchmark.

Quais são as vantagens do fundo de renda variável?

A grande vantagem dos fundos de renda variável está na sua rentabilidade. No longo prazo, ela tende a ser melhor e bater ativos considerados como mais seguros. É a clássica relação de risco vs. retorno que temos no mercado financeiro.

Além disso, há uma boa variedade de ativos que podem ser utilizados pelos gestores na busca por ganhos financeiros. Já mencionamos ao longo do artigo, por exemplo, ações, commodities e índices.

Outro ponto vantajoso está na tributação. Fundos de ações possuem taxa fixada em 15% sobre os ganhos do período, que é uma alíquota menor do que verificamos em produtos de renda fixa (os quais, por sua vez, eles seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda).

Por fim, são produtos bem acessíveis. Muitos fundos de renda variável já trabalham com aplicação inicial de R$100 ou R$500, permitindo que pequenos investidores tenham sua exposição a essa classe de ativos de maneira simplificada.

Quais são as desvantagens do fundo de renda variável?

Se por um lado a rentabilidade é uma ótima vantagem do fundo de renda variável, deve-se destacar que a volatilidade desses produtos é elevada. Ou seja, você pode ver seu dinheiro valorizando com força, mas também se desvalorizando em curto período de tempo.

Por esse motivo, não é um investimento destinado a qualquer perfil de investidor. Pessoas mais conservadoras, aquelas que têm pavor só de pensar em perder dinheiro, não devem se expor demais a esse nível de risco.

Outro ponto de desvantagem do fundo de renda variável, mas aplicável a outros tipos de fundos também, é o distanciamento da gestão. Você não pode escolher os ativos que serão utilizados com o seu dinheiro e, o que talvez seja ainda mais incômodo, sequer pode saber em tempo real quais as ações que compõem o seu portfólio.

Jerome Powell

Jerome Powell

Quem é Jerome Powell? Jerome Powell, ou simplesmente “Jay” Powell, é o atual presidente do Federal Reserve (Fed) - que é o sistema de Bancos Centrais dos...

  CONTINUAR LENDO

Glossário de Finanças e Investimentos

Pesquise a(s) palavra(s) navegando pelo alfabeto abaixo