Foodtech

Última modificação em 27 de Setembro de 2021 às 06:09

O que é foodtech?

Ao longo dos últimos anos, tem sido comum o destaque para o segmento de tecnologia. Foi por conta desse cenário que surgiu o conceito de foodtech. Mas, na prática, o que isso significa?

O segmento de foodtech nada mais é do que o processo de transformação tecnológica no setor alimentício. Em outras palavras, é o uso da tecnologia dentro das operações do segmento de alimentação.

Não se preocupe: nenhum robô vai te servir no seu restaurante favorito (ao menos por enquanto). Contudo, é cada vez mais comum que essa ideia seja implementada seja visando ganho de produtividade, seja gerando algum tipo de vantagem competitiva.

Como funciona uma foodtech?

Um ponto importante sobre a dinâmica das empresas foodtechs é que a tecnologia pode ser aplicada em qualquer etapa da sua cadeia produtiva — e não necessariamente no contato com o cliente final.

A produção dos alimentos, por exemplo, ocorre no setor de agricultura do Brasil. Desde esta etapa inicial, por exemplo, podemos ter a implantação de recursos tecnológicos que se enquadrem ao conceito de uma foodtech.

O mesmo vale para as demais etapas da produção — como distribuição, vendas ou até mesmo o reaproveitamento de alimentos e materiais (reciclagem). Tudo que relaciona os processos alimentícios com o uso de tecnologia pode ser enquadrado neste conceito.

Quais são as vantagens de uma foodtech?

No começo deste artigo, nós mencionamos que a aplicação da tecnologia na sua cadeia produtiva oferece inúmeras vantagens para uma empresa foodtech. Vamos explorar um pouco desses benefícios.

Em primeiro lugar, a empresa ganha em produtividade. Existem inúmeros processos atualmente nos quais a execução por parte de humanos aumenta as chances de erro e reduz a velocidade com a qual essas etapas são concluídas. O uso de máquinas e equipamentos gera um importante ganho de escala, que se converte em melhora das entregas.

Além disso, pensando no consumidor, há uma melhoria clara na comunicação. Aplicativos, por exemplo, permitem que o consumo seja realizado à distância, sem presença física. Isso sem falar nos bancos de dados que identificam os perfis para a geração de ofertas de marketing personalizadas.

Até mesmo o meio ambiente acaba sendo beneficiado pelo crescimento das foodtechs. Isso porque esses processos englobam ainda a redução de desperdícios e até o reaproveitamento de materiais. Ou seja, algo que antigamente se tornaria apenas resíduo ou lixo, agora é reutilizado para gerar novas receitas — e reduz a poluição da atividade alimentícia.

Exemplos de aplicação das foodtechs

Para que esse cenário de interação entre tecnologia e alimentação fique mais claro, vamos a alguns exemplos práticos de ações que as companhias podem tomar para se converterem em uma foodtech.

A situação mais simples para ilustrar o conceito está no uso de aplicativos. Com uma base de dados a favor das empresas, o sistema de delivery se torna uma poderosa ferramenta de marketing. Aqui há ainda o benefício de redução da cadeia logística para as companhias do setor.

No entanto, a tecnologia vai muito além de oferecer sistemas e softwares. Também é o caso da produção dos alimentos. Um bom exemplo está na produção de proteínas em laboratório, reduzindo os impactos ao meio ambiente. Isso sem falar nos sistemas de reaproveitamento que foram mencionados anteriormente.

O conceito de foodtech é sustentável?

Toda indústria que se aproxima da tecnologia e da sustentabilidade acaba gerando uma dúvida comum: esse modelo é realmente sustentável para as empresas? No caso de uma foodtech, a resposta é positiva.

Mais do que "apenas" ajudar o meio ambiente, a implementação da tecnologia nos negócios alimentícios gera ganho de escala e produtividade, algo que se converte em aumento de receitas. Portanto, além de inovador, o conceito também tende a elevar o lucro das companhias.

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