Última modificação em 22 de abril de 2021

O que é FOB?

FOB é uma sigla muito utilizada no segmento de logística e comércio exterior que significa free on board. Esse é um dos modelos de custos no transporte de mercadorias, pois há sempre aquela dúvida sobre quem assume os riscos da operação.

No caso do FOB, quem assume todos esses riscos e custos é o comprador do produto. Isto é, ele é o responsável tanto pelo pagamento, como pela indicação do navio que será utilizado no processo de envio da mercadoria. Isso porque o FOB é utilizado essencialmente para o transporte hídrico.

Outro ponto importante é que esse é um dos modelos logísticos definidos pela Câmara de Comércio Internacional como permitidos nos Termos de Comércio Internacional. De forma mais objetiva, isso significa que o método de free on board é regulamentado e segue todos os protocolos de segurança do mercado internacional.

Como funciona o FOB?

O funcionamento do free on board é relativamente simples. Como vimos, a responsabilidade nesse tipo de transporte é diretamente do comprador. Isso significa que ele deve arcar tanto com os custos do frete, como também com a indicação de porto e navio para o envio da mercadoria adquirida.

Já o fornecedor, como vendedor do produto, deve se responsabilizar pelo embarque do item. Ou seja, de acordo com as indicações portuárias e a identificação do navio, cabe a ele garantir que toda mercadoria seja embarcada. Além disso, é mandatório que os protocolos de exportação sejam cumpridos.

A partir desse momento, como é a definição do FOB, o foco sobre custos e novos transportes se volta para o comprador, que é o responsável financeiro sobre a operação logística.

FOB vs. CIF: qual é a diferença?

Outro método muito utilizado no transporte de cargas e mercados por vias marítimas é o CIF, abreviação para Cost, Insurance and Freight ("Custo, Seguros e Frete", em tradução para o Português).

No CIF, ao contrário do que vimos no FOB, os riscos e os custos do transporte ficam por conta do fornecedor do produto. Desta forma, é o vendedor quem deve pagar pela logística, algo que se baseia no frete, mas também inclui mecanismos de proteção contra avarias, danos ou furto — como é o caso da contratação de um seguro marítimo.

Portanto, como podemos verificar, existe uma diferença muito objetiva sobre a responsabilidade dos custos sobre um transporte internacional entre as duas metodologias logísticas. No CIF, a responsabilidade é do fornecedor e ela só se encerra quando a mercadoria chega ao seu destino. É diferente do FOB em que essa responsabilidade do fornecedor se resume ao embarque do produto.

Quais são as vantagens do FOB?

O modelo de free on board oferece algumas vantagens interessantes para o mercado de comércio internacional, de modo que se trata de um dos tipos de transporte de produtos mais utilizados em escala global.

Em primeiro lugar, ela facilita a relação comercial no sentido de dar o custo do transporte ao comprador do produto, que por sua vez tem total interesse em desenhar a melhor operação logística e facilitar o recebimento da sua mercadoria. Esse é um ponto que costuma gerar discussão entre as partes, do modo que o processo é simplificado via FOB.

Além disso, em termos logísticos, o método também contribui com a redução da burocracia de envio ou recebimento. Vale lembrar que todo processo respeita as regras definidas nos Termos de Comércio Internacional, de modo que garante transparência para ambas as partes.

Vale a pena contratar o transporte via FOB?

Diante de todo cenário, como adiantamos, o modelo de FOB é muito empregado no comércio internacional. No entanto, ele nem sempre é a melhor opção, principalmente por conta de ser um formato específico para o transporte em canais aquáticos — como mares e rios.

Além disso, o comprador deve ponderar também seus custos antes de seguir com a contratação. Ao receber o produto, afinal, o desembarque traz custos adicionais (inclusive com impostos) que também competem a ele. Desta forma, o cálculo deve ser feito de maneira completa.

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