Última modificação em 14 de abril de 2021

O que é farm-out?

O farm-out é uma operação financeira muito comum entre empresas que realizam atividades de extração. É o caso, principalmente, de companhias petrolíferas, mas também mineral ou de gás, por exemplo.

O que acontece é que esse tipo de negócio depende de uma área para explorar a sua atividade. Isso é feito por meio da aquisição dos direitos de extração em uma determinada área, que são concedidos por meio de investimentos.

No entanto, a depender das condições, uma empresa pode perder a atratividade da atuação na área em que adquiriu esses direitos. Isso pode acontecer em uma situação na qual os custos de produção superam o potencial lucro. Neste caso, ela pode optar por vender o seu direito de exploração para outra companhia. A esse processo dá-se o nome de farm-out.

Como funciona o farm-out?

Ao verificar que as condições financeiras de uma área perderam atratividade, uma companhia que detém os direitos de exploração do espaço pode iniciar o processo de farm-out, que consiste na avaliação da capacidade produtiva da área.

Isso porque, como sabemos, para que existam potenciais compradores, o espaço precisa ser suficiente para gerar o produto da atividade de uma companhia — como petróleo para uma petrolífera. Sem essa condição, nenhum negócio vai ser interessar em adquirir os direitos de exploração que estão disponíveis para comercialização.

A partir do momento em que for confirmada a existência de interesse na área, entram em ação dois participantes. De um lado, a empresa proprietária dos direitos de exploração, chamada tecnicamente de farmor. Do outro, temos o potencial comprador desses direitos, que é nomeado por farmee.

Farm-out e farm-in: qual a diferença?

Caso a venda seja efetivamente realizada, como vimos, temos o processo de farm-out. Já para a empresa compradora, ela realiza o que se chama de farm-in. Portanto, a diferença entre os termos está apenas na posição da negociação (farmor ou farmee).

Importante mencionar que, na execução da venda, não se trata apenas do espaço. A empresa compradora torna-se responsável por toda operação também. Outra situação que vale observar é que o farm-out não precisa ser total. Isso significa que uma companhia pode vender uma parte dos seus direitos, compartilhando o espaço com outra empresa.

Por fim, para a realização do processo de venda dos direitos de exploração de uma área, é necessário obter a aprovação do governo. Portanto, sem a devida autorização, um farm-out não pode ocorrer ainda que as partes cheguem a um acordo financeiro.

Quais as vantagens do processo de farm-out?

Como vimos, o farm-out é um processo de comercialização de um espaço para exploração de uma atividade de extração. Neste sentido, a primeira vantagem obtida está na rentabilidade de um negócio, permitindo que uma empresa venda uma área que não é mais atrativa do ponto de vista operacional ou de desempenho. 

Assim, com o capital recebido pela venda dos direitos de exploração, uma companhia pode investir em novas operações, inovar produtos ou até mesmo reforçar o seu caixa. Trata-se, portanto, de uma importante técnica de gestão do negócio pensando em um segmento (exploração de recursos) que oferece alta incerteza e exposição ao preços das commodities.

Além disso, por meio do compartilhamento dos direitos via farm-out, pequenas empresas podem dividir custos com grandes companhias, algo que contribui para o gerenciamento de risco de ambas.

Por um lado, as empresas maiores podem rentabilizar suas áreas por meio da venda de parte dos direitos. Do outro, as pequenas instituições têm acesso a um espaço que certamente não seria viável do ponto de vista individual. Portanto, para o segmento de exploração, podemos dizer que o farm-out é muito relevante para a saúde financeira e operacional das companhias.

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