EWZ

Última modificação em 03 de Dezembro de 2020 às 09:57

O que é EWZ?

O EWZ iShares MSCI Brazil é um tipo de ETF (Exchange-Traded Fund), que também se refere a uma categoria de Fundo de Investimento (Fundo de Índice).

ETFs como BOVA11 e SMAL11 são mais populares, provavelmente por estarem disponíveis na B3 e seguirem o Índice Bovespa, mas o EWZ segue o Índice MSCI Brazil 25/50, sendo o maior fundo relacionado a esse índice, e também tem a sua utilidade.

O MSCI Brazil 25/50 foi criado em 2001, um ano depois da própria criação do EWZ, que seguia o MSCI Brazil Index. O Brazil 25/50, por sua vez, cobre 56 ações e seu desempenho é medido em dólares.

Este ETF tem uma taxa de administração de 0,59% por ano e a BlackRock Investments é a sua administradora, maior gestora mundial de ETFs. O fundo investe sua base de ativos em ADRs (American Depositary Receipt), que são recibos americanos de empresas brasileiras a serem negociadas na Bolsa Americana (NYSE).

Em 2020, o EWZ foi considerado o principal ETF do país, com US$ 5,56 bilhões em investimentos.

EWZ vale a pena?

Algumas das vantagens do EWZ são:

  • tem gestão passiva, o que confere maior praticidade para o investidor e uma rentabilidade menor ou igual ao do seu índice de referência;
  • concentra o maior percentual de peso de grandes companhias brasileiras como Vale (11,56%) e Itaú (7,35%);
  • pode servir como benchmark para a bolsa brasileira. Por exemplo: se o EWZ chega a 25 USD em determinado dia, as ações de uma de suas empresas (como a VALE3) acompanham o mesmo movimento no dia seguinte (em torno de 25 USD, é importante considerar a oscilação do dólar);
  • abriga, em grande parte, empresas do ramo financeiro de médio e grande porte — um dos segmentos preferenciais dos investidores estrangeiros;
  • possui grande liquidez na NYSE;
  • é considerado um ETF diversificado, apesar da predominância de marcas financeiras, pois contém também empresas de varejo (Magazine Luiza) e bebidas (Ambev);
  • mantém o patrimônio do investidor em dólares, junto com a exposição a ações brasileiras.

Quanto às desvantagens, de modo geral, se você quiser investir no EWZ, precisará abrir conta em uma corretora americana e também aceitar as oscilações do dólar, como o que acontece com qualquer outro ETF.

Contudo, esta oscilação do dólar pode ser favorável ao investidor brasileiro. Especialmente por conta da pandemia do coronavírus, com muitos investidores estrangeiros receosos, o EWZ tem caído com relativa frequência e, assim, tem provocado aumento na cotação em real.

E qual a análise dos investidores estrangeiros quanto ao EWZ?

Geralmente, o ponto de vista dos investidores estrangeiros é otimista. Embora reconheçam a instabilidade da economia brasileira, sobretudo pela crise política constantemente presente no país, eles enxergam o nosso potencial mercadológico, além de já objetivarem ter ativos internacionais no portofolio.

Nos setores de produção de recursos naturais e finanças, inclusive, as empresas brasileiras podem estar na frente quando comparado às companhias norte-americanas. O que não acontece nos segmentos da saúde e da tecnologia. Vale lembrar que o EWZ é um ETF composto majoritariamente por empresas do setor financeiro (28,87%).

Como investir no EWZ?

O primeiro passo já foi revelado: ter uma conta em uma corretora americana, como a Avenue Securities, uma das mais famosas.

Depois disso, como na compra de qualquer outro ETF:

  • explore a sua corretora, descubra todas as taxas que você pode pagar ao comprar o EWZ e seu funcionamento;
  • identifique a exposição da sua carteira questionando o consultor financeiro;
  • acompanhe a liquidez do ETF para entender sua capacidade de negociação;
  • avalie os custos do EWZ, além das taxas de compra, como impacto no mercado e outras despesas.

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