Última modificação em 8 de abril de 2021

O que é Event Driven Merger Arbitrage?

Um Event Driven Merger Arbitrage é considerado como uma estratégia de fundos de hedge que envolve a compra e venda simultânea de ações de duas empresas que se fundem para criar os chamados “lucros sem risco”. Como existe essa incerteza de conclusão do negócio, o preço das ações da empresa-alvo é vendido, normalmente, a um preço abaixo do valor de aquisição.

Nesse caso, um arbitrador de fusão fará uma análise de probabilidade de uma fusão específica não ser concluída no prazo. Depois disso, comprará as ações antes mesmo da aquisição com a esperança de obter lucro quando a fusão — ou a aquisição — for concluída.

Uma arbitragem de fusões, como também é conhecida, envolve um gestor de fundos de hedge que aproveita as ineficiências do mercado que tendem a cercar os eventos corporativos, como aquisições, fusões e cisões. Geralmente, os gestores de ações mais tradicionais evitam os estágios avançados dessas situações baseadas em eventos como resultado da complexidade em torno dos negócios —o que gera ineficiência, e, consequentemente, retorno positivo.

Os arbitradores de fusões se concentram exclusivamente na probabilidade que o novo negócio tem para ser aprovado e em quanto tempo ele será finalizado. Como há uma probabilidade da aprovação não ser conseguida, esse tipo de abordagem acarreta alguns riscos, como mostraremos mais para a frente.

Quais são os tipos de Event Driven Merger Arbitrage?

Existem dois tipos principais de Event Driven Merger Arbitrage: as fusões em dinheiro e as de ações. No primeiro caso, a empresa adquirente faz a compra das ações da empresa-alvo por dinheiro. Já o segundo envolve a troca das ações de um negócio com o outro.

Em uma fusão de ações por ações, normalmente, o arbitrador de fusão compra as ações da empresa-alvo enquanto opera a descoberto nas ações da empresa adquirente. Caso o negócio seja concluído e as ações da segunda empresa forem convertidas em ações da primeira, o arbitrador poderá utilizá-las para cobrir a posição vendida.

Um arbitrador de fusão também poderia replicar essa mesma estratégia, só que usando opções. Nesse caso, ele faria a compra de ações da empresa-alvo enquanto compra opções de venda sobre as ações da empresa adquirente.

Com as fusões em dinheiro, até que a aquisição seja concluída, as ações da empresa-alvo são negociadas abaixo do preço de mercado. Dessa forma, é possível comprar as ações antes da fusão e, então, obter lucro quando e se o negócio for concretizado. Isso, portanto não pode ser considerado como arbitragem, é apenas uma especulação sobre a ocorrência de um evento.

Quais são os riscos envolvidos em um Event Driven Merger Arbitrage?

Embora o Event Driven Merger Arbitrage pareça simples, existem alguns riscos envolvidos nesse processo. O primeiro deles é que a fusão pode não acontecer por uma série de motivos. Uma das empresas pode não ser capaz de satisfazer as condições do negócio, por exemplo, questões regulatórias — como leis — podem impedi-la ou até mesmo a aprovação dos acionistas pode não ser obtida.

Outras complicações adicionais também podem surgir com fusões de ações quando a relação de troca — ou seja, a proporção em que as ações da empresa-alvo são trocadas pelas da empresa adquirente — flutua com o preço das ações da empresa adquirente. Isso torna a avaliação de uma oportunidade de arbitragem de fusão ainda mais complexa e, por isso, requer conhecimento significativo por parte do arbitrador.

Por conta desses riscos, os arbitradores de fusões que trabalham com Event Driven Merger Arbitrage precisam ter tanto o conhecimento quanto a habilidade de avaliar uma série de fatores com muita precisão. Isso porque é ele quem vai analisar a potencial fusão e determinar a real probabilidade dela realmente acontecer e como isso se dará.

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