Última modificação em 1 de abril de 2021

O que é a Estratégia Barbell?

A Estratégia Barbell é um formato de alocação de ativos que visa mesclar produtos de baixo risco com outros de altíssimo risco. O principal objetivo é buscar o equilíbrio para uma carteira de investimentos.

Essa abordagem do mercado financeiro foi desenvolvida por Nassim Taleb, um dos mais populares investidores e autor de Cisne Negro, uma das obras mais lidas dos últimos anos. A ideia é mitigar o "risco de ruína", que é o nome dado à chance de perder todo capital investido e quebrar.

Embora o nome possa parecer algo complexo para o mercado financeiro, a Estratégia de Barbell é bem simples de aplicar. Até mesmo os investidores iniciantes podem tentar copiar o modelo, desde que conheçam minimamente os ativos disponíveis.

Como funciona a Estratégia Barbell?

A base da Estratégia de Barbell está em dividir o capital disponível para investir em dois grandes grupos. O primeiro dele será destinado aos investimentos seguros e deve utilizar entre 70% e 90% do dinheiro. O restante, entre 10% e 30%, deve ser destinado aos investimentos com alto risco.

Essa faixa é estabelecida por Nissim Taleb de forma a ponderar os diferentes perfis de investidores do mercado financeiro. Em outras palavras, quanto mais conservador é o seu perfil, maior deve ser a alocação em renda fixa.

A Estratégia de Barbell utiliza também de outro conceito do próprio Nissim Taleb: o Cisne Negro. Esse é o nome que ele dá para eventos imprevisíveis. É algo que pode acontecer com pequenas empresas, gerando altos lucros para o nosso patrimônio.

No entanto, é impossível saber quando uma companhia vai "bombar" no mercado financeiro, como ocorreu com a Magazine Luiza. Sendo assim, a recomendação dos ativos seguros está justamente em proteger o capital para que eventuais erros na renda variável não prejudiquem a gestão patrimonial.

Quais ativos podem ser utilizados na Estratégia Barbell?

Para saber quais os produtos que podemos utilizar na gestão da Estratégia Barbell, precisamos novamente separar os perfis de investidores e as possíveis alocações.

Ativos para a parcela de segurança

Em resumo, recomenda-se o uso da renda fixa para a parcela de segurança na maioria dos casos. O principal exemplo disso são os títulos públicos, pois o emissor é o governo e, portanto, o risco de crédito é reduzido. Para o perfil conservador, preferencialmente o Tesouro Selic, ativo que acompanha a movimentação das taxas de juros.

Podemos considerar também o uso de CDBs (Certificado de Depósito Bancário), desde que emitidos por bancos confiáveis. Como há proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), a segurança do ativo é relativamente alta.

Há também como considerar também o uso de ativos de segurança, como investimentos atrelados ao dólar ou ao ouro como medida de proteção. Nesta parcela do patrimônio, a segurança é o mais importante na medida em que irá reduzir o risco de ruína do investidor.

Ativos para a parcela de risco

Por outro lado, o uso dos ativos de risco deve priorizar a rentabilidade. Aqui, não se deve usar apenas a renda variável, mas sim ativos que ofereçam um alto potencial de valorização (e, consequentemente, também de perda).

E quais seriam esses produtos? Podemos mencionar o uso de investimentos tradicionais da renda variável, como fundos imobiliários e ações. Para perfis mais arrojados, contudo, a ideia é trabalhar com ativos de altíssimo risco. É o caso de ações de pequenas empresas (small caps), opções e até criptomoedas, como os Bitcoins.

Quanto mais agressivas as escolhas, maior o potencial de valorização. É justamente essa parcela de risco que será responsável pela produção de valorização patrimonial. Enquanto isso, a parcela de segurança mantém o investidor tranquilo sobre as oscilações de capital.

Termo do dia

Economia compartilhada

O que é Economia Compartilhada? A economia compartilhada é um conceito que faz parte do dia a dia da maioria das pessoas no Brasil e no…