Equivalentes de caixa

Última modificação em 27 de Julho de 2021 às 02:26

O que são equivalentes de caixa?

Equivalentes de caixa ou equivalência de caixa são recursos adicionais, também chamados de disponibilidades, que uma empresa possui e que são conversíveis em caixa. 

Esses recursos podem servir para qualquer tipo de pagamento, desde que seja algo com relativa urgência, como pagamentos de funcionários. 

Por isso, em cenários de crises, é importante que a companhia preze pela saúde do caixa e dos equivalentes. Mas como saber se, de fato, esse capital é uma prioridade? Um caminho é pela leitura do Balanço Patrimonial.

Para que servem os equivalentes de caixa?

É aconselhável que as empresas tenham não só um bom caixa, como os equivalentes para que ela tenha condições de atender a compromissos de curtíssimo prazo. 

Lembrando que chamamos de ‘caixa’ dinheiro ou cheques recebidos (depositados ou não) e qualquer papel conversível em dinheiro de forma instantânea.

Mas, para compor os equivalentes de caixa e ter mais segurança, devem ser feitas aplicações financeiras de conversibilidade imediata (em até 90 dias), em um montante já conhecido e que esteja sujeito a um risco de mudança de valor muito baixo. 

A cada trimestre, inclusive, em sua DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa), os equivalentes de caixa também entram para as contas, como a da dívida líquida. 

Em linhas gerais, a ideia aqui é você não confundir um investimento comum que uma empresa faz com um equivalente de caixa. Pois a equivalência é uma aplicação de liquidez imediata e que nem serve para lucrar, como também não deve ‘ficar parada’ na poupança, derretendo por causa da inflação. 

Equivalentes de caixa na prática

Se você deseja conhecer os equivalentes de caixa de uma empresa em que você investe, acesse seu balanço anual, normalmente no portal de Relação com Investidores.

No caso da Renner (LREN3), no documento de 2020, só para ilustrar, os equivalentes aparecem junto com uma nota explicativa, a qual justifica empréstimos e financiamentos como reação à crise do Covid-19 e que, por conta dessa iniciativa, o caixa e os equivalentes se mantiveram seguros no fim do balanço. 

A companhia também detalha o que é considerado equivalência de caixa — saldo em caixa, depósitos bancários à vista e as aplicações financeiras de curto prazo. Dessa forma são CDBs (Certificado de Depósito Bancário), fundos de investimento, compromissadas em debêntures etc.

Além disso, é reforçado que os investimentos que não são considerados equivalentes de caixa são aqueles sem garantias de recompra pelo emissor no mercado primário e com liquidez apenas no mercado secundário

Que ativos podem ser úteis como equivalentes de caixa?

Agora que você já sabe o que são equivalentes de caixa e como uma empresa apresenta-os aos investidores, conheça outras opções de títulos que podem ser utilizadas pelas organizações: 

CDB referenciado em taxa DI

O CDB atrelado à taxa DI (Depósito Interbancário) é uma boa opção para a formação de uma equivalência de caixa, sobretudo por ser de renda fixa e ter uma boa rentabilidade. 

Ao comprar esse título, o investidor ajuda o banco com suas atividades operacionais e recebe sua remuneração, que é referenciada pelo DI. Essa taxa acompanha a Selic e, embora se encontre ligeiramente abaixo dela, rende mais que a poupança.

LFT (Letra Financeira do Tesouro)

Na verdade, a LFT é o Tesouro Selic. Tem uma volatilidade bem baixa e funciona como se o investidor emprestasse dinheiro ao Governo e recebesse sua remuneração atrelada à taxa Selic. 

Fundos DI

São amplamente utilizados como reservas de emergência, acompanham a taxa DI e, em alguns casos, por serem simples, os gestores não cobram taxa de administração. 

Sua rentabilidade fica bem próxima a do CDB, com liquidez imediata e, geralmente, não tem prazo de carência para o resgate.

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