Última modificação em 15 de abril de 2021

O que é Equity Total Return Swap?

Um Equity Total Return Swap é um contrato de swap. Nele, uma parte da negociação faz pagamentos com base em uma taxa definida — seja ela fixa ou variável — enquanto a outra realiza esses pagamentos com base no retorno de um ativo subjacente, que pode incluir tanto a receita que gera quanto qualquer capital ganho.

Nos Swaps de Retorno Total, como também são chamados, o ativo subjacente — referido aqui como ativo de referência —, é geralmente um título (ou mais), uma cesta de empréstimos ou um índice de ações. Ele, então, pertence à parte que recebe o pagamento da taxa definida.

Como um Equity Total Return Swap funciona?

Um Equity Total Return Swap funciona de forma bastante simples. Isso porque ele permite que a parte que recebe o retorno total também ganhe exposição e se beneficie de um ativo de referência, mesmo sem realmente ter a posse dele. Esses swaps são bastante populares entre os fundos de hedge porque oferecem o benefício de uma exposição maior a um ativo com um mínimo de desembolso de caixa.

As duas partes envolvidas em um contrato como esse são conhecidas como recebedor de retorno total e pagador de retorno total. Sendo assim, um Equity Total Return Swap pode ser considerado como bastante semelhante a um Swap Bullet. No entanto, nesse segundo caso, o pagamento é adiado até que o swap termine — ou a posição feche.

Para o recebedor, o retorno total inclui o pagamento de juros sobre o ativo subjacente, além de qualquer apreciação a mais do valor de mercado do mesmo ativo. O pagador, por sua vez, compra uma proteção contra um possível declínio no valor do que está sendo negociado ao concordar em pagar todos os retornos positivos futuros ao recebedor em troca de fluxos flutuantes de pagamentos.

Quais são os requisitos de um Equity Total Return Swap?

Em um Swap de Retorno Total, a parte que recebe o retorno total também coleta qualquer receita que é gerada pelo ativo. Além disso, se beneficia caso o preço se valorizar ao longo da vida do swap. Em troca, deve pagar ao proprietário a taxa definitiva durante o mesmo período.

Caso o preço caia durante a vida útil do contrato, o recebedor deverá pagar ao pagador o valor pelo qual o ativo caiu. Isso quer dizer que ele assume inteiramente o risco sistemático — ou de mercado — além do risco de crédito. Por outro lado, o pagador perde o risco associado ao desempenho do título referenciado, mas assume a exposição de crédito a qual o recebedor pode estar sujeito.

Quem investe em Equity Total Return Swap?

Os principais participantes do mercado de Equity Total Return Swap são os grandes investidores institucionais — como bancos comerciais, fundos de pensão, bancos de investimentos, fundos mútuos, governos, ONGs e seguradoras. Tradicionalmente, essas transações eram feitas, principalmente, entre bancos comerciais.

Nesses casos, uma das instituições já tinha ultrapassado os seus limites de balanço, enquanto a outra envolvida na transação ainda tinha grande capacidade de balanço disponível. Com isso, a primeira poderia retirar ativos do seu balanço patrimonial e, assim, conseguir uma renda extra sobre eles. Enquanto isso, o segundo alugaria os mesmos ativos e faria pagamentos regulares, bem como compensaria a perda de valor ou a depreciação deles.

Normalmente, os fundos de hedge também são considerados participantes importantes no mercado de Equity Total Return Swap. Isso porque eles usam essa estratégia para uma arbitragem de balanço alavancada e, normalmente, quando um deles busca exposição a ativos específicos paga pela exposição, arrenda os ativos de grandes investidores institucionais, como bancos de fundos mútuos e de investimentos.

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