Discount Rate

Última modificação em 05 de Maio de 2021 às 12:10

O que é discount rate?

Discount rate é o termo inglês equivalente à nossa taxa de redesconto. Trata-se de uma tarifa paga pelos bancos comerciais ao Banco Central (Bacen) ou entre si, quando há a necessidade de empréstimo.

Porém, é possível que você se depare com esse termo em outro assunto totalmente diferente: DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa). Essa demonstração apresenta as entradas e saídas das empresas, sendo que o discount rate (taxa de desconto) é normalmente determinado pelo custo médio ponderado de capital e pelos riscos do investimento.

Por que os bancos cobram o discount rate?

O discount rate é utilizado como meio de exercer a política monetária. Quando o Bacen aumenta essa taxa, ele passa a emprestar menos dinheiro. Se há menos dinheiro circulando no mercado, o valor da moeda tende a aumentar. O contrário também acontece: sua redução estimula a circulação de dinheiro no país.

Algumas referências, principalmente estrangeiras, adaptam a taxa de redesconto brasileira como a Selic. Contudo, são duas taxas distintas. 

Discount rate x taxa Selic

A taxa Selic vem de “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, também regulada pelo Banco Central, e funciona como uma tarifa básica de juros para a nossa economia. 

Essa tarifa, a grosso modo, é resultado de uma média ponderada das operações diárias lastreadas nos títulos públicos. Ela é atualizada a cada 45 dias e é o norte para as mudanças de outras taxas, como a taxa de redesconto. 

O discount rate é assim definido:

  • taxa Selic + 6% a.a. para operações de um dia;
  • taxa Selic + 4% a.a. para operações de até 15 dias;
  • taxa Selic + 2% a.a. para operações de até 90 dias.

Como funciona o discount rate na DFC?

Quando se elabora a DFC para um projeto, obtêm-se as previsões dos retornos futuros que ele irá gerar. Mas, adicionando a taxa de desconto à análise financeira, você pode calcular o valor atual dos fluxos de caixa. Se resultar em valor presente líquido positivo, o projeto é viável. Se resultar em um número negativo, indica um projeto financeiramente inviável. 

Por exemplo, você tem R$ 100 investidos hoje em um esquema de poupança que oferece uma taxa de juros de 10% com montante previsto para R$ 110. 

Portanto, R$ 110, que é o valor futuro, quando descontado pela taxa de 10% (discount rate), vale R$ 100, o valor presente. 

No caso das organizações, em vez dos juros da poupança, recomenda-se o custo médio ponderado de capital como discount rate. Mas também existem estas opções:

custo de capital próprio: para o cálculo do valor patrimonial de uma empresa;
custo da dívida: para calcular o valor de um título;
hurdle rate ou menor taxa de retorno aceita: para investimentos corporativos internos;
taxa livre de risco: para contabilizar o capital ao longo do tempo.

Discount rate na DCF x custo de capital 

O discount rate pode ser confundido aqui também. Então tome nota: o custo de capital é a taxa mínima necessária para justificar o custo de um projeto. Já o discount rate é o número que precisa atender ou exceder esse custo de capital.

Limitações do discount rate para o cálculo da DCF

Para alguns especialistas, a taxa de desconto aplicada nesse tipo de demonstração financeira é apenas uma estimativa. É difícil prever todos os fluxos de caixa futuros quando os perfis de risco e a própria taxa de juros mudam regularmente. 

Inclusive, quando se emprega o custo médio ponderado de capital como discount rate, o seu cálculo gira em torno de uma medida volátil (o beta da empresa) e, por isso, ela não é a mais apropriada para prever possíveis riscos. 

Jerome Powell

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