Última modificação em 7 de maio de 2021

O que é desvalorização?

Desvalorização significa a perda do valor de algo, mas no sentido mais financeiro ou da moeda. Um termo semelhante é a depreciação, que indica a perda de valor de um objeto, como um aparelho eletrônico. 

Além disso, a palavra faz parte do vocabulário cotidiano dos investidores da renda variável: quem nunca acessou o home broker torcendo para que as ações, daquela empresa escolhida cuidadosamente, se valorizem logo?

Por que ocorre a desvalorização da moeda?

A depreciação cambial atinge qualquer pessoa, seja investidora ou não. Você já experimentou ler a nota fiscal de uma compra no mercado de 5 anos atrás? A experiência pode ser um pouco assustadora. A impressão é que a nossa moeda, o Real, derrete à medida que o tempo passa.

O câmbio é apenas um produto das condições macroeconômicas, no caso do fluxo livre de moedas, como ocorre no nosso país. O ciclo de mercado, a entrada e saída de produtos a todo momento… sequências de eventos podem desencadear as flutuações da moeda.

Mas quando essas alterações são muito impactantes, grandes instituições, como o Banco Central, interferem subindo ou reduzindo alguns índices, como a taxa Selic.

No caso do Brasil, o Real é uma das moedas que mais sofrem por depender muito dos investimentos estrangeiros. Se o mercado, no geral, está com o risco aumentado, os grandes empresários deixam de investir aqui para levar o dinheiro deles para países com a economia mais segura. Pouco dólar significa mais desvalorização ainda do real.

E qual o impacto disso?

Muitos empreendimentos, nacionais mesmo, utilizam equipamentos e matéria-prima estrangeira. Com o real desvalorizado, o custo de produção aumenta, que é repassado para o preço de venda aos consumidores. 

Uma alternativa, para esses empresários brasileiros, seria exportar, em vez de vender caro no Brasil. Mas, fazendo isso, os produtos ficam mais escassos aqui e, dessa forma, também se tornam custosos.

Como funciona a desvalorização no mercado acionário?

Assim como no exemplo que acabamos de citar, o primeiro fator que faz uma ação valorizar ou desvalorizar é a lei da oferta e demanda. Se muitos investidores compram determinada ação, menos lotes ou frações estarão disponíveis para outros compradores e mais valiosa ela se tornará. 

Esse interesse do público pode vir de notícias, especulações, políticas do país, fusões e aquisições da própria empresa ou de parceiras etc. 

Ademais, por mais exista um método objetivo que determine o valor de uma ação, como o DCF (Fluxos de Caixa Descontados), a percepção do mercado raramente reflete o resultado de uma avaliação tradicionalmente fundamentalista, a depender das premissas tomadas pelo analista. 

O outro ponto é que os investidores nem sempre estão dispostos a pagar aquilo que os modelos teóricos matemáticos dizem que uma ação vale. Mesmo considerando o DCF e o prêmio de risco, há diversas condições econômicas, projeções do cenário da empresa, entre vários outros elementos que influenciam o ânimo dos investidores.

O que fazer quando as ações sofrem desvalorização?

Você já comprou uma ação por R$ 7 e, na semana seguinte, ela caiu para R$ 5, com uma desvalorização assustadora de 28%? O primeiro passo é manter a calma e ir atrás das razões disso.

No primeiro cenário, é só uma flutuação. Você se identifica com os princípios da empresa, ela é bem consolidada e tem grandes diretores a frente. Nesse caso, vale a pena comprar até mais.

Mas se, durante a sua investigação, você descobriu mudanças na própria estrutura organizacional ou do mercado em que ela está inserida, vale a pena estudar mais para decidir se mantê-la na carteira é uma boa escolha. 

Em resumo, a cada vez que um ativo sofrer desvalorização, de pelo menos 10%, é recomendado acompanhar e entender o que há por trás. 

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