Última modificação em 3 de maio de 2021

O que é DOAR (Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos)?

A DOAR é um relatório contábil que indica as movimentações financeiras de uma empresa, principalmente no que tange os financiamentos (representados pelas origens dos recursos) e investimentos, que são as aplicações desses recursos.

Anteriormente, era obrigatória a elaboração desse relatório. Hoje ele é opcional, ao passo que a DVA (Demonstração do Valor Adicionado) passou a ser obrigatória. 

Apesar disso, é recomendado desenvolver a DOAR, pois ela fornece informações muito valiosas para uma boa gestão de negócios, isto é, se uma empresa está tendo acréscimo ou redução de riqueza.

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Como funciona a DOAR?

Essa demonstração tem como principal objeto os recursos, sendo que eles podem ser tanto o capital, quanto as disponibilidades e outros bens, ou seja, o CCL (Capital Circulante Líquido).

O CCL, em linhas gerais, é a diferença entre o ativo circulante (como as contas a receber e as despesas pagas antecipadamente) e o passivo circulante (contas a pagar e outras exigibilidades do exercício seguinte).

Assim, a DOAR pode ser dividida, didaticamente, em 2 partes:

1. Origens dos recursos

2. Aplicações dos recursos

Discriminadas as origens e as aplicações, para ter uma DOAR completa, faz-se a subtração e obtém-se o CCL — que pode ser positivo ou negativo. Quando positivo, significa superávit. Se negativo, provavelmente, será indicado fazer empréstimos para custear as operações.

Adicionalmente, deve-se explicitar o excesso ou insuficiência das origens de recursos, em relação às aplicações, além de alguns saldos no início e no fim do exercício, como os do ativo e passivo circulantes e do montante do CCL.

Todas essas informações são bem semelhantes às que a DVA apresenta. Mas essa mudança na contabilidade brasileira foi importante para uniformizar e facilitar a vida de outras pessoas, como investidores estrangeiros, ao fazerem análises financeiras de companhias nacionais. 

Qual a diferença entre a DOAR e a DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa)?

A DFC abrange as entradas e saídas de uma empresa, bem parecido com a DOAR, não é mesmo? Mas existem claras diferenças entre as duas demonstrações, observe:

Desvantagens dessas demonstrações financeiras

Embora a DFC tenha o seu diferencial de ser adotada em todo o planeta, pela IFRS (International Financial Reporting Standards), ela tem as limitações de trabalhar com menos informações e não contornar o efeito da inflação.

Já na DOAR, há a lacuna de não demonstrar os ativos financeiros, apenas os monetários. A outra limitação foi, em certo sentido, ela ter deixado de ser obrigatória, pois isso induziu muitos empresários a acharem que ela foi extinta e, portanto, desnecessária. 

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