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Democracia econômica

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:05/11/2021 às 06:45 - Atualizado 24 dias atrás
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O que é democracia econômica?

Democracia econômica é a filosofia de distribuição do poder de governança dos recursos da sociedade entre os seus principais interessados.

Esse modelo de organização da sociedade tem como princípio mitigar os impactos da concentração de poder, tanto decisório quanto financeiro. 

Com isso, o objetivo é promover o uso sustentável de recursos para seus atuais usuários e para as gerações futuras, possibilitando maior acesso dos envolvidos às benesses do usufruto de bens disponíveis ao público.

O que a democracia econômica propõe?

O crescimento das cidades levou, com o passar do tempo, a um distanciamento entre o indivíduo e o bem público. Hoje, de forma geral, enxergamos os bens públicos como recursos que todos podem usar, mas que ninguém tem a obrigação de cuidar.

A democracia econômica vem para nos lembrar, porém, que tudo o que existe em uma região — sejam praças, potencial produtivo e energético ou empresas — mesmo que tenham proprietários, estão inseridos em um contexto social e devem mantê-lo em equilíbrio.

Suponhamos que uma empresa explora uma mina de brita. Mesmo seguindo todas as normas, ela explora os recursos naturais e humanos ali disponíveis, polui o ar e causa barulho excessivo. 

É, então, importante, para os proponentes da democracia econômica, que os desejos da população local sejam levados em consideração.

Quando parte do lucro retorna em benefícios para a comunidade, como priorização da mão de obra local e redução da poluição, os interesses se alinham com a democracia econômica.

Quais são as vantagens e desvantagens da democracia econômica?

A ideia de um maior compartilhamento do poder de decisão sobre bens públicos e empresas privadas parece trazer mais benefícios ao cidadão. Porém, se olhadas de perto, algumas medidas podem também ter consequências problemáticas.

A economia de cooperativas, por exemplo, poderia trazer esse maior equilíbrio para sociedade, diminuindo as desigualdades e visando um maior bem comum.

A forma como isso seria feito, porém, importa bastante.

A cooperativa pode ser uma decisão comunitária, com pessoas se organizando a fim de prezar pela sustentabilidade do usufruto dos recursos de uma região, como em um grande condomínio.

Nesse caso, temos um bonito exemplo de organização de esforços em torno de um bem maior, cujos rumos podem ser alterados com agilidade.

O problema pode surgir quando o poder público, que nem sempre preza pelo benefício coletivo, é envolvido. 

Além de minar o poder da livre iniciativa, interferências estatais em empresas podem provocar a diminuição da produtividade — o que é maléfico para a comunidade onde a empresa atua.

A desigualdade social, sem dúvidas, é um problema que temos de adereçar como sociedade. Porém, ao se impor muitas regras a uma empresa, isso vai beneficiar uma comunidade ou vai afastar empresas e empregos?

No final das contas, atitudes que parecem bonitas no papel podem acabar sendo um tiro no pé. 

Qual a importância da democracia econômica para investidores?

Essa filosofia não é uma questão de posicionamento político, mas de bem estar individual. Causar problemas a pessoas está acima do posicionamento entre capitalismo ou socialismo.

Se toda empresa tivesse plena consciência social e compliance, talvez essa filosofia não fosse uma pauta emergente na sociedade. Porém, se ela ganhar tração, pode eventualmente impactar positivamente as empresas do mundo todo. 

Sendo assim, se a empresa não conseguir seguir todas as tendências de sustentabilidade, por exemplo, uma ideia é compensar cumprindo com os interesses sociais. 

Portanto, é interessante estar atento se as atitudes que a empresa na qual você investe estão não somente agradando os clientes, mas também gerando valor para aqueles que elas afetam localmente e esteja um passo à frente da democracia econômica.

Sobre o autor
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