Custo-meta

Última modificação em 02 de Agosto de 2021 às 04:54

O que é custo-meta?

Custo-meta, custo alvo ou target cost é a prática de tentar reduzir o custo da produção de um bem ou serviço baseado no preço de venda, já determinado pelo mercado, e no lucro desejado. 

Assim, em vez de seguir a ordem tradicional de cálculo em que o lucro é o valor do custo menos o da venda, no custo-meta, a venda determina o custo, sob a influência da meta de lucro. 

Como o custo-meta é calculado?

C = P - α

Onde:

  • C = custo-meta;
  • P = preço no mercado;
  • α = margem de lucro esperada.

Logo, diferente do custo padrão, o custo-meta vem do preço e do lucro desejado.

Imagine que você tem uma loja virtual de acessórios e quer lucrar R$ 200 por bolsa vendida. Mas já se sabe que, em média, o modelo da bolsa que você vende está custando R$ 350. 

Logo, você deve ter como meta que o custo desse produto com o fornecedor — incluindo transporte, taxas etc. — será de 350 - 200, isto é, R$ 150. 

Se o produto for artesanal, da mesma maneira, os custos de produção devem ser assegurados em um teto de R$ 150.

Quando pensamos na lógica de uma empresa, o custo-meta passa pela avaliação de vários departamentos. 

Então, por exemplo, se for uma montadora de veículos, o setor de engenharia faz sua verificação, depois o marketing identifica a aceitação no mercado e, por fim, a contabilidade estima o retorno que o projeto pode oferecer.

Qual a importância do custo-meta?

No começo do século XX, o estado socioeconômico, em geral, não exigia preocupação com custos e concorrentes por parte dos empresários. O cálculo do lucro realmente era só uma relação entre preços de custo e de venda. O cenário era o seguinte:

  • preço fixado deliberadamente pela empresa;
  • pouca variedade de produtos, os quais tinham um ciclo de vida longo;
  • baixa concorrência
  • consumidor facilmente adaptável aos produtos oferecidos.

Até que, nos anos 90, mais empresas passaram a integrar o mercado, a competição aumentou, os ciclos de vida dos produtos encurtaram e os consumidores passaram a ter diferentes necessidades e preferências.

Dessa forma, a proposta do custo-meta trouxe a possibilidade de controlar melhor as despesas com a produção, antes de ela ser iniciada ou depois de ter sido concluída. 

O intuito principal do cálculo é predeterminar o custo do produto quando ele ainda está na fase de planejamento, levando em conta o lucro esperado, o preço que o mercado está disposto a pagar e até mesmo o volume — quantidade de produto — que será absorvido pelos consumidores. 

Exemplos de investimentos mais lucrativos

Nem todo custo-meta baixo implica em lucro, mas a grande ideia por trás do custo-meta é, de fato, ter lucratividade.

Embora esse elemento não seja o único — ou nem mesmo o mais importante, necessariamente — para a escolha de um ativo, vale a pena entender quais tipos têm apresentado um bom desempenho nos últimos anos.

O Itaú ganha destaque no mercado acionário. É uma das companhias mais negociadas na B3 e o maior banco, do setor privado, do país. Do ano de 1994, no início do Plano Real,  para 2020, suas ações valorizaram 55 vezes.

Já um exemplo de fundo de investimento com alta lucratividade é o AZ Quest Small Mid Caps Fic Fia, com ganho nominal de 539,14% de 2009 a 2019. Nesse mesmo período, o Ibovespa cresceu ‘apenas’ 57,8%. 

Outro ativo que se destacou nos últimos 10 anos foi o Ouro, com rendimento de 234%. Esse comportamento pode ser explicado não diretamente por questões de gestão, como custo-meta, mas por geopolítica: insegurança da crise do subprime, eleição de Trump e Brexit.  

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