Crise cambial

Última modificação em 06 de Setembro de 2021 às 09:33

O que é uma crise cambial?

A crise cambial é um evento que tem origem na queda vertiginosa do valor de determinada moeda. Esse declínio no valor da moeda, por sua vez, compromete de forma negativa a economia geral do país, gerando instabilidades financeiras e uma perda importante do poder de compra em relação às outras moedas.

Em linhas gerais, pode-se dizer que as crises cambiais historicamente tiveram seu início pelo fato de as expectativas dos investidores terem provocado mudanças significativas no valor das moedas correntes.

Apesar disso, elas normalmente estão associadas à má gestão da economia, como é o caso da hiperinflação, por exemplo.

Quais são as causas das crises cambiais?

Como vimos anteriormente, as crises do câmbio podem ter diferentes origens, porém, estão normalmente atreladas a gestão financeira e, ainda, ao fato de que a expectativa dos investidores não está ajustada às perspectivas econômicas do país.

Apesar de o crescimento em países desenvolvidos contribuir positivamente para gerar valor à economia global, na história se pode analisar alguns cenários distintos, afinal, com o rápido crescimento de algumas economias, cria-se também uma grande instabilidade financeira, o que pode culminar na perda de capital.

Para minimizar estes efeitos, por sua vez, é que existem os bancos centrais.

Cabe à instituição fazer uma gestão adequada, prevendo os caminhos que podem ser trilhados por uma economia — apesar de ser uma difícil tarefa — e impedindo uma grave crise cambial.

Como funciona uma crise cambial, afinal?

De modo geral, na crise cambial os investidores normalmente retiram seu dinheiro em grande volume, sobretudo mediante cenários de instabilidade econômica, configurando o chamado “voo de capital”.

Uma vez dissolvidos, os investimentos em moeda nacional se convertem em uma moeda estrangeira, fazendo com que a taxa de câmbio piore. Em consequência, cria-se uma corrida da moeda, tornando mais difícil para que os próprios países financiem suas despesas de capital.

Em síntese, a crise cambial sucede a alguns eventos importantes, como quando os países em declínio fazem grandes aportes em empréstimos ou quando há uma profunda incerteza sobre as ações do governo — que comprometem a perspectiva de investidores. Dessa forma, é possível analisar um conjunto de variáveis que compõem um cenário ideal para esse tipo de crise.

Como evitar uma crise cambial?

A tarefa de manter a estabilidade de uma moeda deve ser feita exclusivamente pelos bancos centrais, já que a estes cabe intervir nos mercados de câmbio, principalmente diante da expectativa de uma crise cambial.

Quando a desvalorização já é esperada, a pressão descendente alocada sobre a moeda acaba culminando no aumento da taxa de juros como uma forma de compensação. Para tanto, o Banco Central diminui a oferta monetária, causando um efeito no aumento da demanda pela moeda.

Essa prática normalmente se dá em razão das vendas de reservas estrangeiras, pois elas permitem criar uma saída de capital. Em outras palavras, com a venda de reservas estrangeiras, os bancos aumentam a circulação de ativos, já que recebem aportes na moeda corrente.

O que se pode aprender com as crises cambiais?

Em cenários de grande instabilidade financeira, pode-se perceber algumas importantes lições, como:

  • ainda que se trate de uma economia solvente, esta pode sucumbir-se diante de uma crise de câmbio;
  • manter baixos índices de dívida pode não ser o bastante para minimizar o sentimento negativo dos investidores;
  • no curto prazo, as especulações pode limitar as opções para impedir que a crise comprometa a economia local;
  • os governos podem ser forçados a fornecer maior liquidez aos bancos privados de modo a permitir que estes possam investir em dívidas de curto prazo. Por sua vez, eles acabam criando reservas estrangeiras.

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