Última modificação em 14 de abril de 2021

O que é Core Investing?

O Core Investing é uma estratégia de investimentos que se baseia no uso de ativos mais seguros e conservadores na montagem de um portfólio. Naturalmente que essa é uma abordagem de longo prazo, visando lucros menos arrojados, mas constantes.

Essa é apenas uma entre várias metodologias existentes no mercado financeiro. Cabe ao investidor analisar cada uma delas e verificar quais são as melhores oportunidades levando em consideração o seu próprio perfil.

Hoje, nós vamos explicar um pouco sobre os conceitos que norteiam a tomada de decisão do Core Investing, assim como os princípios que ele possui como objetivo para o patrimônio do investidor.

Como funciona o Core Investing?

Para aplicação de Core Investing, o investidor deve tentar ao máximo selecionar ativos confiáveis e seguros para o longo prazo. Isto é, nessa metodologia devemos evitar produtos ou empresas de alto risco.

Há, inclusive, uma preferência pelo uso de índices como S&P 500. A verdade é que uma empresa, por melhor que seja, pode vir a quebrar. O caso mais emblemático é a quebra do gigantesco Lehman Brothers, fato que marcou o termo "too big to fail" (grande demais para quebrar).

Já um índice, que é uma carteira teórica e envolve uma série de ações dentro de si, nunca vai quebrar. Empresas entram e saem do S&P 500, assim como entram e saem do Ibovespa. Portanto, são investimentos mais defensivos e passivos dentro da sua categoria — o que não significa, de modo algum, que não ofereçam riscos aos investidores.

Como muitos desses índices não permitem investimentos diretos, a alternativa é buscar pelos ETFs (Exchange Traded Funds), os famosos "fundos de índices". Eles possuem como objetivo replicar o indicador escolhido, algo extremamente útil para o Core Investing.

Não há, contudo, uma obrigatoriedade de usar dos ETFs ou mesmo de índice. Você pode considerar também ações de empresas consolidadas, como Google, Apple ou Amazon, por exemplo. É positivo que elas ofereçam dividendos também.

O importante é que uma parte significativa do seu capital esteja em ativos de menor risco. O Core Investing, portanto, baseia-se em qualidade e consistência dos seus ativos.

Core & Explore: uma variação do Core Investing

Para investidores mais moderados, o Core Investing pode ser adaptado para o "Core & Explore" ou, como preferem chamar alguns, o "Core Plus".

A base da estratégia se mantém. Isto é, trabalhar com produtos seguros e consolidados. No entanto, há uma parcela do capital que pode ser destinada a "explorar" o mercado, buscando ativos de maior risco e, consequentemente, visar um melhor retorno.

E quais seriam ativos da categoria "Explore"? Podemos englobar mercados em tendência de crescimento ou até investimentos internacionais em países emergentes (que naturalmente oferecem maiores risco), por exemplo.

Vale a pena utilizar a estratégia de Core Investing?

O principal ponto positivo do Core Investing é a redução do risco. Como usamos de ativos mais seguros, as oscilações patrimoniais são reduzidas, algo que agradará em especial o investidor mais conservador.

Além disso, esse tipo de ativo também é resiliente em crises. Eles tendem a cair menos do que a média e, no caso de empresas, costumam se aproveitar para aumentar sua participação de mercado.

Por outro lado, como é natural, a estratégia de Core Investing não costuma produzir os melhores resultados de rentabilidade. No longo prazo, essa abordagem tende a perder de carteiras mais agressivas, que aceitam maior exposição ao risco.

Entretanto, vale sempre lembrar que não há um melhor ou pior. O Core Investing é uma opção adicional estratégia para gerenciamento dos seus investimentos. Cabe a você identificar os próprios objetivos financeiros e, com base neles, escolher a melhor abordagem.

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