Última modificação em 22 de março de 2021

O que é conversibilidade?

A conversibilidade é uma característica que uma moeda (câmbio) pode ter de ser facilmente trocada por outra. Esse é um fator fundamental em negociações internacionais, como é o caso de atividades de importação ou exportação.

O que acontece nesse cenário é que, na enorme maioria das vezes, o país exportador vende o produto para um país importador em que não há o uso da mesma moeda. E, neste caso, é preciso acertar o pagamento dessa troca de alguma forma.

É aqui que entra a conversibilidade da moeda. Se um câmbio possui essa característica, o pagador pode facilmente converter a sua moeda no país de origem. No entanto, como sabemos, na prática nem sempre é tão simples assim visto que cada unidade monetária é influenciada por uma série de fatores políticos e econômicos.

Como funciona a conversibilidade?

A grande característica da conversibilidade está na facilidade de troca entre câmbios. Quando uma moeda oferece essa condição, um investidor ou um país pode convertê-la com muita facilidade, inclusive em instituições bancárias.

Embora seja algo extremamente prático, em especial no contexto atual da globalização, não se trata de um processo simples. Tornar uma moeda conversível exige diversos esforços regulatórios, razão pela qual são poucas aquelas que permitem essa conversão facilitada.

Apesar disso, a tendência é que exista cada vez mais uma discussão sobre a conversibilidade dos câmbios. O mercado é cada vez mais global e unificado, de modo que esse fator tornaria as negociações muito mais ágeis e eficazes.

Quais são as vantagens da conversibilidade?

A primeira e principal vantagem do processo de conversibilidade envolve o uso da moeda. Como haveria uma integração com os demais câmbios, esse tipo de unidade monetária pode ser rapidamente convertido em outro.

Assim, essas moedas conversíveis oferecem maior liquidez, sendo muito fácil para comprar e vender. É o que verificamos, por exemplo, com o dólar e o euro, duas das unidades monetárias mais fortes e líquidas da atualidade, com alto volume de negociação diária.

Outro benefício é para a própria economia dos países. Moedas com menor liquidez possuem maior burocracia na conversão cambial, algo que pode afetar a eficiência de importações e exportações.

Por fim, há ainda a questão do custo. Na maior parte das vezes, existem taxas aplicadas sobre a conversão de uma moeda em outra (que não são baratas). A característica da conversibilidade permite que eles sejam muito reduzidas.

Quais são os exemplos de moedas conversíveis?

Talvez você tenha ficado curioso sobre quais as moedas atualmente oferecem a conversibilidade, certo? Já mencionamos o Dólar e o Euro, que são duas das unidades monetárias mais populares do nosso planeta.

No entanto, elas não são as únicas que permitem uma fácil conversão. Veja outros exemplos de moedas que, em algumas regiões geográficas, possuem vantagens na hora de realizar a troca cambial:

Importante mencionar que, apesar da conversibilidade, podem existir limitações sobre o fluxo dessas moedas. Alguns países podem manter a cobrança de taxas ou mesmo proibir conversões em valores elevados (estabelecendo assim um teto de livre negociação).

O Real Brasileiro possui conversibilidade?

Por fim, vale mencionar que, até o momento em que este artigo foi produzido, o Real Brasileiro (BRL) não possuía conversibilidade. E, dadas as questões regulatórias, dificilmente veremos uma alteração desta condição no curto prazo.

A principal razão para essa determinação está na estabilização do mercado. Assim como outras moedas de menor liquidez, como o Peso Argentino ou a Libra Egípcia, o Real Brasileiro vive um cenário de maior instabilidade, algo que exige que os governos façam o bloqueio do fluxo da sua moeda.

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