Colateral

Última modificação em 11 de Dezembro de 2020 às 02:27

O que é colateral?

O termo colateral significa algo que está em posição paralela, sendo adaptado para diversos segmentos de acordo com a finalidade da palavra. Como esse conceito é um pouco genérico, vamos considerar algumas situações.

No âmbito jurídico, por exemplo, temos os danos colaterais, que seriam os efeitos de um ato causados a terceiros que não seriam o foco da ação inicial. Já na medicina, para dar um outro sentido ao termo, temos o efeito colateral, que são as sensações que um medicamento pode causar para tratar algum tipo de problema.

E o que o termo colateral tem a ver com o mercado financeiro? No nosso ambiente, esse termo é utilizado como referência para um ativo oferecido como garantia em uma operação de crédito. Ou seja, é uma garantia de pagamento para algum tipo de dívida.

Como funciona o colateral?

Vamos supor que você resolva financiar um imóvel ou um carro. Para isso, o primeiro passo é buscar uma instituição financeira, empresa essa que fará uma análise de crédito do perfil para entender o risco da operação.

A depender dessa avaliação, as taxas de juros e os prazos oferecidos vão variar. Ainda assim, por melhor que seja o perfil avaliado, isso não garante que a empresa financiadora vai receber seus pagamentos. Isto é, sempre há chance de calote.

Sendo assim, é normal também que seja solicitado uma garantia adicional que seja utilizada em caso de não cumprimento das obrigações de pagamento. Essa garantia é chamada de colateral no universo financeiro.

É bem comum que essa garantia seja um imóvel. Assim, caso o credor apresente um calote contra a instituição financeira, ela tem recursos para buscar o capital que é devido. Isso é feito vendendo esse ativo para recuperação do dinheiro emprestado ou ao menos parte dele.

Onde pode ser aplicado o colateral?

Embora o caso muito comum do mercado de crédito seja em função dos bancos, essa não é a única modalidade de emissão de dívida em que podemos verificar a existência do colateral como procedimento de segurança.

Outro cenário comum para o uso das garantidas são os títulos de dívida emitidos pelas empresas. É o caso das debêntures, por exemplo, onde as companhias captam recursos dos investidores.

Por mais que sejam empresas conhecidas, nada impede que uma instituição venha a dar calote em seus investidores. E, neste caso, eles também podem exigir algum tipo de garantia.

Ou seja, no ambiente da renda fixa, onde estão as principais emissões de dívidas do mercado financeiro, é bem comum que você encontre o colateral como recurso para oferecer segurança e credibilidade.

Quais os efeitos do colateral no mercado financeiro?

Para os investidores, portanto, existem impactos importante do uso do colateral nos investimentos. Vale lembrar que a rentabilidade dos ativos deve ser proporcional ao risco. Isto é, quanto maior a chance de calote, maior também deve ser a remuneração.

Ao encontrar garantias de pagamento, em outras palavras, temos uma proteção natural ao risco de crédito. Isso significa que há como agir em casos de problemas com o pagamento, mas também que o emissor da dívida pode oferecer uma remuneração menos atrativa.

Importante observar qual é o valor da dívida e também o valor dos ativos envolvidos como garantia. Vale lembrar que não necessariamente a presença de um colateral permite que todo capital investido esteja devidamente protegido.

Outro ponto importante: a maior parte das garantias oferecidas é feita via imóveis. E sabemos que esses ativos podem oferecer baixa liquidez. Isto é, ainda que exista uma proteção, nem sempre ela será exercida imediatamente. Tudo vai depender de qual é o imóvel e a sua atratividade para o mercado.

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