Capitalização Bursátil

Última modificação em 28 de Julho de 2021 às 11:50

O que é capitalização bursátil?

A capitalização bursátil é um indicador normalmente utilizado para medir o valor de mercado de todos os ativos que são cotados em uma bolsa de valores. O seu cálculo é feito ao somar o valor de mercado de cada uma das ações, que pode ser facilmente obtido pelo resultado da multiplicação do número de ações pela cotação de fechamento do período em questão.

Cada ativo tem o seu próprio volume de dinheiro em negociação que pode ser traduzido em valor de mercado de uma empresa. Por isso, no Brasil, a B3 costuma divulgar a capitalização bursátil a todo momento de cada dia enquanto o pregão estiver em aberto.

Como a capitalização bursátil funciona?

Como é sabido, a bolsa de valores é um ambiente em que todas as negociações de diversos ativos são centralizadas. Ela permite, então, a união de pessoas interessadas tanto na compra quanto na venda de ações. Essas negociações são realizadas quando investidores conseguem chegar a um acordo sobre o preço e a quantidade de ativos a serem transicionados.

O mercado bursátil como um todo é uma importante fonte de capitalização para as empresas e, por isso, a emissão de ações é uma das formas em que elas podem expandir suas atividades. A quantia provida das vendas entram no caixa das empresas e, geralmente, será utilizada para pagamento de dívidas ou outros investimentos.

A capitalização bursátil de um negócio é estabelecida pela primeira vez por meio de uma oferta única inicial, ou Initial Public Offering (IPO) em inglês. Antes dela, a empresa que deseja abrir o seu capital alista um banco de investimentos para determinar quantas ações serão oferecidas ao público e a que preço depois de uma extensa análise da sua situação atual.

Uma empresa com o IPO definido em R$ 100 milhões, por exemplo, pode decidir emitir 10 milhões de ações a R$ 10 cada ou 20 milhões pelo valor de R$ 5 por cada uma delas. Em qualquer um dos casos, a capitalização bursátil inicial seriam os mesmos R$ 100 milhões.

Como utilizar a capitalização bursátil como estratégia de investimento?

Por conta da sua simplicidade e da eficácia que tem para avaliações de risco, a capitalização bursátil pode ser uma métrica bastante útil para determinar em quais ações os investidores estão mais interessados e como eles podem diversificar o portfólio com empresas de diferentes tamanhos e valores.

As empresas de grande capitalização, geralmente, têm uma capitalização bursátil de R$ 10 bilhões ou mais. Em geral, elas já existem há bastante tempo e cumprem papel importante em setores bem estabelecidos. Já os valores das empresas de capitalização média tendem a variar entre os R$ 2 bilhões a R$ 10 bilhões. São empresas estabelecidas que operam em setores que deverão apresentar crescimento rápido.

Todo negócio que tem capitalização de mercado entre R$ 300 milhões e R$ 2 bilhões são classificadas geralmente como empresas de pequena capitalização. Elas podem ser jovens ou atender a nichos específicos de mercado ou novos setores. Os preços das suas ações, como resultado, tendem a ser mais voláteis e menos líquidos do que as empresas maiores com mais tempo de mercado.

Qual é a diferença entre capitalização bursátil e valor de uma empresa?

À princípio, pode ser que tudo pareça ser a mesma coisa. A maior diferença entre a capitalização bursátil e o valor da empresa, porém, é que o primeiro caso reflete apenas o valor do patrimônio de um negócio, enquanto o segundo reflete o montante total de capital investido no negócio, incluindo as dívidas que ele possa ter.

O valor da empresa, especificamente, é calculado ao tomar a capitalização bursátil, somar as suas dívidas totais e subtrair o seu caixa. Muitos investidores utilizam esse indicador como uma estimativa aproximada do custo que seria adquiri-la e torná-la privada.

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