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BIS – Bank for International Settlements

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:30/03/2021 às 15:38 -
Atualizado um ano atrás
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O que é o BIS - Bank for International Settlements?

O BIS - Bank for International Settlements - também é conhecido como "o Banco Central dos Bancos Centrais". Em Português, é chamado de Banco de Pagamentos Internacionais.

Foi desenvolvido em meados de 1930, tendo sua sede localizada na cidade de Basiléia, na Suíça. Entretanto, o banco também conta com filiais espalhadas por diversos continentes mundiais. 

O BIS é um banco privado e possui completa soberania junto ao Sistema Financeiro Internacional. Ou seja, não precisa prestar contas a nenhum governo específico, tampouco a algum organismo internacional.

Dentre seus objetivos, o principal deles é servir aos Bancos Centrais, para que esses alcancem estabilidade financeira e monetária. Além disso, também possibilita a cooperação internacional sobre eles:

  • Promove a discussão e colaboração entre os Bancos Centrais;
  • Promove o diálogo com autoridades responsáveis pela estabilidade financeira das entidades;
  • Realiza pesquisas sobre questões políticas enfrentadas pelos Bancos Centrais;
  • Serve como um agente e administrador em operações financeiras internacionais.

Essa troca de informações e experiências entre os envolvidos ajuda na superação de momentos de crise, estejam elas já em andamento, ou até mesmo as que ainda estão por vir.

Quais são as atribuições do BIS - Bank for International Settlements?

Por ser considerado como "o Banco Central dos Bancos Centrais", você vai notar que as atribuições são bem semelhantes as das entidades hierarquicamente inferiores:

  • Comparar e vender moedas ou lingotes de ouro para si mesmo ou para os Bancos Centrais;
  • Manter ouro para si mesmo em reserva nos Bancos Centrais;
  • Aceitar a supervisão do ouro para os Bancos Centrais;
  • Fazer adiantamento ou tomar empréstimos dos Bancos Centrais, recebendo ou dando ouro em troca, cartas de câmbio e outras obrigações de curto prazo, com liquidez preferencial ou outras cautelas aceitáveis;
  • Abrir e manter contas correntes ou de depósito com os Bancos Centrais;
  • Aceitar depósitos dos Bancos Centrais em contas correntes ou de depósito;
  • Aceitar depósitos em conexão os acordos de administração que possam ser realizados entre o BIS e os governos em conexão com compensações internacionais. 

Tais práticas rotineiras e operações de negociação em moeda e ouro, são garantias que servem como lastro - reservas que delimitam a capacidade técnica e provem os créditos posteriormente cedidos as demais entidades que necessitam.

O BIS procura atuar como agente ou correspondente, entrando em acordos para atuar como curador de operações internacionais - desde que esses acordos não se interponham as ações do banco para com terceiros.

Qual é a relação do BIS - Bank for International Settlements com o Acordo de Basiléia?

Conforme falamos anteriormente, o BIS possui uma preocupação em relação aos limites de sua capacidade técnica de empréstimos. 

Por essa razão, o Banco de Pagamentos Internacionais reuniu um comitê com os principais agentes de cada Banco Central assegurado por ele, a fim de instituir algumas exigências mínimas de capital para instituições financeiras, justamente para prevenir que tais instituições quebrassem por receber ou emprestar mais do que a capacidade permitida.

Esse primeiro comitê foi realizado em 1996. Posteriormente, ainda houveram mais duas reuniões nos anos de 2004 e 2010.

Sendo assim, o acordo de Basiléia ficou permeado por três pilares principais:

I - Requerimentos mínimos de capital para riscos operacionais de crédito e mercado. Ou seja, delimitaram um percentual mínimo de capital que tem ter para suportais tais riscos;

II - Revisão a avaliação do capital dos Bancos Centrais. Ou seja, a quantidade de capital em espécie que eles tem disponível para suportar os riscos mencionados;

III - Disciplina no mercado financeiro. Ou seja, justamente os acordos providos e administrados pelo BIS, conforme os objetivos principais citados no tópico anterior.

Sobre o autor
Autor da Mais Retorno
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