Última modificação em 11 de janeiro de 2021

O que é Análise Marginal?

A análise marginal é a relação que se faz entre os custos para desempenhar uma certa atividade em uma empresa e os benefícios obtidos através desses custos.

O objetivo da análise marginal é comparar custos com resultados na perspectiva de aumentar a lucratividade de uma empresa a partir dessa estratégia.

Esse tipo de análise é muito importante e útil para guiar a tomada de decisões dentro de uma empresa.

Isso porque com ela um gestor pode, por exemplo, decidir se alocar recursos em uma atividade X trará os resultados esperados. No caso de haver uma relação de ganhos relativos aos custos, ele pode decidir manter ou aumentar o investimento nessa atividade.

Caso o contrário ocorra, ele pode optar por deixar de investir nessa atividade e buscar algo que traga maiores benefícios.

Aqui o objetivo é maximizar os retornos por meio da análise da relação entre os custos e retornos de uma ação. Contudo, não se apresse em associar isso à análise custo-benefício.

A seguir, explicaremos melhor como funciona a análise marginal e o que a difere da análise de custo-benefício.

Como a Análise Marginal surgiu?

O surgimento da análise marginal na obra do economista Gregory Mankiw, “Princípios da Economia” está associada ao terceiro princípio citado pelo autor.

Segundo Mankiw, um dos princípios fundamentais da economia racional é pensar na margem, pois essa seria a melhor forma de tomar decisões acertadas. Em uma empresa, espera-se que sejam tomadas decisões racionais para que a lucratividade seja cada vez maior dado investimento em certas atividades.

Assim, segundo a teoria do economista, a forma mais inteligente de aumentar a lucratividade é ter a ideia de que os benefícios adquiridos devem ser maiores do que os lucros.

Desse modo, se a expectativa não é cumprida a decisão mais racional é a mudança para novos caminhos que gerem o resultado esperado. A teoria da análise marginal de Mankiw, amplamente estudada e praticada no mundo da economia, ficou conhecida como marginalismo.

Para o marginalismo, o importante é fazer análises e tomar decisões sempre partindo da margem e pensando em mudar para adquirir maiores benefícios a partir dos custos.

Mas aqui é preciso deixar claro que o marginalismo não é uma teoria nativa da gestão financeira, mas da economia em si.

Portanto, quando falamos em custo-benefício estamos nos referindo ao pensamento marginal em economia. Já quando pensamos em gestão financeira, a expressão mais recorrente é análise marginal.

Como as duas expressões têm similaridades, vamos agora entender qual a diferença e porque é importante usar a expressão correta em se tratando de gestão financeira.

Qual é a diferença entre Análise Marginal e custo-benefício?

Se fosse necessário resumir a diferença entre esses conceitos, poderíamos dizer que ela se encontra no fato de que a análise marginal tem maior complexidade com relação ao custo-benefício.

A análise marginal está associada à dois conceitos complementares: a lei da diminuição da utilidade marginal e a lei da diminuição produtividade marginal.

O primeiro conceito determina que uma empresa só deve admitir custos adicionais que tragam real retorno em termos de lucratividade. Já o segundo considera que, ao longo do tempo, quanto mais se investe em um recurso variável, menos retorno ele tende a trazer.

O custo-benefício, ao contrário da análise marginal, exige apenas que haja uma unidade de medida em comum para fazer a comparação.

Por exemplo, se uma atividade X demanda 15% de custos adicionais e traz 20% de retorno, será feito o cálculo custo-benefício por parte do gestor e será tomada a decisão de manter ou não esse investimento.

Por esse motivo é que dizemos que a análise marginal envolve uma complexidade maior do que a análise custo-benefício. E por isso ela é tão importante para a gestão financeira.

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