Última modificação em 30 de novembro de 2020

O que é aliança estratégica?

Aliança estratégica é o nome que se dá a um acordo feito entre duas empresas que se juntam para empreender em um projeto de benefício mútuo ao passo em que cada uma segue mantendo sua independência. Esse tipo de contrato é menos complexo e com menos vínculos que outros tipos de parceria justamente para que os envolvidos não sejam prejudicados caso a parceria não apresente os resultados esperados.

As empresas podem entrar em uma aliança estratégica por diversos motivos. Entre os principais, estão a chance de melhorar sua linha de produtos, ganhar vantagem sobre seus concorrentes ou mesmo para expandir para um novo mercado. O acordo firmado por meio dessa parceria permite que os envolvidos trabalhem em direção a um objetivo em comum que será benéfico para ambos.

Quais os modelos de aliança estratégica mais comuns?

Existem três modelos de aliança estratégica mais comuns que são bastante utilizados pelas empresas nesse tipo de parceria. O primeiro deles é o mais utilizado e é chamado de aliança sem participação acionária. Nele, as empresas concordam em trabalhar juntas, porém, não assumem participação acionária — ou seja, não participam do capital uma da outra.

Já o segundo modelo é um pouco menos comum e não é muito utilizado nesse tipo de parceria. Chamado de aliança com participação acionária, é o exato oposto da primeira opção e os negócios envolvidos suplementam o acordo com a participação acionária uma da outra.

Como último modelo de aliança estratégica existe as joint ventures. Nessa parceria, é criada uma empresa independente dos negócios parceiros, em que eles investem e compartilham os lucros obtidos por essa nova marca da junção.

Quais são as vantagens e desvantagens de uma aliança estratégica?

Uma das maiores vantagens de uma aliança estratégica é que esse tipo de negócio pode ser bastante flexível e não exigir alguns dos encargos que outra parceria, como uma joint venture, pode incluir. Outro ponto positivo é que, nesse modelo, as duas empresas participantes não precisam fundir seus capitais — o que significa que podem permanecer independentes uma da outra.

Por outro lado, pode trazer alguns riscos e, com eles, as desvantagens dessa aliança. Mesmo que o acordo, geralmente, seja claro para ambas empresas participantes, pode haver diferenças em como conduzem seus próprios negócios — o que pode criar conflito na parceria. Além disso, pode exigir uma confiança extra entre os envolvidos, principalmente se o combinado requerer que ambas as partes compartilhem informações proprietárias.

Em uma aliança estratégica que dure por um longo prazo, por exemplo, pode acontecer de uma parte se tornar dependente da outra, o que não seria bom para nenhum dos negócios. Além disso, se houver ruptura da parceria, pode ser que esse acontecimento coloque em risco a saúde de alguma das empresas envolvidas.

O que considerar ao fazer uma aliança estratégica?

Para que ambas empresas tenham sucesso na formação de uma aliança estratégica, é preciso considerarem alguns aspectos, sendo o primeiro deles a complementariedade das competências dos envolvidos. Isso porque o resultado da parceria precisa ser o crescimento dos negócios frente aos seus mercados e, para isso, cada um deles deve completar o outro com as competências que os coloquem em destaque em frente à concorrência.

A confiança mútua também deve existir ao fazer uma aliança desse tipo. Desconfianças sobre o caráter ou sobre a conduta dos envolvidos podem dificultar a efetivação de um acordo e, apesar do registro das condições formais da parceria, é preciso que ambas as partes se respeitem e confiem umas nas outras para que o diálogo seja facilitado e a interação entre todos os envolvidos seja sadia.

Outro ponto fundamental que os participantes de uma aliança estratégica devem ter em comum são os valores éticos. Empresas e pessoas que baseiam decisões em condições éticas diferentes podem não conseguir chegar em um consenso quando precisarem tomar uma decisão conjunta, o que pode ser uma das maiores barreiras para o sucesso da parceria.

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