Última modificação em 2 de dezembro de 2020

O que são Agregados Monetários?

Os agregados monetários são caracterizados por grupos de ativos financeiros, definidos e classificados de acordo com a sua liquidez.

Esses grupos são chamados de M1, M2, M3 e M4.

Para que você possa compreender como os agregados funcionam e, principalmente, qual a importância dessa divisão, precisamos falar rapidamente sobre meio de pagamento.

Você sabe o que esse termo significa?

O meio de pagamento é, literalmente, a forma com que qualquer compromisso pode ser honrado: através da moeda. Portanto, quando vamos ao supermercado, por exemplo, fazemos nossas compras e quitamos a dívida com dinheiro em espécie.

Isso nos dá a entender que a moeda é o ativo financeiro mais líquido que existe, certo? Pois com ela é possível adquirir bens e serviços, ou até mesmo realizar qualquer tipo de pagamento, de maneira instantânea. 

Vale explicar que o meio de pagamento só é efetivo quando a liquidação da obrigação acontece. Ou seja, se formos ao supermercado na intenção de pagar as compras com cartão de crédito, não estaremos quitando qualquer despesa, mas, sim, substituindo um credor pelo outro: o mercado pelo banco.

Entendido isso, vamos ver qual a relação dos agregados monetários com todo esse assunto!

Como os Agregados Monetários funcionam?

Conforme descrito anteriormente, eles são divididos em 4 grupos, considerando uma sequencia de maior liquidez para a menor.

M1 é equivalente ao papel-moeda em poder do público. Portanto, correspondem às moedas e aos depósitos realizados à vista, como transferência entre contas ou pagamentos com dinheiro em espécie.

Também é conhecido como base monetária: agregado básico do qual decorrem os demais! Inclui o dinheiro emitido pelo governo que fica disponível em circulação pública e ao volume de reservas mantidas pelos bancos comerciais.

Já o M2 é equivalente ao M1 + depósitos realizados a prazo, como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e títulos públicos, que não estão em poder dos bancos e nem dos fundos de investimentos.

O M3 é equivalente ao M2 + ativos financeiros em poupança, como cadernetas e afins.

O M4 é equivalente ao M3 + o saldo dos títulos públicos em poder bancário e do fundos de investimento, como Letra Hipotecária (LH) ou Letra de Câmbio (LC).

Perceba que, ao passo em que os grupos vão se estendendo, os ativos financeiros vão ficando menos líquidos. Portanto, chamamos M2, M3 e M4 de quase moedas, pois, para que sejam usados como meio de pagamento, precisam ser convertidos em M1.

Você não pode ir ao supermercado e pagar suas compras com um CBD, por exemplo, entende? Esse ativo precisa ser convertido, assim como todos os outros que não estejam agregados ao primeiro grupo monetário.

Por que os Agregados Monetários são importantes?

Uma vez que apenas o M1 caracteriza meio de pagamento efetivo, você pode ser perguntar por qual motivo os demais agregados monetários existem, certo?

A resposta é: movimentação estratégica da economia nacional!

Os ativos financeiro são colocados e retirados de circulação diariamente pelo Banco Central e pelos bancos comerciais.

O Banco Central é a instituição designada a supervisionar o sistema bancário e regular a quantidade de moeda da economia, com objetivo de realizar a manutenção da liquidez do sistema econômico em níveis compatíveis com o crescimento do produto e estabilidade da moeda.

A ideia conceitual de criar ou destruir moeda - convertendo M1 nos demais agregados monetários,ou o contrário - se dá justamente com o objetivo de manter esse equilíbrio econômico. 

Imagine se todo dinheiro disponível no país estivesse classificado em um único grupo, com a mesma liquidez, quão forte seria o impacto sobre a oferta e procura de bens de consumo, por exemplo.

Portanto, é necessário que essa divisão aconteça - e esteja sempre em movimento - para que nenhum sistema nacional seja sobrecarregado. 

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