Última modificação em 26 de maio de 2021

O que foi a Ação Libertadora Nacional?

A Ação Libertadora Nacional (ALN) foi um movimento que aconteceu entre as décadas de 1960 e 1970 com objetivo de derrubar o atual governo militar e instaurar uma política revolucionária no país.

Esse movimento foi fundado 4 anos após o golpe militar de 1964 por Carlos Marighella, ex-membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), embora a ANL já tivesses seus objetivos e interesses bastante claros um ano antes da oficialização, em 1967. Até então, o nome do movimento era "Pronunciamento do Grupo Comunista de São Paulo”. 

Marighella se inspirava nos líderes da Revolução Cubana, Ernesto Che Guevara e Fidel Castro, portanto, incentivava a prática de guerrilha urbana como estratégia política.

Para alguns, os quase 2 mil ex-membros da ALN eram considerados meros rebeldes e terroristas. Suas ações a favor da revolução incluíam assalto a bancos para financiar o movimento, lutas armadas, sequestro de personalidades relevantes para a política em troca da liberdade de prisioneiros aliados, protestos, entre muitas outras.

Quais foram as maiores motivações da Ação Libertadora Nacional?

De fato, o regime militar trouxe uma série de prejuízos à população brasileira, tanto no sentido social, quanto no sentido econômico.

Os 10 primeiros anos do regime mostraram um crescimento significativo do Produto Interno Bruto (PIB) - cerca de 14%. Entretanto, as decisões tomadas com base nesse "milagre econômico" culminariam o aumento da desigualdade social e endividamento do setor público anos mais tarde.

Um bom exemplo disso foi a redução do poder de compra da população, onde o salário mínimo de R$ 1.200,00 passou para R$ 620,00 ao longo dos 21 anos em que o Brasil esteve sob o controle dos militares.

Além disso, a inflação beirando 64,5% ao ano em conjunto com o arrocho salarial instaurado durante a ditadura, fizeram com que a desigualdade na distribuição de renda nacional ficasse cada vez mais evidente aos olhos da população - principalmente aos mais prejudicados.

Com a crescente emissão de dívidas públicas, solicitação de crédito, solicitação de empréstimo, criação de empresas estatais e centralização da economia no Estado, o resultado não poderia ter sido outro: uma explosão de dívida externa em quase 9x mais que a própria renda do país.

O desastre econômico deu margem para as intervenções da Ação Libertadora Nacional, sem contar, é claro, com a revolta dos ex-membros acerca de questões sociais, como a constante repressão, censuras, perseguições e torturas sofridas por tanto brasileiros ao longo da ditadura militar.

Como foi o fim da Ação Libertadora Nacional?

A Ação Libertadora Nacional foi fortemente abalada com a morte de Carlos Marighella, aos 58 anos de idade. O líder do movimento foi morto a tiros na cidade de São Paulo, em uma operação comandada pelos delegados Rubens Tucunduva e Sérgio Fleury.

De acordo com a linha hierárquica da ALN, o sucessor de Marighella seria Joaquim Câmara Ferreira, que esteve a frente do grupo até 1971, quando foi detido pelo governo militar e faleceu na prisão anos mais tarde.

A morte de ambos os lideres levou ao enfraquecimento e consequente desintegração do grupo. Ainda hoje, o lema da Ação Libertadora Nacional é conhecido e lembrado por muitas pessoas que estiveram presentes naquela época:

“Todos nós somos guerrilheiros, terroristas e assaltantes e não homens que dependem de votos de outros revolucionários ou de quem quer que seja para se desempenharem do dever de fazer a revolução”.

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