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Economia

Santander eleva recomendação para renda fixa e diz que inflação em alta turbina juros no Brasil

Santander Asset Management muda avaliação de renda fixa de cautelosa para neutra; instituição pede cautela para renda variável

Data de publicação:06/06/2022 às 14:56 -
Atualizado um mês atrás
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A Santander Asset Management mudou a avaliação para ativos de renda fixa de cautelosa para neutra em junho, conforme carta da gestão.

O texto aponta que as pressões inflacionárias e os desdobramentos da política monetária pressionam as curvas de juros, mas que "os níveis atuais (das taxas) mostram alguma atratividade".

Santander renda fixa
A instituição recomendou, ainda, que os investidores tenham cautela com a renda variável | Foto: Reprodução

A gestora destaca que as leituras de inflação continuaram mostrando dados acima das expectativas em maio, gerando alta da curva de juros doméstica.

"Em relação aos ativos de crédito privado, observamos uma ligeira queda nos spreads de crédito, que continuam sendo favorecidos pelo fluxo para a classe".

Gestores da Santander Asset Management, em carta

À frente, a convicção do Santander é de alta dos juros futuros internacionais, dado o desafio das pressões inflacionárias.

"Localmente, o cenário está mais ambíguo: por um lado, temos a persistência da inflação; por outro, o nível da taxa Selic já é bastante elevado."

Renda variável: cautela

Diferente da renda fixa, na renda variável, o Santander segue com cautela para a Bolsa local e está mais atento em relação ao quadro global nesta classe. A visão da gestora para o Ibovespa é neutra em junho, com viés de cautela.

No âmbito internacional, a perspectiva de um ciclo de aperto monetário mais intenso, persistência da inflação e menor crescimento global deve tornar mais desafiador o cenário para alocações em Bolsa. vê o cenário global mais desafiador", aponta a carta.

O câmbio também permanece com a visão neutra já adotada em maio. "O diferencial de juros e o ciclo favorável de commodities continuam dando suporte a um fortalecimento da moeda brasileira frente ao dólar. Porém, a deterioração das condições financeiras globais e os riscos fiscais domésticos podem gerar efeitos negativos sobre o real", avalia a gestora. / Com Agência Estado

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