Previdência

Previdência privada: essa é a hora de investir?

Já imaginou como será a sua aposentadoria daqui a alguns anos? Se você ainda não fez essa pergunta, ou se a resposta lhe suscita alguma preocupação,…

Data de publicação:05/01/2022 às 09:52 - Atualizado um mês atrás
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Já imaginou como será a sua aposentadoria daqui a alguns anos? Se você ainda não fez essa pergunta, ou se a resposta lhe suscita alguma preocupação, que tal considerar um plano de Previdência Privada?

Independentemente da idade ou do seu momento de vida, estabelecer um plano projetado para garantir a estabilidade financeira no futuro, bem como assegurar a realização de “projetos de vida” são apenas algumas vantagens desse modelo previdenciário.

A seguir, saiba mais sobre para que serve, como funciona, tipos mais comuns de planos previdenciários privados, vantagens e quando investir. Boa leitura!

Para que serve a Previdência Privada?

Antes de começar a fazer qualquer investimento, o primeiro passo é entender que os ativos disponíveis se relacionam de maneira diferente de acordo com cada situação. Dessa forma, ao optar por fazer aporte no mercado financeiro, é fundamental fazer uma análise a fim de conhecer suas necessidades.

Tendo em vista a Previdência Privada, esse modelo de investimento adequa-se bem para objetivos em que se envolvem o retorno de rendas passivas em um momento posterior. Dessa forma, trata-se de uma aplicação útil para objetivos de longo prazo, como comprar imóveis, pagar a faculdade dos filhos, etc.

Outra vantagem dos planos previdenciários privados passa diretamente pelos benefícios fiscais concedidos em relação à tributação desse tipo de investimento. Dessa forma, eles tendem a ser uma alternativa interessante, especialmente quando o assunto é desburocratizar a sucessão patrimonial.

Como funciona a Previdência Privada?

A Previdência Privada nada mais é do que um plano de aposentadoria independente. Basicamente, trata-se de um produto financeiro disponibilizado pelas instituições financeiras e cujo objetivo é garantir uma renda adicional, até mesmo para aqueles que já têm aposentadoria da Previdência Social (INSS).

Em termos práticos, ela funciona como uma espécie de investimento. Portanto, o dinheiro aportado mensalmente é utilizado pela instituição financeira (banco ou corretora) para a aquisição de ativos, como ações ou títulos de dívida. Os rendimentos de tais ativos se acumulam e, dessa forma, são pagos de volta para o investidor.

Mas, e se bancos ou corretoras perderem tudo aquilo que foi acumulado dentro de determinado período, ao escolherem ativos que vierem a se desvalorizar, por exemplo? Fato é que, apesar de riscos serem comuns nesse tipo de aplicação, as carteiras de investimentos em fundos de Previdência Privada são caracterizadas pela maior parcela de ativos de baixo risco — até porque o investidor dessa modalidade tem um perfil conservador.

Em contrapartida, deve-se verificar que tais planos estão direcionados a aplicações cuja rentabilidade é de longo prazo. Logo, no geral, não se trata de um bom negócio resgatar antecipadamente o montante aplicado.

Quais são os tipos de planos previdenciários?

Agora que você já sabe para que serve e como funciona a Previdência Privada, chegou a hora de entender um pouco mais sobre os tipos associados a esta modalidade. Basicamente, são dois tipos de planos: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ou o plano Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

A seguir, entenda melhor sobre suas características e diferenças:

PGBL

Ideal para quem realiza a declaração do Imposto de Renda (IR) adotando o modelo completo, o PGBL é uma modalidade que permite a dedução de contribuições dadas no decorrer do ano da renda bruta tributável, sendo seu limite estabelecido em 12% ao ano.

Portanto, o PGBL funciona como uma espécie de “adiamento” do pagamento de imposto. Consequentemente, gera-se tantos benefícios fiscais quanto financeiros ao investidor no longo prazo. Vale destacar, porém, que o resgate do investimento incidirá na cobrança do IR sobre todo o capital aportado.

VGBL

Por sua vez, o VGBL não recebe benefícios tributários. Com isso, trata-se de uma modalidade indicada para aqueles que utilizam o modelo de declaração simplificada do Imposto de Renda.

Dessa forma, passa a ser também mais interessante para investidores que pretendem realizar aportes superiores a 12% da sua renda anual em Previdência Privada. Isso ocorre, pois não há dedução fiscal das contribuições, logo, o IR incide apenas sobre rendimentos que são obtidos a partir das aplicações dadas no decorrer dos anos.

Quais são as vantagens deste modelo previdenciário?

Os indivíduos que normalmente tendem a apresentar maior dificuldade no planejamento de longo prazo, podem utilizar os planos de Previdência Privada como uma excelente alternativa. Afinal, por meio deste mecanismo, os investidores poderão entender melhor sobre como e o quanto poupar para garantir maior rentabilidade no futuro.

Outra vantagem são os benefícios tributários, como já vimos. Isso porque os PGBLs oferecem uma oportunidade maior de deduções na contribuição fiscal do Imposto de Renda. Dessa maneira, trata-se de uma aplicação que pode ser amplamente positiva para os investidores consistentes.

Ademais, caso não haja unanimidade em relação à escolha do plano de previdência, o investidor poderá alterar a modalidade para outra, sem a necessidade de fazer o resgate ou pagamento do IR, bem como demais custos. Por isso, não deixa de ser uma escolha interessante, especialmente quando as taxas aplicáveis são muito altas ou a rentabilidade é menor — no plano antigo.

Quando investir em Previdência Privada?

Como vimos, a Previdência Privada é uma opção válida para investidores de diferentes perfis, sobretudo aqueles que estão buscando por uma garantia financeira na terceira idade. Além disso, trata-se de um suporte financeiro essencial para se cumprir metas de vida no longo prazo.

Apesar disso, não existe um período específico, tal como uma idade ideal para começar a investir na Previdência Privada. Porém, por se tratar de um ativo de longo prazo, quanto antes iniciar melhor, já que seu potencial se amplia com o passar dos anos. Basta imaginar que o montante que será resgatado no futuro, será maior em razão do patrimônio acumulado.

Ademais, a aplicação de juros compostos corresponde ao prazo de acumulação, o que é vital para construir um patrimônio sólido. Portanto, é possível garantir a segurança e estabilidade financeira dos filhos durante a fase adulta. Por isso, recomenda-se iniciar tais aportes ainda na primeira infância, a fim de aproveitar o montante acumulado futuramente.

Agora que já sabe que os planos de Previdência Privada são essenciais para garantir uma boa aposentadoria, além de ajudarem a alcançar objetivos de longo prazo, que tal fazer um teste de previdência para entender qual o melhor modelo para você? Descubra seu perfil e veja o que analisar antes de aderir a um plano de Previdência Privada.

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