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A Petrobras informou que iniciou, no dia anterior, a produção de petróleo e gás natural do FPSO Carioca, primeira plataforma no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos.

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Petrobras inicia produção de petróleo e gás na primeira plataforma do Campo de Sépia - Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

A FPSO Carioca - unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás - possui capacidade de processamento diário de até 180 mil barris de óleo e de comprimir até 6 milhões de m³ de gás natural, segundo comunicado ao mercado. Está localizada a 200 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, a 2.200 metros de profundidade.

O projeto prevê a interligação de sete poços produtores e quatro poços injetores ao FPSO. O escoamento da produção de petróleo será feito por navios aliviadores, enquanto a produção de gás será escoada pelas rotas de gasodutos do pré-sal.

O projeto também conta com sistema de remoção de CO2 presente no gás produzido e de reinjeção na jazida, o que deve reduzir o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera e melhorar a recuperação de óleo.

A jazida compartilhada de Sépia é composta pelos campos de Sépia e Sépia Leste, localizados em áreas da Cessão Onerosa e Concessão (BM-S-24), respectivamente, operada pela Petrobras (97,6%), em parceria com a Petrogal Brasil S.A. (2,4%).

Geração de energia

Neste mês, a petroleira também comunicou que ampliou a oferta de combustíveis para térmicas, o que permitiu aumentar, em nove meses - de setembro de 2020 a junho de 2021 - a geração termelétrica de suas usinas e de clientes de cerca de 2 mil megawatts (MW) para quase 8 mil MW.

No mesmo período, o volume de gás disponibilizado pela Petrobras para termelétricas variou de 12 milhões para 35 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 19%.

"O incremento se deu por meio de uma série de medidas antecipatórias para maximizar a oferta de gás natural ao mercado", informou a companhia em nota.

Entre as medidas está a ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, de 20 milhões para 30 milhões de m3/dia; o posicionamento dos dois navios regaseificadores nos Terminais da Bahia (TR-BA) e do Rio de Janeiro; e a importação de gás natural liquefeito (GNL), chegando a mais de 14 navios por mês. / com Agência Estado

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