Economia

Mais uma montadora anunciou nesta quarta-feira que irá paralisar suas atividades. Após anúncio da Volkswagen, Volvo e Scania, hoje duas montadoras anunciaram a paralisação de suas fábricas: a Mercedes-Benz informou que fechará as fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e de Juiz de Fora (MG), por causa do agravamento da pandemia de covid-19; a Nissan foi a quinta a paralisar fábrica no País.

Segundo a Nissan, a produção da fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, será suspensa entre 26 de março a 9 de abril , de modo a dar "segurança de seus funcionários como parte do esforço de reduzir o impacto da pandemia”. A empresa emprega cerca de 2 mil trabalhadores, sendo que 850 do setor de produção entrarão em férias coletivas, paralisando todo o setor. 

Nissan interrompe as atividades de sua fábrica em Resende (RJ) até 9 de abril - foto: divulgação

A Volvo vai interromper a maior parte da produção de caminhões na fábrica de Curitiba (PR) em razão da falta de peças, principalmente componentes eletrônicos, junto com o agravamento da pandemia.

A medida atinge aproximadamente 2 mil funcionários, do total de 3,7 mil que trabalham na fábrica da Volvo na capital paranaense, e vai durar até o fim deste mês.

Em nota, a montadora diz que vai manter "boa parte" do efetivo em atividade, incluindo a linha de montagem de ônibus e uma parte da linha de caminhões - que terá a produção reduzida em 70% -, assim como a distribuição de peças a concessionárias.

Scania segue o mesmo caminho

A Scania informou que vai paralisar a produção a partir de sexta-feira, 26, até 5 de abril, por causa do agravamento da pandemia. A medida deve atingir a maioria dos 4 mil funcionários da montadora.

A Volkswagen já havia anunciado na sexta-feira a suspensão por 12 dias da produção em suas quatro fábricas no Brasil em razão da crise sanitária.

Com a Nissan, já a quinta montadora que decide por paradas totais das fábricas. Com isso, aproximadamente 30 mil trabalhadores ficarão em casa nas próximas duas semanas, atendendo pedidos dos sindicatos de funcionários e dos governos locais que estão decretando medidas para reduzir a circulação de pessoas. / com Agência Estado

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