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Economia

Operadoras de turismo perdem dois terços do faturamento em 2020

Dados divulgados pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) nesta terça-feira, 20, indicam perda de dois terços do faturamento por empresas do setor, cujas receitas…

Data de publicação:20/04/2021 às 20:29 -
Atualizado um ano atrás
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Dados divulgados pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) nesta terça-feira, 20, indicam perda de dois terços do faturamento por empresas do setor, cujas receitas caíram de R$ 15,1 bilhões, em 2019, para R$ 4 bilhões, em 2020.

Resultados do setor do turismo caíram de R$ 15 bilhões, em 2019, para R$ 4 bilhões no ano passado

Com a redução da demanda por viagens e a imposição de barreiras sanitárias entre países, o número de passageiros caiu quase pela metade, de 6,5 milhões em 2019 para 3,3 milhões no ano passado. As vendas se concentraram no turismo doméstico, que corresponde a 77% da renda das empresas do segmento, enquanto o internacional é responsável pelos outros 23%.

Impactos no emprego

A crise também se expressa pelos resultados do emprego no setor, que perdeu 2,7 milhões de postos de trabalho durante 2020, ainda segundo dados do anuário. Deste total, 1,7 milhões de demissões se concentram nos serviços de alimentação, seguido pelo de transporte rodoviário e agências de viagem, que cortaram 559 mil e 197 mil profissionais, respectivamente.  

Apesar dos números negativos, o presidente da entidade, Roberto Haro Nedelciu, considera a queda menos acentuada do que a média global. “Eu acredito que a retração não foi tão forte assim”, disse durante apresentação da performance do setor. “Os números do Brasil não são significativos, são até menores do que foram no mundo”, completou. 

Retomada deve ocorrer no segundo semestre de 2022

O mercado de turismo no Brasil retrocedeu a patamares inferiores aos de 2009, quando faturou R$ 6,1 bilhões, segundo dados da Braztoa. Nedelciu prevê retomada do setor aos níveis de 2019 no segundo trimestre de 2022. “Vai demorar um ano e meio, dois anos para voltar àqueles números”, projeta.

Para ele, a recuperação deve ocorrer com mais força a partir do momento em que for possível utilizar toda a estrutura do setor. “Tem uma tendência de as pessoas estarem loucas para viajar”, diz.

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