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O Nubank anunciou nesta segunda-feira, 21, que a cantora Anitta passa a ocupar uma cadeira no conselho de administração da empresa. Segundo o banco, Anitta terá um papel importante em ajudar a empresa a aprimorar ainda mais seus serviços e produtos.

Cantora Anitta - Foto: Reprodução/Instagram

Para o banco digital, aliar-se à cantora significa contar com sua expertise em construção de marcas. Anitta é uma empreendedora bem-sucedida que usou sua visão estratégica para expandir a carreira não só na América Latina e nos Estados Unidos, mas globalmente.

"Anitta tem profundo conhecimento do comportamento dos consumidores nesses mercados que tem explorado e muita experiência em estratégias de marketing vencedoras. Essas competências foram chave para a convidarmos para o conselho. Nenhum outro conselheiro possui essa experiência", diz David Vélez, diretor-presidente e fundador da empresa. 

"Anitta está reinventando a cena cultural nos últimos anos e compartilhamos do mesmo DNA de inovação. Ela levou o funk brasileiro a outro patamar e criou uma marca mundial gigantesca. É uma empresária de sucesso que vai nos ajudar a aprimorar ainda mais os produtos para nossos clientes", afirma Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank.

De acordo com a empresa, Anitta se motivou a abraçar esse novo desafio por conta do impacto real que os produtos Nubank têm causado na vida das pessoas.

" Fiquei impressionada ao ver o trabalho do Nubank em fazer com que milhões de pessoas se sintam incluídas, podendo ter uma vida financeira melhor", explicou a cantora, de 28 anos, que nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro e já viveu as dificuldades de ter acesso ao crédito e atendimento eficiente.

Maturidade da marca

Anitta se junta ao Nubank em uma fase mais madura da marca, segundo o banco. Recentemente, levantou US$ 500 milhões com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffet uma das maiores empresas abertas em todo o mundo. Além disso, recebeu um aporte extra de US$ 250 milhões liderado pela Sands Capital.

Com esses aportes, o Nubank completou também a maior rodada de investimento já feita por uma startup latino-americana: US$ 1,15 bilhão desde janeiro. E passou a ser avaliado em US$ 30 bilhões, segundo estimativas de mercado, e contabilizar 40 milhões de clientes.

Fizeram parte desse segundo aporte vários investidores brasileiros, como a Absoluto Partners, gestora de recursos co-fundada por José Zitelmann e Gustavo Hungria, e Verde Asset Management, gestora liderada por Luis Stuhlberger.

Segundo a empresa, o montante de US$ 750 milhões, ao total, que são uma extensão da captação de série G anunciada em janeiro pelo banco, será utilizado no apoio ao crescimento do Nubank em três grandes frentes de desenvolvimento: introduzir novas soluções ao seu portfólio, promover crescimento internacional e democratizar o acesso a investimentos.

Nessa linha, outro movimento feito pelo Nubank foi a compra da Easynvest, uma das principais plataformas de investimento digital no Brasil, que possui mais de US$ 5 bilhões em ativos sob custódia e 1,6 milhão de clientes.

Possível IPO

Para Guilherme Fowler, professor de inovação da escola de negócios Insper, o Nubank está vivendo um momento de crescimento em potência máxima, o que justifica o alto volume de capital.

"O crescimento de uma empresa pode se dar ampliando a oferta de produtos ou, então, expandindo geograficamente. O Nubank está apostando nos dois caminhos ao mesmo tempo", afirma.

Segundo Felipe Matos, presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), os investimentos podem preparar a empresa para uma possível abertura de capital.

"A essa altura, parece que o aporte é menos pelo dinheiro em si e mais para trazer investidores estratégicos, que podem abrir caminho para um bom IPO", diz.

De acordo com Vélez, entretanto, uma listagem em Bolsa não está nos planos do banco neste momento. Segundo ele, novas rodadas de financiamento estão fora de questão no momento. "Estamos muito, muito bem capitalizados. Não temos planos para levantar mais capital."

Apesar de o momento ser positivo para as fintechs no Brasil - até por mudanças promovidas pelo Banco Central para reduzir a concentração do mercado financeiro nacional -, Junior Borneli, presidente da plataforma StartSe, alerta que o cenário é concorrido.

 "O maior risco para o Nubank é a competição, que no Brasil ficou mais acirrada. Além disso, criar relevância de marca em outros países é sempre um recomeço", diz Borneli. Mas ele ressalta que, apesar do cenário difícil, "a empresa está bem posicionada". / com Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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