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A Notre Dame Intermédica informou que obteve prejuízo líquido de R$ 48 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de R$ 223,4 milhões obtido no mesmo período de 2020.

Foto: NotreDame Intermédica /Divulgação
Notre Dame Intermédica registra prejuízo no segundo trimestre como reflexo do aumento com custos de saúde por conta da covid-19 - Foto: Reprodução

O prejuízo no trimestre foi motivado principalmente pelo aumento da sinistralidade caixa, reflexo do aumento de custos com internações hospitalares na rede própria e credenciada, alta frequências de exames e o tratamento de longa permanência dos pacientes com covid-19.

No critério ajustado (pelos itens não-caixa de stock options, amortização de intangíveis e IR/CSLL diferidos), a perda líquida totalizou R$ 9,9 milhões, ante R$ 303,9 milhões na mesma base de comparação.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado foi de R$ 131,6 milhões nos meses de abril e junho, queda de 75% em relação a igual época de 2020, em razão do aumento substancial da utilização dos tratamentos de pacientes com covid-19, que se traduzem em utilização recorde da rede própria, maiores cobranças em internações e exames, entre outros.

A margem Ebitda caiu de 20,2% no segundo trimestre de 2020 para 4,1% no segundo trimestre deste ano.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 3,196 bilhões no segundo trimestre, incremento de 22,7% em um ano, beneficiada pelo crescimento da linha de negócio de planos de saúde, planos odontológicos e serviços hospitalares.

Ao longo do primeiro semestre, a empresa passou a consolidar as receitas de LifeCenter (janeiro), Climepe (março), BioSaúde (abril), MediSanitas (abril) e Grupo Hospital de Londrina (abril).

A empresa terminou o segundo trimestre com 31 hospitais, ante 24 hospitais um ano antes, totalizando 3.696 leitos, avanço de 30,7%. Já o número de beneficiários no fim do segundo trimestre estava em 7,175 milhões, alta de 16,2% na comparação anual.

Destes, 4,262 milhões são do segmento saúde, com avanço de 18,2% em um ano, e 2,913 milhões no segmento odontológico, acréscimo de 13,4%.

O tíquete médio ficou em R$ 223,3, estável em relação ao mesmo período de 2020, refletindo um aumento do preço médio orgânico de 5,5%, fruto dos reajustes contratuais e mix de produtos mais verticalizados e impacto negativo do tíquete inferior das aquisições realizadas nos últimos doze meses pela companhia.

No segundo trimestre, a dívida líquida da companhia totalizou R$ 1,573 bilhão, aumento de 270,6% ante o primeiro trimestre, considerando os desembolsos relativos às aquisições de MediSanitas e do Grupo Hospitalar de Londrina, bem como os investimentos na aquisição de dois imóveis estratégicos no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e na reforma e melhoria da rede própria e TI.

Diante disso, a alavancagem da empresa, medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu de 0,3x no primeiro trimestre para 1,3x no segundo trimestre.

Sinistralidade

No segundo trimestre deste ano, o aumento na sinistralidade/caixa ocorreu principalmente devido à média das internações por covid-19, que se manteve aproximadamente 50% superior ao primeiro trimestre de 2021.

Além disso, houve aumento significativo de exames laboratoriais e de imagem, onde o NotreLabs atingiu novo recorde com produção de 2,7 milhões de exames por mês. /com Agência Estado

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