Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta sexta-feira, 5 de agosto
Em dia de agenda econômica esvaziada, o foco está na política monetária americana
No último dia da semana, a Bolsa opera em alta, influenciada pela cautela do mercado internacional. Às 12h39, o Ibovespa subia 0,45%, aos 106 mil pontos e o dólar recuava 0,10%, cotado a R$ 5,21.
O mercado digere os dados do payroll, relatório de vagas de emprego tanto do mercado privado quanto público dos Estados Unidos, que registrou a criação de 528 mil novos postos de trabalho em julho, volume muito acima da projeção dos especialistas de 250 mil, o que aponta que a economia americana está aquecida.
A taxa de desemprego do país caiu para 3,5%, ante 3,6% observados no mês anterior. Para Fabio Fares, especialista em macroeconomia da Quantzed, "isso mostra que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ganhou razão no mercado, que temia o aumento do juros pelo risco de recessão".
"Mas o fato é que o Fed afirmou que a preocupação é com a inflação, que ainda segue forte por conta do mercado de trabalho aquecido. E o payroll de hoje confirmou isso".
Fabio Fares, da Quantzed
Com esses dados, agora as atenções dos investidores se voltam para a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho, que sai na próxima quarta-feira, 10.
"Com isso, acredito que a possibilidade de aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros passa a ganhar mais força para a próxima reunião do Fed, ainda que o mercado até então precificava uma próxima alta de 0,50 p.p".
Bolsas americanas/índices principais
- S&P 500: -0,81%
- Dow Jones: -0,38%
- Nasdaq 100: -1,60% (dados atualizados às 12h41)
Brasil: agenda econômica esvaziada
Internamente, o dia segue com agenda econômica esvaziada, com a divulgação somente dos dados do IGP-DI de julho, que caiu 0,38% ante alta de 0,62% no mês anterior. Com o número, o indicador acumula alta de 7,44% no ano e de 9,13% em 12 meses.
O resultado ficou próximo do piso das estimativas dos analistas, que iam de uma queda de 0,41% a um avanço de 0,19%, com mediana de queda de 0,18%.
O dia na Bolsa
Na contramão do mercado internacional, a alta do Ibovespa é sustentada pela valorização de mais de 1% das ações PN da Petrobras e ON da Vale.
Após dois dias de altas acentuadas, os papeis de empresas ligados à atividade doméstica, como consumo, construção civil e bancos recuam no pregão.
Maiores altas
Empresa | Ticker | Variação |
Marfrig | MRFG3 | +4,51% |
Braskem | BRKM5 | +3,73% |
CSN | CSNA3 | +3,27% |
PetroRio | PRIO3 | +3,04% |
Suzano | SUZB3 | +2,33% |
Maiores baixas
Empresa | Ticker | Variação |
Alpargatas | ALPA4 | -7,46% |
Americanas S.A | AMER3 | -6,59% |
Fleury | FLRY3 | -5,32% |
Locaweb | LWSA3 | -5,616% |
Natura & Co. | NTCO3 | -4,49% |
Mercado internacional
Bolsas europeias operam em baixa com payroll
As bolsas na Velha Economia chegaram a operar em leve alta, porém viraram o sinal após a divulgação dos dados do payroll americano.
Localmente, os investidores digerem dados econômicos da economia alemã. A produção industrial no país subiu 0,4% em julho, um pouco acima da estimativa de 0,3% projetada pelo mercado.
Após subir a taxa básica de juros da Inglaterra em 0,50 p.p na véspera, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, disse que os investidores não devem supor que o BC inglês voltará a elevar seu juro básico em 0,50 em setembro.
"Estamos tentando garantir que haja um elemento de flexibilidade (...) dadas as incertezas que enfrentamos, acho que precisamos de flexibilidade para seguir adiante ou continuar onde estamos, e o ritmo em que avançaremos irá variar de acordo com as circunstâncias".
Pill também rejeitou críticas de que o BoE estaria atrás da curva no combate à alta dos preços e previu que a inflação britânica voltará à meta oficial de 2% da instituição.
Bolsas europeias/principais índices
- Stoxx 600 (pan-europeu): -0,82%
- DAX (Frankfurt): -0,60%
- FTSE 100 (Londres): -0,12%
- CAC 40 (Paris): -0,63% (dados atualizados às 12h48)
Bolsas asiáticas fecham em alta
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, em meio à redução de tensões geopolíticas ligadas a Taiwan e na expectativa para novos dados do mercado de trabalho dos EUA.
O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,87% em Tóquio, aos 28.175 pontos, ajudado por ações de empresas que divulgaram balanços positivos, enquanto o Hang Seng avançou 0,14% em Hong Kong, aos 20.201 pontos, e o sul-coreano Kospi teve ganho de 0,72% em Seul, aos 2.490 pontos.
Já em Taiwan, o Taiex saltou 2,27%, aos 15.036 pontos, deixando de lado a recente cautela que dominou os negócios durante a polêmica visita que a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, fez à ilha esta semana, para desagrado do governo chinês.
Em discurso no Japão, Pelosi disse hoje que os EUA "não permitirão" que a China isole Taiwan. Enquanto isso, os chineses deram prosseguimento a exercícios militares nos arredores da ilha.
Impulsionadas por ações do setor bancário, as bolsas chinesas também ficaram no azul. O Xangai Composto garantiu alta de 1,19%, aos 3.227 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto se valorizou 1,44%, aos 2.166 pontos.
Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200 avançou 0,58% na bolsa de Sydney, aos 7.015 pontos, sustentado por papéis de mineradoras. / com Agência Estado
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