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O Magazine Luiza é a empresa que, no mundo todo, mais gera retorno ao acionista. Ela ocupa o primeiro lugar no ranking global, por indústria, das companhias com as melhores ações do mundo.

Os dados fazem parte do The 2021 Value Creators Rankings, divulgado pelo Boston Consulting  Group (BCG), com a classificação das empresas de maior retorno total para o acionista (TSR, do inglês Total Shareholder Return).

Em quatro anos, Magalu gerou ganhos de 226% aos acionistas - Foto: Divulgação

A varejista brasileira gerou, em quatro anos, 226% de ganhos em valorização de mercado e dividendos, por ano. Os dados são de 31 de dezembro de 2020 e refletem a média anual de TSR ao longo dos últimos cinco anos, de 2016 a 2020, quando foram avaliadas 2.400 empresas.

O resultado expressa um pouco a valorização dos papeis no mercado e em parte as várias iniciativas adotadas pela empresa no modelo de negócios, com viés de tecnologia, comenta Danniela Eiger, analista de Varejo da XP.

“A estratégia da empresa foi muito aderente ao novo modelo de consumo, imposto pela pandemia, de transformação e atuação no varejo via multicanais.”

Concorrência é forte para Magazine Luiza

O Magazine Luiza tem recomendação neutra de compra pela equipe de analistas da XP. Segundo Danniela, a companhia é a segunda do setor de varejo, atrás da B2W, e tem pela frente um ambiente bastante competitivo para ganhar participação no marketshare do varejo. “Lojas Americanas e Via são concorrentes mais fortes.”

A analista diz que pelo múltiplo de referência, o valuation – medida para saber se o preço está alto ou baixo -, a ação do Magalu está muito acima de seus pares concorrentes.

“O passado (dados performativos do BCG sobre a empresa) dita um pouco a direção da companhia, que teve muita entrega no passado, mas o cenário futuro é ainda mais desafiador e competitivo, embora haja espaço para crescer.”

O Magazine Luiza mais que dobrou seu valor de mercado, com crescimento de cerca de 110%, de 2019 para 2020. Para a companhia, 2020 foi um divisor de águas na digitalização e na integração ao mundo mais tecnológico. “Empresas integradas nesse processo, como o Magazine Luiza, se tornaram as grandes vencedoras durante as restrições impostas pela Covid-19.”

Outros destaques brasileiros

O levantamento do BCG mostra ainda a presença de duas outras companhias brasileiras na classificação das 200 maiores com capitalização no mercado de no mínimo US$ 68 bilhões, as chamadas large caps, empresas consolidadas e líderes em seus setores com ações desejadas pelos investidores.

Nesse recorte, a Vale está em nono lugar e a Petrobrás, a única da indústria de petróleo no top 50 empresas, em 24º lugar.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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