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Cenário macro está ‘mais perigoso e volátil’ e recessão global, cada vez mais provável, diz a Legacy Capital

Elevação de juros nos Estados Unidos foi o principal destaque do último mês para a gestora

Data de publicação:08/07/2022 às 05:00 -
Atualizado 5 meses atrás
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Com a manutenção de uma pressão inflacionária em alta e a ampliação das chances de que bancos centrais ao redor do mundo promovam ajustes mais bruscos de política monetária, com a elevação das taxas de juros em nível global, as perspectivas de que uma recessão econômica possa acontecer crescem a cada dia. Para a Legacy Capital, tal combinação de fatores torna o cenário macroeconômico mais "perigoso e volátil".

Em carta aos investidores, a gestora comenta que o grande destaque do mês de junho veio do aumento de 0,75 ponto percentual nas taxas de juros dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano), elevou os juros para o nível de 1,00% a 1,75% ao ano em sua última reunião e prometeu novas altas, o que, segundo a Legacy, era algo "inesperado".

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Juros altos nos Estados Unidos impactam todo o mundo | Foto: PxHere

O documento menciona, ainda, que o aumento dos juros americanos "provocou um ajuste grande de posições, especialmente nos mercados de juros e commodities". As perspectivas, no entanto, não são de continuidade na política monetária mais contracionista apenas nos Estados Unidos, mas na maior parte do mundo, tendo em vista a persistente escalada dos preços.

Inflação espalhada pelo mundo

Segundo a Legacy, a evolução dos índices de inflação em diversos países revela a intensidade e o espalhamento do processo inflacionário global – com exceção da Ásia.

"No caso das economias emergentes, a inflação gira hoje em torno de 12% na média e, nas economias maduras, em 7,5%. Em cada país, individualmente, os altos índices de difusão; a elevada inflação de serviços, e, em alguns casos, a elevação das expectativas de inflação de médio e longo prazos evidenciam a natureza virulenta do fenômeno", apontam os gestores no documento.

Justamente por essa realidade, diversos bancos centrais ao redor do mundo estão elevando seus juros. Para além do Banco Central do Brasil e do Fed, o Banco Central do México (Banxico) e o Banco Central Europeu (BCE) constituem exemplos relevantes de instituições que aceleraram o ritmo de alta "para evitar danos maiores à ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo".

Outros aspectos mencionados pela Legacy na carta aos investidores são a continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia e aperto nas condições financeiras, que "têm contribuído para o declínio nos índices de confiança dos agentes econômicos, em especial na Europa e nos Estados Unidos, tornando mais provável o ingresso dessas economias em uma recessão a partir do primeiro semestre de 2023".

Escolhas da Legacy Capital

Em meio a este contexto macroeconômico, a gestora destaca que, no mês de junho, manteve posições tomadas em juros e vendidas em Bolsa em economias maduras. Seguiram ainda com a posição vendida em USDMXN (dólar americano por peso mexicano) e na bolsa mexicana, "que teve ótimo desempenho ao longo do mês".

"No Brasil, mantemos a posição na NTN-B curta, que, após a reprecificação da inflação, apresenta uma assimetria de preço bastante favorável, além da posição comprada em inclinação. Na carteira de ações locais, mantemos a posição comprada em estatais e commodities, e vendida em setores de múltiplos mais elevados", finaliza a Legacy Capital. / Com Júlia Zillig

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