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Os juros futuros subiram nesta quinta-feira e fecharam em alta, tanto nos contratos mais curtos como nos mais longos. Um ajuste à elevação do juro básico da economia para 4,25% no dia anterior, mas principalmente à indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de que as próximas altas da Selic poderão ser mais reforçadas, de no mínimo 0,75 ponto porcentual podendo chegar a 1.

Também contribuiu para essa alta dos juros futuros o fortalecimento do dólar no mercado global decorrente da sinalização de que o Fed (banco central americano) vai antecipar o aumento dos juros para 2023, em vez de 2024 como estava anteriormente previsto.

Foto: Envato
Perspectiva de antecipação do aumento dos juros americanos par 2023 também ajudou na alta dos contratos futuros

Perspectiva que aumenta a aversão ao risco dos investidores no exterior, provocando queda nas cotações das commodities e perdas nas moedas emergentes. Uma das poucas exceções foi o real, que registrou mais um dia de valorização em relação ao dólar, de 0,74%.

Nesse clima mais tenso, os juros acabaram subindo em toda a extensão da curva, e a alta só não foi maior porque houve redução da oferta de papeis longos no leilão de títulos prefixados realizado nesta quinta-feira.

A taxa do contrato de DI para janeiro de 2022 fechou em 5,59%, acima dos 5,445% do ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 7,019% para 7,15%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa na máxima de 8,14% (7,995% na quarta) e o janeiro de 2027 passou de 8,434% para 8,56% (máxima).

Chamou também atenção o volume de negócios dos contratos de curto prazo: o de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 girou mais de 1,5 milhão. Ao assimilar o recado do Banco Central, de tom mais duro a ser imposto à alta da Selic, o mercado acelerou o ritmo das apostas de avanço de 1 ponto porcentual nas reuniões do Copom em agosto e em setembro.

Como consequência, as projeções da taxa referência da economia para o fim de 2021 também foram revistas para cima. A do Citi foi elevada de 5,75% para 6,75% e a do Credit Suisse, de 6,5% para 7,25%. O BNP Paribas aumentou a taxa projetada para o fim do ciclo de ajuste, de 6,5% para 7,5%.

Os diretores do Banco Central que fazem parte do Copom retiraram o termo "parcial" na referência do processo de normalização monetária e indicaram um novo aperto de 0,75 ponto porcentual para a reunião do Copom em agosto. E adiantaram que, na hipótese de as expectativas inflacionárias para 2022 continuarem piorando, poderá haver "redução mais tempestiva dos estímulos monetários", o que foi entendido como aceleração nas doses de aperto ou elevação mais forte da Selic.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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